quarta-feira, 11 de maio de 2011

CONTA-ME A VELHA HISTÓRIA


Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? Lc 24:32

Letra: Arabella Katherine Hankey (1834 - 1911)
Música: Willian Howard Doane (1832 - 1915)
Este magnífico cântico foi traduzido para quase todas as línguas. Porém, somente tornou-se famoso depois que o Dr. W. H. Doane escreveu a melodia para ele. O grande Ira D. Sankey foi um dos que grandemente contribuíram para aumentar sua popularidade.
Arabella Katherine Hankey nasceu em Clapham, Londres, Inglaterra em 1834. Era ativa na Escola Dominical e no trabalho da desde seus primeiros anos. A evidência de seu profundo interesse e solicitude pelos outros pode ser vista imediatamente. Por exemplo, antes de atingir os vinte anos de idade, Kate dirigiu uma grande classe bíblica para moças. Afeiçoou-se tão profundamente às suas alunas que por mais de cinqüenta anos manteve contato com muitas delas. Muitas vieram de grandes distâncias para assistir ao seu funeral - cinqüenta anos depois de haver lecionado para elas.
A letra deste hino é parte de um longo poema intitulado "A Velha, Velha História", escrito em 1866. A primeira parte é um poema de cinqüenta estrofes, intituladas "A História Desejada", com data de 29 de janeiro de 1866. A segunda parte é intitulada "A História Contada", com data de 18 de novembro de 1866. A autora contraiu uma grave enfermidade pouco antes de compor o poema e passou os longos dias de convalescença escrevendo o poema.
A srtª Hankey conta: - “Escrevi a primeira parte perto do fim de janeiro de 1866. Estava adoentada naquele tempo, justamente me restabelecendo de uma severa enfermidade, e a primeira estrofe indica realmente meu estado de saúde, pois estava completamente fraca e cansada. Quando escrevei a primeira parte, eu o pus de lado, e apenas no mês de novembro do mesmo ano completei o poema todo.”
Sobre a música, Doane escreveu: - “Em 1867 eu estava assistindo à Convenção Internacional da Associação Cristã de Moços, em Montreal. Entre os presentes estava o Major General Russell, comandante da forças inglesas no levante Feniano. Ele se levantou na reunião e leu as palavras deste cântico de uma folha de papel almaço: lagrimas rolaram-lhe pelas faces bronzeadas. Escrevi a música para o cântico numa tarde de calor, viajando numa diligencia entre 'Glen Falls House' e 'Grawford House' nas Montanhas Brancas. Nessa mesma tarde cantamo-lo na sala de visitas do hotel, Nós o achamos lindo, embora não pudéssemos antever a popularidade que lhe seria atribuída posteriormente.”
Este cântico é verdadeiramente a história do Evangelho e tem tocado inúmeros corações através dos anos, com sua pura beleza de expressão e conteúdo de verdade. Prestamos homenagem à senhora que escreveu as palavras e ao homem que as musicou tão belissimamente.
Não é a primeira história desta maravilhosa autora que tratamos aqui. Mas é igualmente bela e cheia de significado para mim.
Na minha infância, na casa de me avo maternos, tínhamos de forma rotineira, mas muito aprazível, a prática do culto doméstico e, esse hino, por diversas vezes era cantado pelo meu avô.
Parece que ainda o vejo escolher, quase que automaticamente, este hino para cantarmos em meio a estes cultos.
A saudade me invade só de lembrar!
Deleite-se dele.

CONTA-ME A VELHA HISTÓRIA
Conta-me a velha história
Do grande Salvador;
De Cristo e sua vida,
De Cristo e seu amor.
Com pausa e paciência,
Pois quero penetrar
A altura do mistério:
Que Deus me pode amar.
     Conta-me a velha história,
     Que fala ao coração,
     De Cristo e sua gloria,
     De Cristo e seu perdão!
Fala-me com doçura
Do amado Redentor,
A mim, que tanto sofro
Por ser um pecador.
Querendo consolar-me,
Em tempo de aflição,
Oh! Conta a velha história
Que alegra o coração!
Se o brilho deste mundo
Toldar do eterno a luz,
Oh! Narra com ternura
A história de Jesus!
E quando, enfim, a aurora
Do mundo-além raiar,
Recorda a velha história:
Que Deus me quis salvar!

sábado, 7 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES 2011

Então disse Maria: "Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. De agora em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor; santo é o seu nome. Lc 1:46 – 49

Ao contrario do calendário litúrgico o calendário comercial (incluso no calendário civil) trás datas que machucam e ferem as pessoas com lembranças e sentimento que, na verdade, deveriam surgir em meio a alegrias ou boas e serenas recordações.

O calendário litúrgico nos lembra em suas marcas que todos os dias o Senhor Jesus nasce, celebra a Ceia, morre por nós e ressuscita, e nos faz compreender a mensagem do amor de Deus.

O calendário comercial quer que você consuma, não porque este ou aquele dia você deva expressar o seu amor por uma pessoa amada mas porque, se você não faz isso nesta data você não ama.

O comércio não está nem ai para o nascimento de Cristo ou sua ressurreição, mas, sem o presentinho daquela loja ou sem um bombom daquela outra bomboniere você não consegue expressar o seu amor.

O comercio tem dia da mãe, mas jamais vi eles fazendo campanha para explicar o que é ser mãe/pai/filho sábios. Sabem que presentear é gesto de amor mas, será que eles sabem o que é o tal de amor?

O comércio sabe o que é bom pra você, mas não sabe dizer quem te faz bem.

Cresci ouvindo, insistentemente, minha mãe dizer coisas como:

- Dia de mãe é todo dia! Ou

- Gerar um filho não faz da mulher uma mãe, isso qualquer animal e até chocadeira faz. O que faz uma mãe é carinho, cuidado atenção ou, se quiser simplificar, basta dizer só, amor.

Dia da mãe é o dia em que eu honro minha mãe!

Dia da mãe é o dia em que eu a obedeço!

Dia da mãe é o dia em que respeito os mais velhos e dou atenção e carinho as crianças!

Mãe é quem cria, dizem muitos.

Mãe é quem educa, falam outros.

Mãe é a face mulher do Deus Todo Poderoso, a Shekináh!

Mãe é você! Mãe sou eu!

Que neste segundo domingo de maio você, que é mãe e já não tem filho, você que é filho e já não tem mãe, você pai que é uma mãe, você homem que cria e educa e nunca foi chamado de pai nem de mãe, enfim, você homem ou mulher que hoje diz não ter o que comemorar, comemore a vida. Louve a Deus por ter sido educado e alimentado e cuidado por Deus com a ajuda de outro ser humano que lhe dedicou algum tempo.

Que hoje você tire algum tempo para orar por aqueles que hoje choram suas mães e seus filhos.

Que a Shekináh de Deus cubra sua vida como um manto suave, que Ela te conforte e dê paz!