quarta-feira, 30 de junho de 2010

SEU MARAVILHOSO OLHAR

E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Mt 19:26


John Willard Peterson (ver nr. 142) proporcionou centenas de hinos e dezenas de cantatas para as igrejas evangélicas ao redor do mundo por mais de três décadas. No Brasil, de Norte a Sul, ouve-se á sua música. De todas as cantatas de Peterson, Maior Amor, escrita em 1958, talvez seja a mais cantada no Brasil, deste gênio da música sacra que compôs sua música sempre lembrando as possibilidades e limitações dos musicistas das igrejas locais. A eternidade revelará o quanto sua vida tem tocado as vidas de pessoas no mundo inteiro.

No prefácio desta cantata, John Peterson escreveu o seguinte:

O maior e mais sublime elemento do universo é o amor. O acontecimento principal da história humana é o Calvário, onde o Maior Amor de Deus pela humanidade foi profundamente expresso na morte vicária do Seu Filho Unigênito, (...). Lançamos esta obra pedindo a Deus que ela seja instrumento de luz e vida para corações endurecidos pelo pecado. Para que cristãos que a cantem ou a ouçam sejam, novamente, cheios de gratidão a Deus pelo Calvário, levados a oferecer suas ofertas de gratidão e louvor a ele que “nos amou e se deu a si mesmo por nós”.

Na cantata, logo depois da cena da morte de Cristo na Cruz, e o canto do coro “Não há maior amor que o Salvador na cruz”, um contralto ou coro feminino e coro misto cantam este hino comovente e muito cantável.

A tradução desta cantata foi feita no ano de 1968 por Joan Larie Sutton, Irmagard Rehn e Helena de Morais Teixeira, como parte da disciplina Arranjos e Composição ensinada por Joan no seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Este hino faz parte desta cantata “Maior Amor”.

Nascimento: 01 de novembro de 1921, Lindsborg, Kansas.

Falecimento: 20 de setembro, 2006.

Sueco, Peterson perdeu o pai aos quatro anos, e veio a Cristo aos 12 anos. Ele mostrou um dom musical muito cedo, escrevendo sua primeira canção, ainda no último ano do ensino médio. Na Segunda Guerra Mundial, ele serviu no Army Air Corps, voando a rota de abastecimento do Himalaia na China. Após a guerra, ele participou Moody Bible Institute e da American Conservatory of Music, em Chicago, Illinois (graduado em 1953). Em 1954, ele foi trabalhar para a música Singspiration Companhia em Montrose, Pennsylvania. Quando Zondervan Publishing House Singspiration a comprou em 1963, Peterson se mudou para Grand Rapids, Michigan, onde atuou como presidente e editor-chefe por mais de uma década. Mais tarde, atuou no conselho de Vida Familiar Radio Network, em Tucson, Arizona. Ele foi internado no Gospel Music Hall of Fame em 1986.

http://www.cyberhymnal.org/bio/p/e/t/peterson_jw.htm

Bibliografia: Peterson, John Willard, Maior Amor, Rio de janeiro, JUERP, 1958, Prefácio.


1. Vivi tão longe do Senhor,
Assim eu quis andar,
Até que eu encontrei o amor
Em Seu bondoso olhar.

CORO: Seu maravilhoso olhar!
Seu maravilhoso olhar!
Transformou meu ser todo o meu viver
Seu maravilhoso olhar!

2. Seu corpo vi na rude cruz,
Sofrendo ali por mim,
E ouvi a voz do meu Jesus:
"Por ti morri assim."

3. Em contrição então voltei
À fonte deste amor.
Perdão e paz em Cristo achei;
Pertenço ao Salvador!



quarta-feira, 23 de junho de 2010

ALVO MAIS QUE A NEVE!

Diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve. Is 1:18b


Comentário

"Quase 3.000 anos depois da queda de Davi [no pecado] não precisamos olhar longe para achar os seus sucessores!" Olhemos bem com Don Wyrtzen o Salmo em que este hino é baseado: Nesta petição muito pessoal ao Senhor, Davi reconhece que ele mesmo não pode, de maneira nenhuma, corrigir sua natureza pecadora. Somente o Deus que o criou pode purificá-lo, renová-lo e restaurá-lo. (...) Eu também preciso de uma obra profunda de Deus na minha vida. Como Davi, anseio por cirurgia radical espiritual-purificação, restauração, um coração lavado, o poder transformador do Espírito Santo e a (...) recuperação da alegria da minha salvação!

O Cordeiro de Deus pagou um preço muito alto para que nossos pecados pudessem ser perdoados e lavados. O preço foi o seu sangue, a sua morte, o tomar sobre si os nossos pecados. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus" (II Coríntios 5:21). Este mesmo sangue que nos lava e nos salva na hora em que aceitamos a Cristo como Salvador, nos perdoa e purifica dos nossos pecados confessados, dia após dia (I João 1:9). "Seja Bendito o Cordeiro" deve ser o nosso cântico todos os dias da nossa vida. Um dia, pelo sangue salvador de Jesus, também estaremos com as multidões que proclamam: "Ao que está sentado sobre o trono, e ao cordeiro, seja o louvor e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos"(Apocalipse 5:13).

O autor deste hino muito cantado pelos cristãos brasileiros foi Éden Reeder Latta. A única informação que temos sobre este autor é que nasceu em 1839. Provavelmente, o hino apareceu pela primeira vez na coletânea Sacred Songs and Solos (Cânticos e Solos Sacros) nº. 396, de Sankey em 1881. Seu título inicial foi The Blood of tue Lamb (O Sangue do Cordeiro). Esta coletânea indica que a melodia é um arranjo de H. S. Perkins. Assim, presumidos que seja da mesma data.

A excelente adaptação deste hino, feita em 1914, é uma das quase 200 produções do dinâmico evangelista e hinista Henry Maxwell Wright. Como muitas outras, foi incluída em quase todos os hinários evangélicos brasileiros.

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Bibliografia: Wyrtzen, Don - Fugue on Forgiveness: Musician Looks at the Psalms, Grand Rapids, MI, Zondervan Publishing House, 1988, p. 231.

AUTOR

Eden Reeder Latta (1839-1915)

Nasceu no dia 24 de Março de 1839 em Haw Patch, Indiana e faleceu nodia 21 de Dezembro de 1915 em Guttenberg, Iowa, onde se encontra enterrado no cemitério da cidade.

Amigo de infância de William A. Ogden, Latta foi professor, por algum tempo, nas escolas públicas de Colesburg, Iowa. Escreveu mais de 1600 hinos durante sua vida.

COMPOSITOR

Henry Southwick Perkins (1833-1914)

Nascido no dia 20 de Março de 1833 em Stockbridge, Vermont, Henry faleceu no dia 20 de Janeiro de 1914, na cidade de Chicago, Illinois.

Herdou seu talento musical dos seus pais. Seu pai foi um notável professor de canto e sua mãe uma excelente vocalista. Recebeu seus primeiros ensinos do seu pai e, quando jovem, frequentou uma das melhores escolas literárias. Sua educação musical formal começou em 1857, quando ingressou na Escola de Música de Boston, onde se formou em 1861.

Durante mais de 20 anos, dedicou um tempo considerável na organização de festivais e convenções por todo os Estados Unidos, desde o estado de Maine até a Califórnia e também atuou como professor de música da Universidade de Iowa (1867-1869). Foi titular da Academia de Música de Iowa por cinco anos e titular da Escola de Música Normal de Kansas por cinco períodos de verão. Ao mesmo tempo, compôs músicas para corais, Escolas Dominicais, Escolas Públicas, Associações de Corais, Convenções e Festivais. Auxiliou na organização da Associação Nacional de Professores de Música em 1886, tendo sido seu presidente por 10 anos. Estabeleceu-se em Chicago, Illinois, em 1972 e foi um importante crítico musical para os jornais da cidade. Em 1891, fundou o Colégio Nacional de Música de Chicago.

TRADUTOR

Henry Maxwell Wright

Nascido em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1849, optou pela cidadania britânica, pois era de descendência inglesa. Associou-se ao grupo chamado Baptistas Livres.

Filho de pais ingleses por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia.

Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914. Na primeira vez a convite de J. L. F. Braga, crente brasileiro que morava na cidade do Porto. Por mais mais de 5 anos H. M. Wright foi um dos mais operosos servos de Deus entre os povos que falam a língua portuguesa. Não lhe escapou a Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores. Wright achava que Deus o queria como missionário na China - exatamente como aconteceu a Gunnar Vingren - porém, iniciou o seu trabalho em Portugal ao verificar a falta de obreiros para pregar o Evangelho entre os que falam a Língua de Camões.

Esteve várias vezes nos Estados Unidos anunciando o Evangelho de Jesus entre as colônias portuguesas. No Brasil, experimentou a infelicidade de ser preso sob a acusação de inimigo da "religião oficial", pois era poderoso pregador e após as suas mensagens aconteciam muitas conversões.

Em 1905, Wright e sua esposa Ellen fixaram residência e sede de trabalho na cidade do Porto e construíram, na capital nortenha, o salão evangélico da A.C.M. - Associação Cristã da Mocidade.

H. M. Wright era possuidor de uma bela voz, pelo que não hesitava em cantar solo nas suas reuniões evangelísticas. Dizem até, que foi dele a iniciativa de cantar "corinhos" no Brasil, forma de música ainda entre nós no culto ao Senhor. Wright contribuiu grandemente para a hinologia nacional, pois foi o autor ou tradutor de cerca de 200 hinos entre os quais alguns "corinhos". O seu nome de autor aparece em livros de cânticos tais como "Salmos e Hinos", "In Memoriam", "Cantor Cristão", "Cânticos de Alegria", "Harpa Cristã" e diversos outros hinários.

Este pregador do Evangelho, cantor e hinólogo era uma figura respeitável, de estatura elevada, voz cheia e harmoniosa, maneiras afáveis, unção de Deus, pregador que lia os hinos antes de cantar de maneira muito expressiva, ressaltando o conteúdo do texto e tomando-o como tópico para o sermão. Distinguia-se no cântico dos hinos pela expressão que sabia dar à letra.

Wright está sepultado no Cemitério Britânico do Porto, em Portugal, pois faleceu nessa cidade, no dia 23 de Janeiro de 1931.

Letra: Eden R. Latta, 1881

Música: Henry S. Perkins

Tradução: Henry Maxwell Wright

ALVO MAIS QUE A NEVE

1
Bendito seja o Cordeiro,
Que na cruz por nós morreu!
Bendito seja o Seu sangue,
Que por nós, ali verteu!
Eis nesse sangue levados,
Tendo puro o coração,
Os pecadores remidos,
Que perante seu Deus estão!
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Coro
Alvo mais que a neve!
Alvo mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Ó meu Jesus, ficarei.

2
Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós levou!
Oh! Quão profundas as chagas,
Que nos provam quanto amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador!
A quem mais alvo que a neve,
O Teu sangue faz, Senhor!

3
Se nós a Ti confessarmos,
E seguirmos na Tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas, ó Jesus;
Lavas de todo o pecado!
Que maravilha de amor!
A nós mais alvo que a neve.
O Teu sangue faz, Senhor!