quarta-feira, 20 de outubro de 2010

GLÓRIA

—Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem! Lc 2:14


Na sexta feira passada (15 de outubro de 2010) foi a formatura do Curso de Evangelistas do Distrito de Campo Grande-RJ e, quando estávamos nos preparando para a cerimônia, minha esposa que coordenou o curso para aquela turma, ouviu um coral que ensaiava para a cantata de natal e disse:
- Era esta a música que eu queria para a entrada dos formando!
Antes que eu pudesse sugerir qualquer coisa, ela foi ao local onde ensaiavam, fez o convite para participarem da Cerimônia e, ainda que envergonhados “por não estarem devidamente apresentáveis”, o desafio aceitaram.
A musica que marcou, então aquela entrada tem o sugestivo titulo de GLÓRIA e, como musica de natal, seu autor não poderia ter nome mais sugestivo, Isaac Nicolau Salum. A harmonização se deu em 1956 por Warrem M. Angell.
Este antigo hino de Natal (um Noel francês publicado no séc. XVIII) comunica de uma maneira maravilhosa a mensagem de Lucas 2. 1-20. Por todo o cântico, a frase “Glória a Deus nas Alturas” se destaca. Os anjos surgem cantando-a ao ver o Infante Jesus, os pastores adicionam seus louvores ao dos anjos. Este infante celestial no berço rude é o Salvador amado! Por isto, nós, com todos os povos e tribos também devemos celebra-lo. Homens e anjos glorificam a Deus e adoram ao Infante celestial porque reconhecem que Ele já possui a glória e majestade de Deus. Ele merece o nosso amor, porque nos trouxe a paz com Deus que não merecíamos, paz que é parte integral da sua salvação.
Os mais antigos cânticos do Natal de origem popular francesa datam do séc XI. Eram cantos espirituais em honra a Nosso Senhor. Floresceram especialmente no séc XVI e ao longo dos séculos, pouco a pouco ilustres músicos passaram a fazer arranjos, harmonizações e coleções destes cânticos.
Isaac Nicolau Salum traduziu este maravilhoso hino de natal do francês para o português em 1942. Como autor de expressivos poemas e hinos sacros. O prof. Salum tem numerosas produções em vários hinários evangélicos. Escreveu o texto para a cantata O Esperado das Nações, do dedicado músico, Albert W. Ream em 1943.
Warrem Mathewson Angell é conhecido pelos seus muitos anos como Deão da Escola De Belas Artes da Universidade Batista de Oklahoma.Nasceu no Brooklyn, Estado de Nova Iorque, EUA, em 13 de maio de 1907. Estudou canto e piano com professores de renome e na universidade de Syracuse (NI), completando o Bacharelado em 1929 e Mestrado em 1933. Também se bacharelou em pedagogia na Universidade Columbia do mesmo estado em 1944. Angel lecionou na Faculdade de pedagogia em Muray, Estado de Kentucky, até 1936, quando se transferiu para Oklhoma. Antes de aposentar-se da posição de Deão daquela instituição, criou fama como professor exemplar e excelente administrador e regente coral.Suas contribuições como compositor arranjador e autor são notáveis. Vive em “aposentadoria ativa” em Black Mountain, estado da Carolina do Norte.









SURGEM ANJOS PROCLAMANDO   

1. Surgem anjos proclamando
   Paz na Terra, e a Deus, louvor.
   Vão seus hinos ecoando
   Nas montanhas, ao redor.  

Côro:    Glória, glória a Deus nas alturas!
         Glória, glória a Deus nas alturas!  

2. Vão-se alegres os pastores
   Ver o Infante celestial,
   E acrescentam seus louvores
   Ao louvor angelical.  

3. Berço rude, Lhe foi dado,
   Mas do Céu Lhe vem louvor.
   Ele é o Salvador amado,
   Bem merece o nosso amor.  

4. Povos, tribos, celebrai-O!
   "Glória a Deus", também dizei.
   De joelhos adorai-O;
   Ele é o Cristo, o grande Rei !



quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A VELHA CRUZ

Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.(Ap. 3:11)




Um pouco da vida do autor

Autor e compositor deste hino, um dos mais amados no mundo inteiro, estava de volta de uma série de conferências evangelísticas nos Estados de Michigan e Nova Iorque, EUA. Estava passando por uma dura provação. Começou a refletir seriamente sobre o significado da cruz, e o que o apóstolo Paulo queria dizer quando falou da "participação dos seus sofrimentos" (Filipenses 3:10). Enquanto Bernnard meditava sobre estas verdades, "se convenceu de que a cruz era muito mais do que um símbolo religioso, era o coração do evangelho." Foi neste tempo que este hino nasceu.

Bernnard conta a história:
"A inspiração me veio em um dia em 1913, enquanto estava em Albion, Michigan, EUA. Comecei a escrever Rude Cruz. Compus a melodia primeiro. A letra que escrevi estava imperfeita. As palavras completas do hino foram postas [mais tarde] no meu coração em resposta à minha própria necessidade. Pouco tempo depois, em 7 de junho, apresentei o hino numa conferência em Pokagon, Michigan."

Bennard tinha razão. A cruz é o coração do evangelho, e Deus usou o sofrimento deste seu servo para abençoar o mundo até hoje.
George Bennard, filho de um mineiro, nasceu em Youngstown, Estado de Ohio, em 4 de fevereiro de 1873. Pouco tempo depois, a família mudou-se para o Estado de Iowa. Foi na cidade de Lucas que George se converteu numa reunião do Exercito da Salvação. Desejou profundamente estar a serviço do Senhor. Aos dezesseis anos, com a morte do seu pai, tornou-se o único sustento da sua mãe e quatro irmãs. Tornou-se impossível adquirir mais educação formal, mas George entrou nas fileiras do Exército da Salvação e através do seu próprio estudo e do convívio com pastores aprofundou-se na Palavra. Mudou-se com a família para Ilinois, e mais tarde se casou. Ali o casal trabalhou lado a lado na liderança do Exército da Salvação. Após alguns anos, deixando este trabalho, Bennard foi consagrado ao ministério, e começou quarenta anos frutíferos de evangelismo no norte dos Estados Unidos e no Canadá.
Bennard escreveu mais de trezentos hinos, mas será lembrado especialmente por este. Em 9 de outubro de 1958, aos 85 anos, depois de levar fielmente sua cruz. George Bennard trocou-a por "uma coroa".
O nome da melodia, OLD RUGGED CROSS, (Velha Rude Cruz) provém do título do hino que por muitos anos foi considerado o gospel hymn predileto do povo americano. O missionário F. A. R. Morgan traduziu este hino em 1924.
Bibliografia: Wyrtzen Donald John, in: Osbeck, Kenneth W. , 101 More Hymn Stories, Grand Rapids, Mt, Kregel Publications, 1985, p. 317.
fonte: http://reieterno.sites.uol.com.br


RUDE CRUZ

Rude cruz se erigiu,
Dela o dia fugiu,
Como emblema de vergonha e dor;
Mas contemplo esta cruz,
Porque nela Jesus
Deu a vida por mim pecador.

Sim eu amo a mensagem da cruz
Té morrer eu a vou proclamar
Levarei eu também minha cruz
Té por uma coroa trocar

Desde a glória dos céus,
O cordeiro de Deus,
Ao calvário humilhante baixou;
Essa cruz tem prá mim
Atrativos sem fim,
Porque nela Jesus me salvou

Nesta cruz padeceu
E por mim já morreu,
Meu Jesus para dar-me
O perdão;
E eu me alegro na cruz,
Dela vem graça e luz
Pra minha santificação

E eu aqui com Jesus,
A vergonha da cruz
Quero sempre levar e sofrer;
Cristo vem me buscar, e com Ele , no lar,
Uma parte da glória hei de ter