sábado, 13 de março de 2010

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança



O maior lema deste Blog é “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Lm 3:21” e de fato, aquilo que me puder dar esperança de ver nossa música, a melhor música, melhorar ainda mais de qualidade, inda que a quantidade deixe a desejar, eu tenho tentado fazer e prometo que não esmorecerei, o Senhor me ajudando.
Daí foi que me lembrei de alguns dos corinhos que embalavam os cultos na Igreja Metodista em Jardim Damasco, quando o Pastor Jorge Ferreira de Souza, também conhecido como Jorjão, era pastor de lá.
Volta e meia, em pleno culto, o abençoado pastor “puxava” um versinho de um corinho muito antigo, como este que é uma afirmação de fé pouco comum hoje em dia, de tão cantada que foi durante algum tempo, hoje faz parte da Harpa Cristã:

Vitória Deus dará a mim, eu sei,
Vitória Deus dará a mim, eu sei.
Se eu andar em plena luz,
Confiar só em Jesus,
Vitória Deus dará a mim, eu sei.


Este ele sempre cantava com a Igreja ao findar a Escola Dominical (que a beleza de Cristo)

Que a beleza de Cristo se veja em mim
Toda sua admirável pureza e amor
Ó Tu, Chama Divina
Todo meu ser refina
Té que a beleza de Cristo se veja em mim






Confesso que não conheço histórias de origem destes corinhos, mas conheço o “poder” que há neles.

Lembrei dos corinhos passando em uma loja que vendia espelhos e depois em casa ouvindo um “jingle” de propaganda do natal passado. (Minha pequena luz)

Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!
Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!
Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!
Brilhar, brilhar, brilhar, brilhar, brilhar!
Que tem outras versões.






Então o terceiro surgiu naturalmente quando comecei a juntar os demais. (A começar de mim)
A começar em mim
Quebra corações
Pra que sejamos todos um
Como tu és em nós
Onde há frieza
Que haja amor
Onde há ódio o perdão
Para que seu corpo
Cresça assim
Rumo a perfeição

quarta-feira, 3 de março de 2010

VENCENDO VEM JESUS

Foi no outono de 1861 que a escritora Julia Wad Howe e seu marido, médicos a serviço do governo dos Estados Unidos, mudaram-se para Washington D.C., capital. Julia, abolicionista, mas pacifista, angustiou-se ao ver a atmosfera de ódio e as preparações frenéticas para uma guerra entre os Estados. Dia após dia as tropas passaram por sua porta, cantando John Brown’s Body (O Corpo de John Brown), canção de melodia contagiante que contava a história da morte de John Brown, com alguns dos seus filhos, num violento esforço individual para acabar com a escravidão. Um dia, enquanto ouviam as tropas cantando, um visitante do casal, o pastor da sua igreja anterior, conhecendo a sua habilidade de poetisa, virou-se para Julia e a desafiou: "Porque a senhora não escreve palavras decentes para aquela melodia?" "Farei isto!" respondeu Julia. As palavras vieram a ela antes do novo amanhecer. A senhora Howe relata:
"Acordei na penumbra da madrugada, e enquanto esperava a aurora, as linhas do poema começaram a se entrelaçar na minha mente. Disse a mim mesma, 'Preciso me levantar e escrever estes versos, para não tornar a dormir e perde los! ' Então me levantei e no escuro achei uma pena desgastada, que me lembrei de ter usado o dia anterior. Rabisquei os versos quase sem olhar o papel."
Assim nasceram palavras "decentes" e empolgantes para aquela melodia muito conhecida, que surgira nos Camp Meetings do Sul anos antes da guerra civil. Em pouco tempo, todo o Norte estava cantando a letra de Julia Ward Howe. O hino foi publicado no periódico mensal Atlantic Monthly (Revista Mensal Atlântico) em Boston, Estado de Massachusetts, em fevereiro de 1862. Conta-se que a primeira vez que o presidente Lincoln ouviu o hino, chorou e pediu: "Cante-o mais uma vez."
Ao longo dos anos, o hino perdeu qualquer resquício de partidarismo e tornou-se um dos hinos mais amados dos Estados Unidos. Arranjos maravilhosos deste hino foram feitos por compositores de renome e cantados nos momentos mais solenes do país. Foi cantado na posse do Presidente Lyndon Johnson, e, tornando-se internacional, no culto funerário de Winston Churchill, como planejado por ele mesmo.
Julia Ward Howe, (1819-1910) nascida em Nova Iorque numa família de distinção, se uniu com seu marido, o Dr. Samuel Gridley Howe, em obras humanitárias. Foi pioneira no movimento para o voto feminino, abolicionista ardente, pacifista e muito ativa nas obras sociais. Tornou-se oradora destacada de muita influência. Em 1870, organizou uma cruzada com este alvo: que as mulheres do mundo se organizassem para acabar com a guerra de uma vez por todas. Pregava freqüentemente na sua denominação e em outras, Julia publicou, entre outros escritos, três volumes de poesia. Em 1910, doze dias antes da sua morte, foi lhe conferido um Doutorado em Direito (honoris causa) em homenagem às suas muitas realizações humanitárias.
Nas mãos do inesquecível Ricardo Pitrowsky este hino tornou-se um hino triunfante da volta de Jesus, assunto que empolgava este servo de Deus. Sua excelente adaptação da letra de Julia Wrd Howe fez o hino amado em toda a nação brasileira. Ao fazê-la Pitrowsky escreveu:
"Este hino é a expressão da gloriosa esperança da segunda vinda de Jesus a este mundo, para ser, no fim, vitorioso sobre todas as forças do maligno. Isto nos dá coragem para proceder na sua obra."
O nome desta melodia americana, BATTLE HYMN (Hino da Batalha), vem das primeiras palavras do título do hino no original
Bibliografia: Pitrwsky, Ricardo. In: Paula, Isidoro Lessa de, Early Hymnody in Brazilian Baptist Churchs, Fort Word, School of Church Music, Southwestern


uma coisa que gosto de observar nos hinos evangélicos é que, muitas vezes, seus tradutores e adaptadores, não sei ainda por que exatamente, nos proporcionam, para um só original, duas ou mais letras fantásticas.
E é por isso mesmo que, nesse caso apresento as letras do Hinário Evangélico e uma outra que julgo muito agradável.

H.A. 152
Já refulge a glória eterna
De Jesus o Rei dos Reis
Breve os reinos deste mundo
Ouvirão as Suas leis
Os sinais da Sua vinda
Mais se mostram cada vez
Vencendo vem Jesus

Coro.
Glória, glória, aleluia
Glória, glória, aleluia
Glória, glória, aleluia
Vencendo vem Jesus

O clarim que chama os crentes
À batalha já soou
Cristo à frente do Seu povo
Multidões já conquistou
O inimigo em retirada
Seu furor patenteou
Vencendo vem Jesus

E por fim entronizado
As nações há de julgar
Todos grandes e pequenos
O Juiz hão de encarar
E os remidos triunfantes
Em fulgor hão de cantar
Vencido tem Jesus



H.E.312
Quando à alma sequiosa
Chega a voz do Salvador
Eis que logo reconhece
Ser Jesus o seu Senhor;
Mas se o "eu" quer levantar se
E mostrar algum valor
Vencendo vem Jesus

Glória, glória, aleluia
Vencendo vem Jesus

Neste mundo havemos crente,
De ter sempre algum pesar,
Mesmo lutas, dissabores
Nossa paz vem perturbar,
Mas se o mal nos ameaça
De alegria nos roubar,
Vencendo vem Jesus

Da vaidade fiéis servos,
Lutam por fazer nos seus;
Muitas vezes nos assaltam
Os modernos farizeus.
Mas se alguém procura ver nos
Sem a graça do bom Deus,
Vencendo vem Jesus!



"E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos." Apocalipse 11:15