sábado, 12 de junho de 2010

DIA DOS NAMORADOS


“Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR. O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.” Sl 128


O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo é comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de fevereiro.
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O Bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Claudio II que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma Antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta da amada.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no Século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.
O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antonio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo. O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita catara condenava pois para esta o mundo era intrinsecamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mau.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes e depois foi assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentin, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.
SEGUNDA VERSÃO
O dia dos namorados é conhecido na maior parte do mundo como Dia de São Valentim. Sua origem ocorreu no século III em Roma estando baseada na fé cristã e na Igreja Católica. São Valentim era um bispo cristão. Na Roma antiga estava cada vez mais difícil conseguir homens dispostos a servir o exercito romano. Muitos homens jovens relutavam em abandonar suas mulheres e filhos para lutar em guerras romanas.
Com isso o imperador da época chamado Cláudio II determinou a proibição do casamento de jovens. São Valentim não gostou da ideia e começou a realizar casamentos escondidos indo contra as determinações do imperador. Quando foi descoberto Valentim acabou preso. Muitos jovens ficaram revoltados e começaram a fazer manifestações em nome do amor e da união. A história diz que a filha cega do carcereiro que cuidava de Valentim teve a permissão do pai para visitar o santo. Os dois acabaram se apaixonando e a filha do carcereiro milagrosamente começou a recuperar a visão. No dia 14 de fevereiro do ano de 270 Valentim foi decapitado. Posteriormente acabou se tornando um santo da igreja católica.
Ele foi enterrado na Via Flaminiana, no lugar onde foi martirizado e neste local o Papa Júlio I mandou levantar uma basílica.
No Brasil o dia dos namorados não está diretamente relacionado com o dia 14 de fevereiro que é a data usada na maioria dos países. No Brasil a data usada é o dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio considerado um santo casamenteiro.


Depois desta história eu me recordo de um Hino do Hinário Evangélico que me lembra o Dia dos Namorados, mas também o Dia do Amigo, o Dia do Vizinho, o Dia da Convivência Pacifica entre os Povos etc.


A EXCELÊNCIA DO AMOR
Qual o adorno dessa vida?

É o amor.
Alegria é concedida
Pelo amor.
É benigno, é paciente,
Não se torna maldizente,
Este meigo amor.

Com suspeitas não se alcança
Vero amor.
Onde houver desconfiança
Ai do amor!
Pois amemos a verdade:
Onde reina a falsidade
Não perdura o amor.

Não te irriteis, mas tolera
Com amor;
Tudo sofre, tudo espera
Pelo amor.
Pois mostremos a tolerância,
Muitas vezes a arrogância
Murcha e mata o amor.

Ó cristão ao teu vizinho
mostra o amor;
O valor não é mesquinho
Deste amor.
O supremo Deus nos ama
Cristo para o céu nos chama,
Onde reina o amor! - SPK










quarta-feira, 9 de junho de 2010

A CONVERSÃO





"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos." I Tm 2:5-6



Em inglês, a versão original surgiu nos tradicionais "camp meetings[1]". Aliás, como descreve Edith Brock Mulholland na compilação de "HCC-Notas Históricas":

"O ilustre hinólogo W. J. Reynolds, depois de apresentar muitos fatos cuidadosamente pesquisados, concluiu que este estribilho é desta fonte. Hudson caracteristicamente compôs uma nova melodia para o hino "Alas and did my Savior bleed", amado hino de Isaac Watts e adicionou um estribilho recolhido dos camp meetings."

A versão de Ralph Erskine Hudson para "At the cross" apareceu pela primeira vez em "Songs of peace, love and Joy" (Cânticos de paz, amor e alegria), compilado e publicado por Hudson em 1885.

Em 1883, Herbert Howard Booth, escreveu um texto que foi publicado no hinário do Exército da Salvação.

Henry Maxwell Wright em suas viajens que fez não só ao Brasil, mas também para Portugal, ilhas Madeira e Estados Unidos, sempre aproveitava para divulgar novos hinos.

Como costumava cantar corinhos que fossem facilmente assimilados e decorados, muitas vezes produzia a letra e as adaptava à música, não apenas do refrão, mas também dos estribilhos. Sabe-se que o hino "Foi na cruz" foi publicado em 1890. Possivelmente adaptando o texto a partir da versão que era conhecida no hinário do Exército da Salvação.

Quanto ao texto mais antigo, de Isaac Watts, publicado no "Hymns and Spiritual Songs", em 1707, encontramos várias melodias que foram empregadas para o canto. Tanto antes de 1855 (ano em que Hudson acrescentou o coro e fez o arranjo) como também depois.

Fanny Jane Crosby comentou que o ano de 1850 foi marcante na sua vida, pois foi o ano em que se converteu e se consagrou ao serviço do Senhor. Acontecia naquela época, cultos de reavivamento na igreja metodista local. Ela descreveu que: “Alguns, compareciam todas as noites. Entretanto, mesmo buscando a paz, eu não podia encontrá-la”. Até que "numa determinada noite, no dia 20 de Novembro de 1850, eu me levantei e fui sozinha. Depois da oração, a igreja começou a cantar o consagrado hino do Dr. Isaac Watts:

Oh! Quão cego andei

e perdido vaguei,

Longe, longe do meu Salvador!

Mas do céu eis desceu,

O Seu sangue verteu,

E salvou este pobre pecador.

E quando chegaram à quarta estrofe, no verso que diz:

Que feliz foi então,

este meu coração,

Conhecendo a grandeza amor;

Eu me entreguei ao Salvador e senti minha alma inundada pela luz celestial. Saltei nos meus pés clamando: "Aleluia"."



AUTOR

Isaac Watts (1674-1748)

Nasceu no dia 17 de Julho de 1674 em Southampton, Inglaterra e morreu no dia 25 de Novembro de 1748 em Stoke Newington, Inglaterra. Está enterrado no cemitério Bunhill Fields em Londres, Inglaterra. Próximo do seu túmulo também se encontram os restos mortais de John Bunyan, Joseph Hart, John Rippon e William Shrubsole.

O pai de Watts era um Não-Conformista e que foi preso duas vezes em razão dos seus pontos de vista em relação à religião. Isaac aprendeu Greco, Latin e Hebráico com Mr. Pinhorn, reitor de All Saints e mestre da Escola Gramatical em Southampton. O dom para a composição de versos já se mostrou muito cedo na vida de Isaac, tanto que seu talento fez com que um doutor local e alguns amigos oferecessem uma oportunidade para ele na Universidade achando que possivelmente ocuparia um cargo na Igreja da Inglaterra. Entretanto, Isaac não aceitou a proposta e ingressou na Academia Não-Conformista de Stoke Newington em 1690, sob os cuidados de Thomas Rowe, pastor da Congregação Independente em Girdlers’ Hall. Em 1693 ele se filiou a esta Congregação.

Com 20 anos de idade concluiu o curso na Academia e ficou em casa por dois anos. Foi durante este período de tempo que escreveu o conteúdo do "Hymns and Spiritual Songs" (Hinos e Cânticos Espirituais). Esses cantos foram entoados a partir dos seus manuscritos na capela de Southampton publicados entre 1707 e 1709.

Os seis anos que se seguiram, Isaac esteve novamente em Stoke Newington onde atuou como tutor do filho de um eminente puritano chamado John Hartopp. Os intensos estudos deste período estão refletidos no material teológico e filosófico que foi publicado em seguida.

Watts pregou seu primeiro sermão aos 14 anos de idade. Nos três anos seguintes continuou pregando com frequência. Em 1702 foi consagrado pastor da Congregação Independente de Mark Lane. Foi nesse tempo que mudou-se para a casa de Mr. Hollis. Sua saúde começou a apresentar problemas logo no ano seguinte, por isso, Samuel Price foi indicado para ser seu assistente no ministério. Em 1712 uma forte febre abalou profundamente seu organismo, exigindo que Price assumisse a função de co-pastor da congregação, que já tinha se mudado para um novo templo na Rua Bury. Foi nessa época que Sir Thomas Abney o convidou para que morasse com ele. Passou a morar com o Sr. Abney (e posteriormente com a viúva Abney) o resto da sua vida, principalmente em Theobalds, Hertfordshire e posteriormente, por um período de 13 anos, em Stoke Newington.

Em 1728 a the University of Edinburgh concedeu a Isaac Watts o título de Doutor em Divindade.

COMPOSITOR

Ralph Erskine Hudson (1843-1901)

Nasceu no dia 12 de Julho de 1843 em Napoleon, Ohio e faleceu no dia 14 de Junho de 1901 em Cleveland, Ohio. Está enterrado em Alliance, Ohio.

Quando Ralph ainda era garoto, seus pais Henry e Sarah Hudson mudaram-se para o estado da Pennsylvania. Assim que começou a Guerra Civil Americana, Ralph se alistou no décimo Regimento de Voluntários e serviu por três anos. Depois do serviço militar, tornou-se um professor de música bem sucedido. Entre 1872 e 1874 foi Professor de Canto em Mount Union College, e passou os próximos 25 anos na área de Mount Union-Alliance, Ohio.

Por um período de tempo atuou no ramo imobiliário, em parceria com o Rev. D. D. Waugh. Entretanto, foi como escritor de hinos e editor musical que se tornou muito conhecido, da mesma forma como evangelista e pelo seu temperamento. Foi pregador, membro da Igreja Metodista Episcopal de Mt. Union e um dos poucos que apoiou o Exército da Salvação ainda quando estava lutando para se estabelecer em Alliance, em meados de 1880.

Em 1897 Hudson mudou-se para Cleveland, Ohio, onde continuou a publicar músicas e viajar como evangelista. Em Maio de 1901 saiu de Cleveland e partiu para uma longa jornada a fim de promover seu último hinário. Parou em Upland, Indiana, para assistir às aulas inaugurais na Universidade Taylor, onde era convidado. Ficou alí vários dias e fez algumas palestras. Logo em seguida, ficou muito doente e veio a falecer. Quando faleceu era membro da Associação dos Pregadores Locais, do Epworth Memorial Church in Cleveland e do Protected Home Circle.

TRADUTOR

Henry Maxwell Wright - H.M.W.(1849-1931)

Nascido em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1849, optou pela cidadania britânica, pois era de descendência inglesa. Associou-se ao grupo chamado Baptistas Livres.

Filho de pais ingleses por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia.

Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914. Na primeira vez a convite de J. L. F. Braga, crente brasileiro que morava na cidade do Porto. Por mais mais de 5 anos H. M. Wright foi um dos mais operosos servos de Deus entre os povos que falam a língua portuguesa. Não lhe escapou a Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores. Wright achava que Deus o queria como missionário na China - exatamente como aconteceu a Gunnar Vingren - porém, iniciou o seu trabalho em Portugal ao verificar a falta de obreiros para pregar o Evangelho entre os que falam a Língua de Camões.

Esteve várias vezes nos Estados Unidos anunciando o Evangelho de Jesus entre as colônias portuguesas. No Brasil, experimentou a infelicidade de ser preso sob a acusação de inimigo da "religião oficial", pois era poderoso pregador e após as suas mensagens aconteciam muitas conversões.

Em 1905, Wright e sua esposa Ellen fixaram residência e sede de trabalho na cidade do Porto e construíram, na capital nortenha, o salão evangélico da A.C.M. - Associação Cristã da Mocidade.

H. M. Wright era possuidor de uma bela voz, pelo que não hesitava em cantar solo nas suas reuniões evangelísticas. Dizem até, que foi dele a iniciativa de cantar "corinhos" no Brasil, forma de música ainda entre nós no culto ao Senhor. Wright contribuiu grandemente para a hinologia nacional, pois foi o autor ou tradutor de cerca de 200 hinos entre os quais alguns "corinhos". O seu nome de autor aparece em livros de cânticos tais como "Salmos e Hinos", "In Memoriam", "Cantor Cristão", "Cânticos de Alegria", "Harpa Cristã" e diversos outros hinários.

Este pregador do Evangelho, cantor e hinólogo era uma figura respeitável, de estatura elevada, voz cheia e harmoniosa, maneiras afáveis, unção de Deus, pregador que lia os hinos antes de cantar de maneira muito expressiva, ressaltando o conteúdo do texto e tomando-o como tópico para o sermão. Distinguia-se no cântico dos hinos pela expressão que sabia dar à letra.

Wright está sepultado no Cemitério Britânico do Porto, em Portugal, pois faleceu nessa cidade, no dia 23 de Janeiro de 1931.

FONTE:

1) The Cyberhymnal

2) HCC-Notas históricas - Edith Brock Mulholland

A CONVERSÃO

Oh, quão cego andei,

E perdido vaguei,
Longe, longe do meu Salvador!
Mas do céu eis desceu,

O Seu sangue verteu,
E salvou este pobre pecador


Foi na cruz, foi na cruz,
Onde eu vi meu Jesus,

O castigo por mim suportar;
Pela fé, logo ali,

Os meus olhos abri,
Desde agora na Luz desejo andar


Eu ouvia falar

Desse amor singular,
Que do céu trouxe o Verbo Jesus
Mas, eu surdo me fiz,

Converter-me não quis,
Ao Senhor que por mim morreu na cruz.


Houve um dia em que vi,

Meu pecado e senti,
Sobre mim duro gládio da lei
Eu então pude crer,

Em Jesus me esconder,
E refugio seguro n'Ele achei.


Que feliz foi então

Este meu coração,
Conhecendo a grandeza do amor
Que levou meu Jesus

A sofrer lá na cruz,
E salvar este pobre pecador!

Foi na cruz, foi na cruz,
Onde um dia eu vi, meu pecado castigado em Jesus;
Foi ali, pela fé, que os olhos abri,
E agora me alegro em sua Luz




1 A reunião do acampamento era uma reunião cristã originada nos Estados Unidos pelos primeiros Metodistas inspirados em uma reunião de oração prolongada e ao ar livre.

Assemelhava se muito aos cultos de oração nos montes que se propõem alguns cristãos hoje em áreas urbanas.