A música tem funções que só ela pode ocupar. Ela diz se estamos tristes ou alegres. Está presente antes de nascermos e na nossa despedida dá o tom. Algumas músicas do cancioneiro evangélico nos desperta e incentiva pelo momento ou inspiração do autor. Semanalmente estarei contando alguma história de hinos e a minha relação com eles. ENVIE SEU COMENTÀRIO e sua história para divulgarmos também! “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores.”Sl 57:7
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
OS GUERREIROS SE PREPARAM
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A VELHA CRUZ
Bernnard conta a história:
"A inspiração me veio em um dia em 1913, enquanto estava em Albion, Michigan, EUA. Comecei a escrever Rude Cruz. Compus a melodia primeiro. A letra que escrevi estava imperfeita. As palavras completas do hino foram postas [mais tarde] no meu coração em resposta à minha própria necessidade. Pouco tempo depois, em 7 de junho, apresentei o hino numa conferência em Pokagon, Michigan."
Bennard tinha razão. A cruz é o coração do evangelho, e Deus usou o sofrimento deste seu servo para abençoar o mundo até hoje.
George Bennard, filho de um mineiro, nasceu em Youngstown, Estado de Ohio, em 4 de fevereiro de 1873. Pouco tempo depois, a família mudou-se para o Estado de Iowa. Foi na cidade de Lucas que George se converteu numa reunião do Exercito da Salvação. Desejou profundamente estar a serviço do Senhor. Aos dezesseis anos, com a morte do seu pai, tornou-se o único sustento da sua mãe e quatro irmãs. Tornou-se impossível adquirir mais educação formal, mas George entrou nas fileiras do Exército da Salvação e através do seu próprio estudo e do convívio com pastores aprofundou-se na Palavra. Mudou-se com a família para Ilinois, e mais tarde se casou. Ali o casal trabalhou lado a lado na liderança do Exército da Salvação. Após alguns anos, deixando este trabalho, Bennard foi consagrado ao ministério, e começou quarenta anos frutíferos de evangelismo no norte dos Estados Unidos e no Canadá.
Bennard escreveu mais de trezentos hinos, mas será lembrado especialmente por este. Em 9 de outubro de 1958, aos 85 anos, depois de levar fielmente sua cruz. George Bennard trocou-a por "uma coroa".
O nome da melodia, OLD RUGGED CROSS, (Velha Rude Cruz) provém do título do hino que por muitos anos foi considerado o gospel hymn predileto do povo americano. O missionário F. A. R. Morgan traduziu este hino em 1924.
Bibliografia: Wyrtzen Donald John, in: Osbeck, Kenneth W. , 101 More Hymn Stories, Grand Rapids, Mt, Kregel Publications, 1985, p. 317.fonte: http://reieterno.sites.uol.com.br
Dela o dia fugiu,
Como emblema de vergonha e dor;
Mas contemplo esta cruz,
Porque nela Jesus
Deu a vida por mim pecador.
Sim eu amo a mensagem da cruz
Té morrer eu a vou proclamar
Levarei eu também minha cruz
Té por uma coroa trocar
Desde a glória dos céus,
O cordeiro de Deus,
Ao calvário humilhante baixou;
Essa cruz tem prá mim
Atrativos sem fim,
Porque nela Jesus me salvou
Nesta cruz padeceu
E por mim já morreu,
Meu Jesus para dar-me
O perdão;
E eu me alegro na cruz,
Dela vem graça e luz
Pra minha santificação
E eu aqui com Jesus,
A vergonha da cruz
Quero sempre levar e sofrer;
Cristo vem me buscar, e com Ele , no lar,
Uma parte da glória hei de ter
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
QUÃO GRANDE ÉS TU
Letra e Música: Carl Boberg 1859-1940)
Esta história começa na Suécia. Carl Boberg nasceu em Monsteras, na Costa sudoeste da Suécia, em 16 de Agosto de 1859. Seu pai era carpinteiro num estaleiro de navios, e sua casa dava bem para o estuário do rio Monsteras. Carl converteu-se aos 19 anos de idade. Num certo domingo, quando ia para a reunião, encontrou-se com alguns jovens pouco mais velhos do que ele, os quais insistiam para que fosse jogar em sua companhia e de algumas garotas amigas. Carl, que esperava encontrar, na reunião, o pregador que anteriormente tinha tocado profundamente em seu coração, e, não querendo perder o seu novo sermão, não aceitou o convite dos amigos.
A mensagem do pregador, naquele domingo, sobre o pecado e a graça foi direta ao coração de Boberg. Após a reunião, todavia, vagueou de um lado para outro sob profunda convicção de pecado, a tal ponto que, ao chegar a uma campina, caiu de joelhos e confessou-se um pecador irremediavelmente perdido. Nesse estado de espírito buscou o perdão, orando dia e noite, até que, ouvindo um menino tentando aprender de cor o versículo de João 14.13, que diz: "Tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei", a sua constante repetição fez com que ele compreendesse a verdade e assim encontrasse perdão e paz, simplesmente aceitando as palavras de Cristo.
Quatro anos mais tarde, no verão se 1885, Boberg escreveu o poema "O Store Gud", que conhecemos agora como "Quão Grande és Tu", e que foi publicado pela primeira vez em "A Folha de Monsteras", no dia 13 de Março de 1886. De 1890 até 1916 Boberg foi editor de um semanário cristão, "Testemunho da Verdade". De 1911 até 1924 foi representante de sua cidade no Parlamento Sueco. Sofreu, porém, um derrame em 1937, que paralisou o seu lado direito, vindo a falecer em 1940.
Naquele dia quente de verão de 1885, Carl Boberg e outros da sua cidade foram a uma reunião que se realizaria a duas milhas ao sul de Monsteras. De volta para casa, desabou uma tempestade; os raios riscaram os céus e os ventos sopraram sobre as plantações. Em apenas uma hora a tempestade cessou e o arco-iris apareceu! Chegando em casa, Boberg abriu a janela e viu o estuário que ficava em frente à sua casa, como se fosse um límpido espelho. Repetiu, então, baixinho, os versos de Nicander: "Bem vinda, ó brilhante tarde; Bem vinda, calma e linda".
Da outra banda do rio ouviu o canto dos pássaros no bosque. Tinha havido um funeral naquela mesma tarde e, de longe, podia ser ouvido o repicar dos sinos, na quietude daquele entardecer. A atmosfera e a beleza da paisagem tocaram a mente poética de Boberg e ali encontrou expressões para escrever o hino que hoje conhecemos come "Quão Grande és Tu".
Em 1891, Boberg, sendo editor de um daqueles periódicos, publicou o seu hino com aquela música.
É interessante notar que já em 1910 este hino havia sido traduzido para o português, pelo ilustre hinólogo Dr. João Gomes da Rocha, tradutor de inúmeros hinos, e foi publicado no hinário "Louvores", em 1938, pelo Centro Brasileiro de Publicidade Ltda. Esta tradução constava de dez estrofes e coro (Se os Hinos Falassem, Vol.1).
Em 1907 apareceu uma versão em alemão, feita por Manfred Von Glehn, residente na Estônia. Mas em 1927, outro pregador russo, Ivan S. Prokhanoff, conhecido como o "Martinho Lutero da Rússia moderna", publicou uma versão em russo, a qual foi incluída no hinário chamado "Kimvale" (Címbalos), uma coleção de hinos traduzidos de várias línguas.
Em 1923, o inglês Stuart Keene Hine, um dos nossos mais dinâmicos e dedicados missionários, deixou a Inglaterra, a sua terra natal e foi com sua esposa anunciar o Evangelho na Ucrânia.
Ali conheceram a versão russa de "Grandioso és Tu", logo que havia sido publicada por Ivan S. Prokhanoff. O Sr Hine e sua esposa não sabiam, ainda, que o mesmo havia sido escrito originalmente em sueco. Eles apenas recordam-se de que o cantavam em dueto em campanhas evangelísticas.
Na pequena vila mais próxima das montanhas, na qual o autor subiu, ali mesmo ele pôs-se em pé na rua, cantou um hino Evangélico e leu, em voz alta, o capítulo três do Evangelho segundo João. Entre os atenciosos ouvintes que se aproximaram estava o mestre-escola (professor primário) daquela vila russa. Naquele momento foi-se formando uma grande tempestade e, não tendo o missionário onde se abrigar, o professor russo, que se tornara amigo, ofereceu-lhe hospedagem.
Como foram inspiradores aqueles "potentes trovões", ecoando através das montanhas! Foram aquelas impressões que deram origem à primeira estrofe do hino em inglês:
Senhor, meu Deus! Quando eu, maravilhado,
Considero as obras feitas por Tua mão,
Vejo as estrelas, ouço o trovão potente,
O Teu poder demonstrado através de todo o universo:
Então minha alma canta a Ti, Senhor,
Quão Grande és Tu! Quão Grande és Tu!
Prosseguindo, o escritor atravessou a montanha fronteiriça com a Roménia, e lá, nas Bukovinas, (a terra das frondosas faias) encontrou alguns crentes. Juntamente com os jovens, passeou "entre as clareiras dos bosques e florestas" e "ouviu os pássaros cantando suavemente sobre as árvores". Como que instintivamente, todos começaram a cantar o hino "Quão Grande és Tu", traduzido por Ivan S. Prokhanoff, acompanhados de bandolins e violões.
Assim, inspirados parcialmente pela letra em russo e parcialmente pela visão de "todas as obras feitas pela Tua mão", as estrofes seguintes foram surgindo, em inglês!
Quando eu vagueio pelas matas e clareiras na floresta,
E ouço pássaros a cantar nas árvores docemente;
Quando olho desde a grandeza da montanha altaneira
Ouço o riacho e sinto a suave brisa:
Então minha alma.....
Contudo, pouquíssimos daqueles habitantes dos Montes Cárpatos, que viram ao seu redor as maravilhosas "obras das Tuas mãos", sabiam algo a respeito da salvação que aquele mesmo Deus grandioso havia providenciado - a grande obra mencionada na terceira estrofe.
Esta foi inspirado pelo seguinte fato:
Enquanto o missionário distribuía folhetos, de vila em vila, numa distância de 120 milhas, deparou com uma notícia surpreendente: "Há um homem que já possui uma Bíblia, a somente 20 milhas daqui", disse alguém. Esta novidade levou o irmão Hine a dirigir-se à humilde casa dum homem chamado Dimitri. A saudação cristã do missionário causou grande surpresa e alegria ao hospedeiro, pois antes, apenas dois outros crentes o haviam visitado, tendo ousado atravessar aquelas montanhas!
E, como foi que Dimitri veio a conhecer a Cristo? É o que vamos ver em seguida:
Dezenove anos antes, os exércitos Czaristas invadiram os Cárpatos e a vila onde Dimitri morava ficava bem no limite. Na pressa em retirar-se, um soldado russo deixou a sua Bíblia para trás. Porém, ninguém, na pequena vila, sabia ler, e, assim, a Bíblia ficou guardada até o dia da visita do Sr. Hine!
A esposa do Sr. Dimitri foi a primeira a aprender a ler e, como uma criança que está aprendendo as primeiras sílabas, começou a soletrar em voz alta para todos os vizinhos admirados, as palavras de João 3.16: "Por- que Deus a- mou o mun - do de tal ma - nei - ra ...".Lentamente, mas com perseverança, ela soletrava em voz alta, a mais maravilhosa história já ouvida, até chegar ao relato da crucificação, Foi aí que as lágrimas começaram a rolar e, homens e mulheres, com os joelhos dobrados, invocaram a Deus em voz alta!
Cerca de 12 pessoas foram realmente convertidas e o irmão Hine chegou justamente naquele momento e pôde ouvir o clamor de todos juntos, cada um expressando (inconscientes da presença dos demais) a sua profunda admiração por verem, pela primeira vez, a revelação do amor de Deus manifestado no Calvário.
Eis o que diz a terceira estrofe (na versão em inglês):
"E quando penso que Deus não poupando a Seu Filho,
Enviou-O para morrer, - mal posso entender
Que sobre a cruz, suportando de bom grado o meu fardo,
Verteu Seu sangue e morreu a fim de tirar o meu pecado"
A quarta estrofe só apareceu após a segunda guerra mundial, durante a qual a casal Hine teve de transferir a sua residência para a Grã Bretanha. No ano de 1948 o país foi superlotado com a entrada de 100.000 refugiados de guerra, acrescidos aos 165.000 poloneses que lá já se encontravam. Quando um crente vindo de um país soviético foi visitá-los e deu-lhes oportunidade de fazer qualquer pergunta, um deles perguntou, expressando o desejo do coração de todos:
"Quando vamos para o lar?"
Que melhor mensagem poderia ser dada àquelas pessoas sem lar, do que a que anuncia Aquele que foi preparar um lugar para os "desabrigados". o lar celestial oferecido a quantos O receberam como Salvador e Senhor? Um russo foi convertido na Inglaterra e estava profundamente pesaroso por não poder dar a alegre notícia à sua esposa. Esta confessara o Senhor, a quem ele, naquela ocasião, não quis receber, e depois disso eles foram separados por causa da guerra, perdendo totalmente o contacto um com o outro. Agora ele anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me ao lar", onde ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo querido.
Esta confessara o Senhor, a Quem ele, naquela ocasião, não quis receber, e depois disso eles foram separados por causa da guerra, perdendo totalmente o contacto um com o outro. Agora ele anelava pelo dia "quando Cristo vier e levar-me ao lar", onde ela teria a grata surpresa de encontrar a esposo querido.
Inspirada por estes fatos, nasceu a quarta estrofe (na versão em inglês):
"Quando Cristo vier com brado de aclamação
E levar-me ao lar - que gozo encherá meu coração!
Então me prostrarei em humilde adoração
E proclamarei: Meu Deus, quão grande és Tu!"
Nosso irmão Stuart Hine, já idoso, em correspondência com o irmão Luiz Soares, forneceu os dados históricos deste hino tão belo, que se tornou tão popular através da sua excelente versão. O Irmão Hine examinou e aprovou a tradução de "Quão Grande és Tu", feito pelo irmão Luiz Soares para Hinos e Cânticos, onde devidamente autorizada, aparecerá com o número 467. A música trará o arranjo do próprio Hine.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
O BOM PASTOR
É muito bom estar ao lado de um Salvador para o qual não há problema ou circunstancia dificil. Com Ele podemos esperar tudo e a resolução de tudo se fará, não como um passe de mágica, mas com a certeza que só a fé produz.
As vezes somos tentados a apresenta um salvador que não o Cristo mas, um super herói que nos livra, como que por encanto, das mazelas de nossas vidas.
O Salvador Jesus, mais que nos livrar das dores e pesares do dia a dia, nos quer livrar destes conceitos toscos e insensatos que pregamos sem respaldo em suas palavras
Reflitamos pois nesta canção e na história de seu autor.
Fonte: www.portalevangelico.pt
Dado o interesse histórico tomamos a liberdade de reproduzir o texto publicado no periódico "Portugal Evangélico" de 1971 - Samuel R. Pinheiro (webmaster)
ESBOÇO BIOGRÁFICO DE UM PIONEIRO - Robert Hawkey Moreton
No ano de 1844 nasceram dois meninos: um em Janeiro, na cidade de Buenos Aires, e outro em Novembro, no Porto. Apesar da grande distância que os separava na altura do seu nascimento – um oceano -, as suas vidas estavam destinadas a confluir duma maneira extraordinária no estabelecimento e desenvolvimento do Obra Evangélica em Portugal. Ambos eram ingleses, mas ambos dedicaram as suas vidas e entregaram os seus corações a Portugal. O primeiro, Robert Hawkey Moreton, jaz em solo português no Cemitério Britânico de St. James, no Porto; o outro, James Cassels (já contei sua história em outro hino), mais tarde naturalizou-se português, tomando o nome de Diogo, nome pelo qual é mais conhecido e honrado. Faleceu em 1923, e jaz sepultado em Vila Nova de Gaia.
É sobre a vida do primeiro destes dois grandes vultos que agora escrevemos estas breves palavras.
Robert Hawkey Moreton, como dissemos, nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 10 de Janeiro de 1844; o seu pai, também Robert, tinha emigrado de casa paterna, outro Robert, da Cornualha, antes de 1830. A família regressou a Inglaterra em 1861, possivelmente para evitar que Robert Hawkey tivesse que prestar serviço militar no exército argentino, e fixaram residência em Helston, Cornualha.
O jovem Robert começou a estudar medicina no Hospital de S. Bartolomeu («Bart’s»), Londres, mas, ouvindo a chamada para o ministério da Igreja Metodista Wesleyana, entrou no Seminário de Richmond, Londres, em 1864, e após três anos lá, foi nomeado pastor à prova para o circuito de Helston , Cornualha, passando depois para St. Colomb, Ilhas Scilly (Sorlingas), onde se encontrou com a sua futura esposa, Agnes Banfield. Terminado o seu período de prova, foi ordenado ministro em plena conexão na Igreja Metodista Wesleyana, em 3 de Agosto de 1870, na Conferência Anual, na cidade de Burslem, Inglaterra. No mesmo ano ofereceu-se para o serviço missionário, mas a sua oferta em princípio não foi aceite. Mais tarde no mesmo ano, em Novembro, a Sociedade Missionária Metodista Wesleyana convidou-o a trabalhar em Portugal, onde ocasião de oportunidade se estava a abrir – em consequência dos seus conhecimentos de espanhol (!), língua que já tinha usado ao distribuir tratados entre os marinheiros espanhóis nas docas do Tamisa, em Londres.
Chegou ao Porto no dia 16 de Fevereiro de 1871 com a sua noiva, com quem casara três semanas antes. Exerceu o seu ministério aqui até à sua morte em 1917, quarenta e três anos no ministério activo e três em aposentação. Logo nos primeiros dias ele soube o que era sofrer perseguição popular, chegando muitas vezes a casa, depois de tentar pregar, coberto de lama; mas ele sobreviveu a esta fase, e tornou-se muito respeitado e estimado; através dos anos os seus dons como pregador, ensinador, administrador e organizador foram bem exercidos. O seu Metodismo foi do tipo clássico; ele edificou tudo na base da reunião de classe, e só admitia pessoas como membros depois do devido, e às vezes demorado, período de prova por parte de cada candidato. Cartões de membros meticulosamente escritos pela sua própria mão – e a sua letra continuou meticulosa até ao fim – datam do primeiro ano do seu ministério cá em Portugal; a sua pregação sobre a procura da perfeição cristã atraiu muitos, incluindo alguns piedosos católicos romanos que estavam a procurar o mesmo caminho. Traduziu uma quantidade de hinos para o português e colaborou na compilação de uma sucessão de hinários; introduziu o sistema de solfejo tónico em Portugal; traduziu algumas obras populares, algumas meio-polémicas, tais como «O Convento Desmascarado» da ex-freira Edith O’Gormon, e «O Padre, a Mulher e o Confessionário» do ex-padre Chiniquy; escreveu muitos artigos e tratados de controvérsia. Foi, também, durante quatro anos, director de «A Reforma». Sofreu progressivamente durante todos os longos anos que viveu em Portugal, de asma brônquica, que em certo sentido foi parte do sacrifício que ele fez ao dedicar-se à obra do Senhor no Norte de Portugal.
Seu filho, também Robert, foi durante alguns anos secretário da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, em Lisboa, e um seu neto, que também foi ministro metodista, foi morto na segunda guerra mundial.
Robert Hawkey Moreton jaz, com sua esposa e um dos seus filhos, no Cemitério Britânico do Porto. R. I. P.
ALBERT ASPEY
Texto extraído da revista “PORTUGAL Evangélico” – órgão oficial das Igrejas Metodistas e Presbiterianas de Portugal – 1º semestre de 1971
QUERO O SALVADOR
Quero o Salvador comigo;
Ao Seu lado sempre andar;
Quero tê-Lo perto,
No seu braço descançar.
Confiado no Senhor,
E fruindo seu amor,
Seguirei no meu caminho,
Sem tristeza e sem temor.
Quero o Salvador comigo,
Porque fraca é minha fé;
Sua voz me dá conforto,
Quando me vacila o pé.
Quero o Salvador comigo,
Dia a dia em meu viver,
Através de luz ou sombras,
No desgosto e no prazer.
Quero o Salvador comigo,
Sábio Guia e Bom Pastor,
Nesta vida e além da morte,
Longe do perigo e dor.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
ALMA CANSADA
Quem não ouviu falar de Jair Pires, basta somente olhar ao longo dos anos e buscar informações nas igrejas que sempre haverá entre um grupo alguém que cresceu ouvindo Jair Pires ou que seus pais sempre cantavam suas belas canções seja de "Jair e Hosana; Os Galileus (Jair e Homero) ou Jair Pires (solo)".
Podemos dizer que Jair Pires é um marco na história da música evangélica nacional. Formou dupla, durante anos, com a cantora Hosana e seu irmão Homero Silva com Os Galileus, deixando um vastíssimo repertório de obras musicais conhecidíssimas, tais como,Alma cansada, Canta meu povo, A vida do crente, Alguém me tocou, Cristo é meu amigo, Que coisa linda, Que bom seria, Estrada de espinhos, Que maravilha, O dever do Crente, Jesus é meu, To Contigo, O Pecado não doi. Todas foram muito executadas mas uma tornou-se um inesquecível, que foi a canção Alma cansada, desde seu lançamento nos anos 60, que rompeu nossas fronteiras alcançando notoriedade inclusive em outros países.
O sucesso de Alma cansada, não se credita a autoria de Alma cansada a Jair Pires, o que é lamentável, havendo esse reconhecimento somente nas cifras disponíveis na net das músicas da cantora gaúcha Mara Lima.
Depois de desfeita a dupla com Hosana – a cantora é domiciliada no Espírito Santo, em Vitória, onde continua em atividade – Jair Pires juntou-se a seu irmão Homero Silva, autor e compositor de algumas composições da dupla Os Galileus, gravando alguns LPs pela antiga gravadora Bandeira Branca, Doce Harmônia, Desperta Brasil, Celeste, Unisom, Som e Louvores. contendo as músicasVamos cultuar, O pecado não dói, O nosso Deus está aqui e Eu preciso de Ti.
Após a fase de Os Galileus, o incansável Jair Pires embrenhou-se na estrada como cantor solo, ainda pela Bandeira Branca, marcando época com Plantando amor (O chão só dá se a gente plantar, se a gente não planta o chão não dá...).
Na década de noventa alguns fatos (como se isto fosse novidade) marcaram ainda mais a vida musical do Jair Pires. Um deles foi o estrondoso sucesso alcançado por Shirley Carvalhaes, sua amiga pessoal, com a gravação de Bate coração, dele, pela multinacionalWarner Music, faixa inserida no disco Quero te adorar, de Shirley.
Quando as rádios evangélicas pouco executavam as canções de Jair & Hosana, d’Os Galileus e do cantor sozinho, Jair Pires surge como um furacão nas rádios com os trabalhos O homem rico e Folha seca. As músicas eram tão fortes que mesmo sem a tutela de uma gravadora na produção executiva o público cantou muito Eu comparo a vida de um homem sem Deus como a folha seca caída no chão... Jair Pires gravou (solo, dueto e grupo) 70 discos.
No último dia 12 de março por volta das 18:hs, o cantor Jair Pires da Silva, veio a falecer.
Jair Pires esteve vitimado por um AVC no início de 2007, e no mesmo ano ocorreu um acidente automobilístico em Parada Modelo - Guapi Mirim estado do Rio, vindo assim agravar sua saúde, transferiu-se do interior de São Paulo para Região Serrana do Rio de Janeiro a fim de realizar seu tratamento de recuperação onde atualmente residia, com o passar dos tempos Jair Pires vinha sentindo fortes dores na cabeça vindo assim a realizar uma cirurgia para retirada de um coagulo de sangue no cerebelo, tivera que ser submetido ao Coma Induzido por uns 15 dias para uma recuperação lenta e sempre acompanhada por familiares e pastores e admiradores e logo depois vindo falecer.
O sepultamento deu-se no Cemitério de Edson Passos (Jardim da Saudade), na manhã do dia 14, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, onde foi celebrado por seu irmão Homero Silva com a participação de vários pastores, cantores, irmãos evangélicos e amigos.
mais qlgumas músicas deste maravilho Autor:
Consertando o Altar
O Pescador de Almas
Solidão
Ungido de Deus
Endereço da Igreja
Cristo é meu Amigo
Falar de Jesus
Jesus é meu
Folha seca
Homem rico
Foi o seu amor
Voa passarinho
Que falem
Ai de Mim
Alma cansada
1. Alma cansada, não desespere, espera em Deus.
Que ele vem, que ele vem te socorrer.
Alma cansada, não desespere, espera em Deus.
Espera em Deus, espera em Deus e no seu poder.
Coro: Ó alma cansada,
espera em Deus e no seu poder.
Vem alma aflita, espera em Deus,
Confia somente no seu poder.
2. Alma cansada, os teus lamentos não resolverão.
A hora é triste com fé insiste Deus te ouvirá.
Se teus lamentos, trazem tormentos, te fazem chorar.
Deus te chama agora, oh! Vem sem demora a Jesus aceitar.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
PAZ NO VALE
Para muito os Clássicos da Musica Evangélica residem em Hinários e compilações sofisticadas mas, a música de hoje marcou, e de forma muito intensa, a vida de muitos de minha geração.
Não quero ser saudosista, mas lembrar este autor é uma forma de homenagear a todos os que hoje fazem música gospel para o louvor e a adoração ao Deus Eterno e Verdadeiro, sabendo que o verdadeiro louvor ultrapassa o tempo e o espaço.
Feliciano Amaral
Biografia
Feliciano Amaral nasceu na Cidade de Miradouro no estado de Minas Gerais.Filho de Júlio Augusto do Amaral e de Palmira Maria da Conceição, foi músico, sapateiro e cantor popular. Foi batizado em 7 de março de 1943, na Igreja Batista de Muriaé. Em 1947 casou-se com Elza Rocha do Amaral.
Já na cidade do Rio de Janeiro, estudou Teologia no Seminário Teológico Betel. Pastoreou várias igrejas inclusive a Primeira Igreja Batista da Pavuna, onde foi seminarista.
Começou as atividades como cantor evangélico em 1948.
Feliciano Amaral também está no Guiness Book como o cantor evangélico que está há mais tempo em atividade no mundo. No meio evangélico, depois de Feliciano Amaral atuando como cantores vieram Luiz de Carvalho (gravando o 1º LP evangélico em 1958, com a música “A graça de Jesus”), Edgar Martins (in memórian), Josué Barbosa Lira (in memórian), autor da canção “Só o Senhor é Deus”, dentre muitos outros pioneiros da música evangélica desta época.
Feliciano Amaral interpretou canções como: “Oração de Davi”, “Céu aberto”, “O mar”, “Ao meu Redor”, “Finda-se este Dia”,”O Rosto de Cristo”, “Rio Profundo”, “Sou Filho do Rei”, A Face Adorada”, “uma Flor Gloriosa”, “O Jardim de Oração” entre outras.
Em 2003 Feliciano Amaral recebeu um reconhecimento público, quando completou 83 anos, uma Moção de Aplausos e Congratulações da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi requisitada pelo deputado Aurélio Marques, como reconhecimento pela dedicação de Feliciano Amaral à obra de Deus e á música cristã.
Discografia
1948: sem título, sob número de série 35001 - LP em 78rpm, contendo 2 hinos do Cantor Cristão
A imagem de Deus
Céu Aberto
O Rouxinol do Sertão
Jesus Companheiro
O Amor de Deus
O Filho Pródigo
De valor em valor
Quisera sempre orar
À Sombra da Cruz
1961: Fica Conosco Senhor
O mar é criaçao do Senhor
1963: Rio Profundo
Saudade
À luz do seu amor
1967: Que Maravilha
20 anos de Bençãos á sombra da Cruz
Dá-me tua mão Pai
1973: O Eterno Fanal
1980: Deus Proverá
Oração De Davi
1982: Sou Feliz
Feliciano interpreta a Harpa Cristã
Ao Entardecer
Grande É O Senhor
1983: Desejo Ver Meu Rei
1985: Da Manjedoura ao Madeiro
1988: 40 anos de Bençãos á sombra da Cruz
PAZ NO VALE
Feliciano Amaral
Estou cansado e sem forças,
Porém tenho que avançar
Até que Deus me chame a seu lar
E ali tudo brilha e o cordeiro é a luz
Onde as noites são claras,
São claras sem par
Sei que algum dia no vale
Só haverá a paz
Só haverá paz no vale para mim eu sei
{Não haverá tristeza, nem perdas, nem lutas no vale}
Só haverá paz no vale para mim eu sei
Lá o urso é manso e o lobo também
O cordeiro e o leão se dão bem
Crianças conduzem as feras com amor
Onde a terra se encherá oh sim dessa paz
Sei que algum dia no vale
Só haverá a paz
Só haverá paz no vale para mim eu sei
{Não haverá tristeza, nem perdas, nem lutas no vale}
Só haverá paz no vale para mim eu sei
quarta-feira, 7 de julho de 2010
NÃO POSSO EXPLICAR
AUTOR
William Clark Martin (1864-1914)
Nasceu no dia 25 de Dezembro de 1864 em Hights¬town, New Jersey. Faleceu no dia 30 de Agosto de 1914 na cidade de Rialto na Florida onde se encontra enterrado no cemitério de Fort Myers.
Martin foi pastor da Igreja Batista da Graça (antiga Cramer´s Hill), em Camden, New Jersey, entre 1891 e 1894; Igreja Batista Noank, em Noank, Connecticut (1894-1900); Igreja Batista da Graça em Somerville, Massachusetts próximo a Boston (quando chegou ali ficou registrado que ele era de "Bluffton, Indiana"); e a Primeira Igreja Batista em Ft. Myers, Florida, desde 1912 até sua morte.
COMPOSITOR
Charles Austin Miles (1868-1946)
Pseudônimo: A. A. Payn.
O compositor Charles Austin Miles nasceu no dia 7 de Janeiro de 1868, em Lakehurst, Estado de Nova Jersey, EUA. Formou-se em Farmacologia na Faculdade de Farmacologia de Filadélfia (Pensilvânia) e na Universidade desse Estado e praticou esta profissão por alguns anos.
Entretanto depois de publicar o seu primeiro gospel hymn foi encorajado a escrever outros. Aceitou o convite da publicadora evangélica Hallmack para assumir a função de gerente, editor e hinista-compositor da firma. Continuou como editor por 37 anos, mesmo quando a companhia se uniu à Rodeheaver. Miles publicou antemas corais e cantatas. Contudo, é como escritor de gospel hymns que Miles desejava ser lembrado, como ficou registrado em suas próprias palavras:
"É como escritor de cânticos gospel que eu tenho orgulho de ser conhecido, pois dessa forma eu posso ser mais útil ao meu Mestre, a quem eu sirvo espontaneamente, muito embora, não tão eficientemente como é o meu desejo".
Faleceu no dia 10 de Março de 1946 na cidade de Filadélfia, Pensilvânia, EUA. Encontra-se enterrado no cemitério Hillcrest Memorial Park em Sewell, Nova Jersey.
TRADUTOR
Lars Erik Gustaf Samuel Nyström (????-1960)
Samuel Nyström
O autor do hino 13 da Harpa Cristã: "Jesus comprou-me", Erik Gustaf Samuel Nyströn, nasceu na cidade de Estocolmo, Suécia e partiu para a pátria celestial em 1960.
Foi o pioneiro do ensino teológico no Brasil e também um dos pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil.
Liderança
- Pastor missionário, um dos pioneiros da Assembléia de Deus.
- Em 1924, assumiu a liderança da AD em Belém.
- Em 1932, assume a direção da Igreja no Rio de Janeiro.
- Em 1938, reassume a AD em São Cristóvão (RJ).
- De 1948 a 1949, foi presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil.
- Segundo Pastor do Belém (SP).
- Presidente da Mesa diretora da Convenção da CGADB em 1933, 1934, 1936, 1938, 1939, 1941, 1943, 1946 e 1948.
- Líder das ADs no Brasil nas ausências do Missionário Gunnar Vingren no período de 1911 a 1930.
Ministério
- Missionário Sueco enviado ao Brasil pela Igreja Filadélfia em Estocolmo, Suécia.
- Chegou ao Brasil em 1916 (foi o quarto missionário sueco em terras brasileiras).
- Em 1924 assumiu a direção da igreja em Belém do Pará quando o missionário Gunnar Vingren foi para o Rio de Janeiro.
- Em Abril de 1925, visita o Rio de Janeiro para constatar o andamento da obra na capital e no interior do estado. Aconselhou Vingren a alugar um salão mais amplo.
- Em 1930 foi para o Rio de Janeiro, deixando em seu lugar o missionário Nels Nelson.
- Em 14 de Agosto de 1932, substitui Vingren na direção da Igreja no Rio de Janeiro. Adquiriu um salão três vezes maior na Rua Figueira de Melo, 232.
- Tornou a AD do Rio de Janeiro a igreja que mais crescia no país.
- Em 1933 presidiu a 2ª Convenção das ADs.
- Em 1934, precisou retornar à Suécia, deixando em seu lugar o pastor Nils Kastberg.
- Em 1938, retorna ao Brasil, reassume a AD em São Cristóvão (RJ).
- Em 1943, ficou marcado como o ano da evangelização e do ensino bíblico.
- Em 24 de Junho de 1944, quando a AD do Rio de Janeiro completava 20 anos, realizou grande campanha evangelística mobilizando todos os membros para a distribuição de 400 mil folhetos e evangelhos por toda a cidade.
- Em 18 de Setembro de 1945 passa a direção da AD carioca ao pastor Otto Nelson.
- Em 1946 viajou para os Estados Unidos, onde conseguiu contribuições para a instalação das oficinas da CPAD.
- Foi presidente da CGADB.
- Voltou para a Suécia.
- Faleceu em 1960.
Autoria
- Em 1930 foi lançada no Rio de Janeiro a revista Lições Bíblicas para as Escolas Dominicais. Seu primeiro comentador e editor foi o missionário Samuel Nyström.
- Autor do hino 13 da Harpa Cristã: "Jesus comprou-me".
- Autor dos Livros:
"Jesus Cristo Nossa Glória" - CPAD
"Esboços de Sermões de Samuel Nyström" - CPAD
Realização
- Em 30 de outubro de 1926, inaugurou o primeiro templo da AD em Belém com a presença de 1200 pessoas. - Dirigiu os estudos da primeira Escola Bíblica de Obreiros em Belém.
- Em 1927, deu início ao movimento beneficente em favor das viúvas de pastores.
- De 9 a 16 de Abril de 1933, realizou no Rio de Janeiro, em São Cristóvão a 2ª Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil sob a sua presidência.
- Em 24 de Junho de 1944, mobilizou todos os membros da Igreja para grande campanha evangelística.
NÃO POSSO EXPLICAR
Letra: William Clark Martin, cerca de 1899
Música: Charles Austin Miles
Tradução: Lars Erik Gustaf Samuel Nyström (Samuel Nyström)
1
Mais perto de Jesus, procuro sempre eu chegar,
Mais belo que o ouro do sol nado é a Ti mirar.
Em pensamento, sonhos, tanta glória nunca vi;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
Coro
Não posso explicar
Quão meigo é Jesus;
Mas, face a face, no Teu lar,
Eu Te verei, Jesus!
2
A estrela resplendente da manhã a minha luz;
O lírio dos vales é o bom Senhor Jesus;
Suave e doce é o cheiro que só vem de Ti;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
3
Se mágoas vêm me perturbar, o bálsamo Ele tem;
Me toma nos Seus braços e, assim, descanso bem;
Na cruz levou Jesus o meu pecado sobre Si;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
ALVO MAIS QUE A NEVE!
Comentário
"Quase 3.000 anos depois da queda de Davi [no pecado] não precisamos olhar longe para achar os seus sucessores!" Olhemos bem com Don Wyrtzen o Salmo em que este hino é baseado: Nesta petição muito pessoal ao Senhor, Davi reconhece que ele mesmo não pode, de maneira nenhuma, corrigir sua natureza pecadora. Somente o Deus que o criou pode purificá-lo, renová-lo e restaurá-lo. (...) Eu também preciso de uma obra profunda de Deus na minha vida. Como Davi, anseio por cirurgia radical espiritual-purificação, restauração, um coração lavado, o poder transformador do Espírito Santo e a (...) recuperação da alegria da minha salvação!
O Cordeiro de Deus pagou um preço muito alto para que nossos pecados pudessem ser perdoados e lavados. O preço foi o seu sangue, a sua morte, o tomar sobre si os nossos pecados. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus" (II Coríntios 5:21). Este mesmo sangue que nos lava e nos salva na hora em que aceitamos a Cristo como Salvador, nos perdoa e purifica dos nossos pecados confessados, dia após dia (I João 1:9). "Seja Bendito o Cordeiro" deve ser o nosso cântico todos os dias da nossa vida. Um dia, pelo sangue salvador de Jesus, também estaremos com as multidões que proclamam: "Ao que está sentado sobre o trono, e ao cordeiro, seja o louvor e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos"(Apocalipse 5:13).
O autor deste hino muito cantado pelos cristãos brasileiros foi Éden Reeder Latta. A única informação que temos sobre este autor é que nasceu em 1839. Provavelmente, o hino apareceu pela primeira vez na coletânea Sacred Songs and Solos (Cânticos e Solos Sacros) nº. 396, de Sankey em 1881. Seu título inicial foi The Blood of tue Lamb (O Sangue do Cordeiro). Esta coletânea indica que a melodia é um arranjo de H. S. Perkins. Assim, presumidos que seja da mesma data.
A excelente adaptação deste hino, feita em 1914, é uma das quase 200 produções do dinâmico evangelista e hinista Henry Maxwell Wright. Como muitas outras, foi incluída em quase todos os hinários evangélicos brasileiros.
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Bibliografia: Wyrtzen, Don - Fugue on Forgiveness: Musician Looks at the Psalms, Grand Rapids, MI, Zondervan Publishing House, 1988, p. 231.
AUTOR
Eden Reeder Latta (1839-1915)
Nasceu no dia 24 de Março de 1839 em Haw Patch, Indiana e faleceu nodia 21 de Dezembro de 1915 em Guttenberg, Iowa, onde se encontra enterrado no cemitério da cidade.
Amigo de infância de William A. Ogden, Latta foi professor, por algum tempo, nas escolas públicas de Colesburg, Iowa. Escreveu mais de 1600 hinos durante sua vida.
COMPOSITOR
Henry Southwick Perkins (1833-1914)
Nascido no dia 20 de Março de 1833 em Stockbridge, Vermont, Henry faleceu no dia 20 de Janeiro de 1914, na cidade de Chicago, Illinois.
Herdou seu talento musical dos seus pais. Seu pai foi um notável professor de canto e sua mãe uma excelente vocalista. Recebeu seus primeiros ensinos do seu pai e, quando jovem, frequentou uma das melhores escolas literárias. Sua educação musical formal começou em 1857, quando ingressou na Escola de Música de Boston, onde se formou em 1861.
Durante mais de 20 anos, dedicou um tempo considerável na organização de festivais e convenções por todo os Estados Unidos, desde o estado de Maine até a Califórnia e também atuou como professor de música da Universidade de Iowa (1867-1869). Foi titular da Academia de Música de Iowa por cinco anos e titular da Escola de Música Normal de Kansas por cinco períodos de verão. Ao mesmo tempo, compôs músicas para corais, Escolas Dominicais, Escolas Públicas, Associações de Corais, Convenções e Festivais. Auxiliou na organização da Associação Nacional de Professores de Música em 1886, tendo sido seu presidente por 10 anos. Estabeleceu-se em Chicago, Illinois, em 1972 e foi um importante crítico musical para os jornais da cidade. Em 1891, fundou o Colégio Nacional de Música de Chicago.
TRADUTOR
Henry Maxwell Wright
Nascido em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1849, optou pela cidadania britânica, pois era de descendência inglesa. Associou-se ao grupo chamado Baptistas Livres.
Filho de pais ingleses por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia.
Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914. Na primeira vez a convite de J. L. F. Braga, crente brasileiro que morava na cidade do Porto. Por mais mais de 5 anos H. M. Wright foi um dos mais operosos servos de Deus entre os povos que falam a língua portuguesa. Não lhe escapou a Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores. Wright achava que Deus o queria como missionário na China - exatamente como aconteceu a Gunnar Vingren - porém, iniciou o seu trabalho em Portugal ao verificar a falta de obreiros para pregar o Evangelho entre os que falam a Língua de Camões.
Esteve várias vezes nos Estados Unidos anunciando o Evangelho de Jesus entre as colônias portuguesas. No Brasil, experimentou a infelicidade de ser preso sob a acusação de inimigo da "religião oficial", pois era poderoso pregador e após as suas mensagens aconteciam muitas conversões.
Em 1905, Wright e sua esposa Ellen fixaram residência e sede de trabalho na cidade do Porto e construíram, na capital nortenha, o salão evangélico da A.C.M. - Associação Cristã da Mocidade.
H. M. Wright era possuidor de uma bela voz, pelo que não hesitava em cantar solo nas suas reuniões evangelísticas. Dizem até, que foi dele a iniciativa de cantar "corinhos" no Brasil, forma de música ainda entre nós no culto ao Senhor. Wright contribuiu grandemente para a hinologia nacional, pois foi o autor ou tradutor de cerca de 200 hinos entre os quais alguns "corinhos". O seu nome de autor aparece em livros de cânticos tais como "Salmos e Hinos", "In Memoriam", "Cantor Cristão", "Cânticos de Alegria", "Harpa Cristã" e diversos outros hinários.
Este pregador do Evangelho, cantor e hinólogo era uma figura respeitável, de estatura elevada, voz cheia e harmoniosa, maneiras afáveis, unção de Deus, pregador que lia os hinos antes de cantar de maneira muito expressiva, ressaltando o conteúdo do texto e tomando-o como tópico para o sermão. Distinguia-se no cântico dos hinos pela expressão que sabia dar à letra.
Wright está sepultado no Cemitério Britânico do Porto, em Portugal, pois faleceu nessa cidade, no dia 23 de Janeiro de 1931.
Letra: Eden R. Latta, 1881
Música: Henry S. Perkins
Tradução: Henry Maxwell Wright
ALVO MAIS QUE A NEVE
1
Bendito seja o Cordeiro,
Que na cruz por nós morreu!
Bendito seja o Seu sangue,
Que por nós, ali verteu!
Eis nesse sangue levados,
Tendo puro o coração,
Os pecadores remidos,
Que perante seu Deus estão!
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Coro
Alvo mais que a neve!
Alvo mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Ó meu Jesus, ficarei.
2
Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós levou!
Oh! Quão profundas as chagas,
Que nos provam quanto amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador!
A quem mais alvo que a neve,
O Teu sangue faz, Senhor!
3
Se nós a Ti confessarmos,
E seguirmos na Tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas, ó Jesus;
Lavas de todo o pecado!
Que maravilha de amor!
A nós mais alvo que a neve.
O Teu sangue faz, Senhor!