domingo, 22 de maio de 2011

POR UM CORAÇÃO AQUECIDO

"Dá-me dez homens que nada odeiem senão o pecado, que nada temam senão Deus e que nada busquem senão almas perdidas, e eu transformarei o mundo em chamas." (Jonh Wesley)


Nesses tempos de experiência religiosas vazias, de falta de compromisso com as verdades bíblicas fora, mas primordialmente, dentro das igrejas evangélicas, lembrar o reformador da Igreja Anglicana faz-nos repensar o nosso papel na caminhada do Evangelho, puro, genuíno e Verdadeiro, tal como seu autor nos deu.
Cristo, nosso líder e orientador, deu-nos uma missão que muito me angustia:
- Vocês serão felizes se: ... (Mt 5 – 7) (é ai que a porca torce o rabo)
Andar na contramão do que o mundo hoje nos oferece, é caso para internação psiquiátrica, eletrochoque e coisas afins.
Mas não é para isso que se abraça ao CRISTIANISMO?
Ou será que ser CRISTÃO combina com ser POLITICAMENTE CORRETO?
Não gosto de dizer que as ruas estão cheias de crianças abandonadas por que as mulheres, ao trabalhar fora deixam de cuidar da educação de seus filhos, há homens que agridem essas crianças deixando de exercer o papel de pais que deveriam, sejam eles ou não quem as gerou.
Não consigo ver que a cada dia cresce os pontos de prostituição nas grandes cidades e não dizer que, muitas vezes, meninas são jogadas a esta situação, até mesmo por “homens de deus”. Não sei de qual deus incitaria um homem a procurar uma criança como se mulher fosse, dentro ou fora de casa.
Não posso mais aceitar que seja homofobia dizer que dois homens ou duas mulheres não formam um casal. Dupla vá lá, mas casal jamais!
Quem sabe se nossas igrejas estivessem abertas aos pobres que vagam nas cidades e nos campos, se fossem mesmo agência de promoção da vida, tudo não fosse diferente.
Há igrejas hoje em que os que chegam mendigando carinho são expulsos para as sarjetas, os humildes que choram por fome de justiça, quando conseguem entrar, são esquecidos nos últimos bancos, sob olhares assustados dos “crentes”, os sedentos de paz saem atordoados por cobranças em nome de Deus.
Porque será que temos dado tanta importância aos títulos das pessoas, a sua aparência e, cada dia mais, a sua riqueza, que aos corações?
Em que templo hoje Jesus seria convidado a pregar divisão de renda como ao jovem rico (Mt 19. 16-22) . Será que não nos expulsaria pelo comércio que temos promovido na CASA DO PAI? (Lc 19.45-48)
Acaso não é o que fazemos ao trocar o amor e a verdade por soluções paliativas e palavras que soem bem?
Não quero ser a palmatória do mundo, mas quero fazer com que possamos pensar nas verdades que só a Cruz de Cristo nos ensinam.
Será mesmo qie somos "o povo de Deus"?
Que Deus nos ajude a construir Seu Reino e nos faça verdadeiros CRISTÃOS.



quarta-feira, 11 de maio de 2011

CONTA-ME A VELHA HISTÓRIA


Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? Lc 24:32

Letra: Arabella Katherine Hankey (1834 - 1911)
Música: Willian Howard Doane (1832 - 1915)
Este magnífico cântico foi traduzido para quase todas as línguas. Porém, somente tornou-se famoso depois que o Dr. W. H. Doane escreveu a melodia para ele. O grande Ira D. Sankey foi um dos que grandemente contribuíram para aumentar sua popularidade.
Arabella Katherine Hankey nasceu em Clapham, Londres, Inglaterra em 1834. Era ativa na Escola Dominical e no trabalho da desde seus primeiros anos. A evidência de seu profundo interesse e solicitude pelos outros pode ser vista imediatamente. Por exemplo, antes de atingir os vinte anos de idade, Kate dirigiu uma grande classe bíblica para moças. Afeiçoou-se tão profundamente às suas alunas que por mais de cinqüenta anos manteve contato com muitas delas. Muitas vieram de grandes distâncias para assistir ao seu funeral - cinqüenta anos depois de haver lecionado para elas.
A letra deste hino é parte de um longo poema intitulado "A Velha, Velha História", escrito em 1866. A primeira parte é um poema de cinqüenta estrofes, intituladas "A História Desejada", com data de 29 de janeiro de 1866. A segunda parte é intitulada "A História Contada", com data de 18 de novembro de 1866. A autora contraiu uma grave enfermidade pouco antes de compor o poema e passou os longos dias de convalescença escrevendo o poema.
A srtª Hankey conta: - “Escrevi a primeira parte perto do fim de janeiro de 1866. Estava adoentada naquele tempo, justamente me restabelecendo de uma severa enfermidade, e a primeira estrofe indica realmente meu estado de saúde, pois estava completamente fraca e cansada. Quando escrevei a primeira parte, eu o pus de lado, e apenas no mês de novembro do mesmo ano completei o poema todo.”
Sobre a música, Doane escreveu: - “Em 1867 eu estava assistindo à Convenção Internacional da Associação Cristã de Moços, em Montreal. Entre os presentes estava o Major General Russell, comandante da forças inglesas no levante Feniano. Ele se levantou na reunião e leu as palavras deste cântico de uma folha de papel almaço: lagrimas rolaram-lhe pelas faces bronzeadas. Escrevi a música para o cântico numa tarde de calor, viajando numa diligencia entre 'Glen Falls House' e 'Grawford House' nas Montanhas Brancas. Nessa mesma tarde cantamo-lo na sala de visitas do hotel, Nós o achamos lindo, embora não pudéssemos antever a popularidade que lhe seria atribuída posteriormente.”
Este cântico é verdadeiramente a história do Evangelho e tem tocado inúmeros corações através dos anos, com sua pura beleza de expressão e conteúdo de verdade. Prestamos homenagem à senhora que escreveu as palavras e ao homem que as musicou tão belissimamente.
Não é a primeira história desta maravilhosa autora que tratamos aqui. Mas é igualmente bela e cheia de significado para mim.
Na minha infância, na casa de me avo maternos, tínhamos de forma rotineira, mas muito aprazível, a prática do culto doméstico e, esse hino, por diversas vezes era cantado pelo meu avô.
Parece que ainda o vejo escolher, quase que automaticamente, este hino para cantarmos em meio a estes cultos.
A saudade me invade só de lembrar!
Deleite-se dele.

CONTA-ME A VELHA HISTÓRIA
Conta-me a velha história
Do grande Salvador;
De Cristo e sua vida,
De Cristo e seu amor.
Com pausa e paciência,
Pois quero penetrar
A altura do mistério:
Que Deus me pode amar.
     Conta-me a velha história,
     Que fala ao coração,
     De Cristo e sua gloria,
     De Cristo e seu perdão!
Fala-me com doçura
Do amado Redentor,
A mim, que tanto sofro
Por ser um pecador.
Querendo consolar-me,
Em tempo de aflição,
Oh! Conta a velha história
Que alegra o coração!
Se o brilho deste mundo
Toldar do eterno a luz,
Oh! Narra com ternura
A história de Jesus!
E quando, enfim, a aurora
Do mundo-além raiar,
Recorda a velha história:
Que Deus me quis salvar!