quarta-feira, 7 de abril de 2010

SENHOR EU PRECISO DE TI

Eu procurava a história deste hino há muito tempo, sem êxito.
Dia destes encontrei esta interpretação maravilhosa e resolvi compartilha la. Espero que gostem!
“Eu creio, Senhor, na divina promessa. Vitórias já tive nas lutas aqui. Contudo é muito certo que a gente tropeça: por isso, Senhor, eu preciso de Ti.” Assim começa o hino cuja poesia é do pastor metodista Rev. Antônio de Campos Gonçalves. Conforme as Notas Históricas do Hinário para o Culto Cristão, o autor escreveu: “este hino assinala a tremenda e insubstituível dependência de Deus; dependência mística, dependência física, dependência salvífica, dependência moral, dependência espiritual e dependência escatológica”. O poeta reconhece que o dependente não é um inútil, um incapaz, uma pessoa sem realizações. De fato, ele afirma “vitórias já tive nas lutas aqui”. Contudo ele contrapõe as suas realizações afirmando que “é mui certo que a gente tropeça”. De fato, dependemos de Deus não apenas para alcançar vitórias, mas também para superar os fracassos. Assim, o poeta fala de triunfos e derrotas eventuais e da necessidade constante da ajuda de Deus.
O dependente é a pessoa que não dispõe de recursos para promover a sua subsistência, é aquele que vive à custa de outra. É o que reconhece o autor na segunda estrofe: “A luz que me guia no escuro caminho, fulgura de cima, do Sol criador. Contudo, não posso segui-lo sozinho: Por isso eu preciso de ti, meu Senhor”. Aqui ele se reconhece como subordinado. Ele conhece o caminho e vê que é tenebroso, sombrio, algo misterioso, nada fácil. No entanto, a luz vai ocupando o lugar do escuro, dando cores ao cinzento, tornando tudo mais claro e compreensível. Porém, mesmo com toda esta iluminação, ele sente que não pode seguir o caminho sem a ajuda de Deus. Realmente, o caminho de Jesus é para ser caminhado com Jesus. Ele é a luz e o caminho.
Corajosamente, na terceira estrofe, o poeta confessa que “Bem sei que nas preces eu posso buscar-Te” e abre um parêntesis para declarar que“Jamais dessa bênção na vida eu descri”. Em todas as estrofes há uma expressão (contudo) que coloca lado a lado pensamentos contrários. Ou seja, ele reconhece o valor da oração, porém confessa antecipadamente que “contudo, é possível que dela me aparte: Por isso, Senhor, eu preciso de Ti. A vida do cristão é assim mesmo. Oscilamos entre a dependência extrema e a arrogância de quem se sente apartado de Deus, livre para tomar conta de sua própria vida. Movemo-nos entre o estado de necessidade, que se sublima nas orações fervorosas e confiantes, e a disposição para tudo fazer sem a ajuda de ninguém, nem sequer de Deus.
Finalmente, a música composta pela profa. Henriqueta Rosa Fernandes Braga assume o seu papel de nos contristar e nos levar a tomar uma decisão. Esta melodia singela e triste foi composta pela regente e organista do coral da Igreja Evangélica Fluminense (tive o privilégio de ser apresentado à irmã Rosinha, primeira mulher a receber diploma universitário em Música no Brasil, como professora de Piano e Regência). Ela era descendente dos pioneiros do trabalho presbiterianoem São Paulo e da missão do Rev. Kalley no Rio de Janeiro e deles recebeu o conhecimento das dificuldades do caminho cristão. Deste modo, imagino que os sentimentos expressos na quarta estrofe foram decisivos para a composição musical. “Esforços da terra, precário destino, empenho dos homens, riqueza, o que for, não valem a bênção do reino divino: Por isso eu preciso de Ti, meu Senhor.”. Assim, a precariedade dos esforços e recursos é sobrepujada pela bênção do Reino de Deus do qual somos súditos e herdeiros.
pr. Salvador
EU PRECISO DE TI, MEU SENHOR
Eu creio, Senhor, na divina promessa.
Vitórias já tive nas lutas aqui.
Contudo é muito certo que a gente tropeça:
por isso, Senhor, eu preciso de Ti.

A luz que me guia no escuro caminho,
fulgura de cima, do Sol criador.
Contudo, não posso segui-lo sozinho:
Por isso eu preciso de ti, meu Senhor.

Bem sei que nas preces eu posso buscar-Te.
Jamais dessa bênção na vida eu descri.
Contudo, é possível que dela me aparte:
Por isso, Senhor, eu preciso de Ti.

Esforços da terra, precário destino,
empenho dos homens, riqueza, o que for,
não valem a bênção do reino divino:
Por isso eu preciso de Ti, meu Senhor


domingo, 4 de abril de 2010

CRISTO JÁ RESSUSCITOU! ! ! ! ! ! ! !



Este hino glorioso da vitória da ressurreição é cantado por todo o Brasil evangélico na Páscoa. Na primeira estofe , vemos que Cristo ressurgiu, a redenção já consumada. Na segunda estrofe enfatiza: "uma vez na Cruz sofreu; uma vez por nós morreu". Este sacrifício não pode ser repetido. Cristo, que se ofereceu "uma só vez para levar os pecados de muitos" (Hebreus 9:28), completou a obra. "Agora vivo está e para sempre reinara! Aleluia"! Na terceira estrofe somos exortados a entoar gratos hinos a ele, que venceu a morte e reina eternamente. As aleluias repetidas neste exultante hino vêm desde os primórdios da fé cristã quando, no dia da Ressurreição, os crentes saudavam uns aos outros com : "Cristo está ressurreto, Aleluia! "
A melodia EASTER HYMN (Hino da Páscoa) apareceu anonimamente na coletânea Lyra Dadivica em Londres em 1708, com o texto Surrexit Christus Hodie (Hoje Cristo Ressuscitou). Seu texto latino é um cântico do dia da Ressurreição, de um manuscrito da cidade de Munique, na Alemanha, do século XIV. Variações deste hino em inglês apareceram em várias coletâneas na Inglaterra. Julian, no seu Dicionário de Hinologia, apresenta o hino original e na forma como foi impressa na segunda edição de Complete Psalmist (Salmista Completo), de John Arnold, de 1749, onde a segunda e terceira versão modificada de 1749 foi traduzida por Henry Maxwell Wrigth.
É interessante notar que Cahrles Wesley, notável hinista do Movimento Metodista,escreveu um hino muito semelhante, Christ the Lord is Risen Today (Cristo, o Senhor, Está Ressurreto Hoje), com onze estrofes de quatro linhas , e o publicou em Hymns and Sacred Poems (Hinos e Poemas Sacros) em 1739. Seria muito fácil confundir os dois hinos, Wesley, dando a mesma mensagem, usou a mesma métrica e as aleluias no fim de cada frase. Seu hino é comumente cantado com a melodia da LYRA DADIVICA.
Henry Maxwell Wright, o ilustre evangelista e hinista que deu quase duzentas letras e traduções ao povo da fala portuguesa, publicando-as em várias coletâneas, traduziu este hino em 1887.
Bibliografia: Julin, John, A Dictionary of Hymnology, Vol. I, Second Revised Edition with new Supplement, New York, Dover Publications, Inc. 1957, p. 597.
1. Cristo já ressuscitou! Aleluia!
Sobre a morte triunfou! Aleluia!
Tudo consumado está! Aleluia!
Salvação de graça dá! Aleluia!

2. Sobre a cruzJesus sofreu! Aleluia!
E por nós morreu! Aleluia!
Mas agora vivo está! Aleluia!
Para sempre reinará! Aleluia!

3. Gratos hinos hoje erguei! Aleluia!
A Jesus, o grande Rei! Aleluia!
Ele à morte quis baixar! Aleluia!
Pecadores Resgatar; Aleluia!