quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia do HOMEM... esta criatura frágil e indefesa que nunca deixa de ser uma criança...









E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; 




Gn 1.26-28, 31(*1)

*1(E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.)



O Dia Internacional do Homem foi instituído no ano 2000 pelo ex-presidente russo Mikhail Gorbachev, apoiado pela ONU e diversos organismos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia.
A data é mundialmente lembrada em 19 de novembro mas, por uma estranha causa que eu não sei qual, no Brasil é 15 de julho.
O dia do homem visa lembrar o homem de algumas de suas funções na manutenção da existência da espécie e lembrá-lo de que "para cuidar e amparar é preciso cuidar-se".
Num tempo em que uma ditadura gay toma conta do mundo, é preciso lembrar que a heteromania é mandamento divino (texto acima e outro), embora os ditadores estejam praticando a heterofobia ou tentando converter os heteros pela heterofagia.
Uma das principais bandeiras do dia do homem é o cuidado da saúde.
Está provado que as mulheres tem maior longevidade por periodicamente buscarem cuidados de saúde, só não ocorrendo isso onde a religião ou costumes culturais interferem nessa busca.
A preocupação com a beleza também é para elas fator preponderante à prática de exercícios físicos, que os homens por causa de suas atividades laborais julgam não precisar.
O uso de drogas, licitas ou não, a ausência de atividade física e o estresse, são as causas da maioria dos males que levam o homem moderno ao óbito prematuro.
Os males mais comuns são:
- Diabetes;
- Hipertensão;
- Cardiopatias;
- Disfunções eréteis/urinárias;
- DST's.
Na analise da maioria dos médicos a dificuldade do homem manter uma rotina de consultas e exames médicos se dão pelo preconceito e a desinformação.
Este ano, mesmo não sendo esta a bandeira do dia do homem, gostaria de convidar você, homem e mulher, a pensar em sua família e na importância de previdência e poupança.
No livro de 2 Rs 4.1-7 (*2)

*2(1E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.
2E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
4Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.
5Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.
6E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
7Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.)
Há a uma história que me faz lembrar dois amigos falecidos na ultima década.
Na história bíblica um chefe de família, muito dedicado ao Senhor, servia a Eliseu como seu discípulo mas, geria mal suas finanças e sua casa teria ido para cova com ele, não fosse a misericórdia divina.
Um de meus aprendizados ao estudar o dízimo é que Deus nos trata, pelo dizimo, para que possamos tratar nossas finanças de forma saudável.
Na história bíblica o homem devia ser ótimo pai, excelente marido, discípulo aplicado a seu mestre porem, perdulário e imprevidente:
Por sua causa seus filhos seriam tornados escravos e sua esposa, para sobreviver talvez tivesse de se prostituir.
Ele gastava mais do que ganhava, não acumulava nem fazia reservas e se  pensava eterno para assegurar a sobrevivência dos seus.
Porem, fosse a saúde, quem sabe a ação de salteadores, a violência urbana, não importa a causa, a vida se lhe foi tirada e a família, que ele desamparou, se desmorona.
O exemplo acima é o do amigo que morreu primeiro. Era um bom profissional liberal, jamais havia permitido que nada faltasse a mulher e aos dois filhos que estudavam  nas melhores escolas particulares e, embora tivessem uma casa, não fosse a ajuda de amigos sua família  teria passado piores percalços.
Morreu jovem e logo seus filhos tiveram que trabalhar para suster a casa, abandonando os bancos escolares.
O outro amigo morreu cerca de cinco anos depois, deixou os mesmos dois filhos muito bem encaminhados pois, ainda que estudassem no nível médio, tinham até a faculdade paga pelo plano de previdência que o pai lhes contratara ao nascerem. À esposa, além da Previdência Oficial, deixou uma Previdência Privada e uma Caderneta de Poupança modesta que a permitiram prantear seu luto sem se preocupar com o amanhã.
São amigas e, enquanto primeira precisa trabalhar arduamente pensando em conseguir uma pensãozinha do governo, a segunda viaja conhecendo lugares que o marido não a podia levar por trabalhar muito.
PARA QUEM VOCÊ TEM TRABALHADO?
PARA QUE VOCÊ TRABALHA?
SE A SAÚDE FALTAR COMO FICA SUA VIDA?


Pense nisso!


DEUS TE ABENÇOE!






segunda-feira, 4 de julho de 2011

ROCHA ETERNA




O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio. Sl 18.2 



HISTÓRIA
O autor o intitulou “Uma Oração do Crente Mais Santo do Mundo para sua Vida e Morte.”Este hino de louvor e oração a Cristo, a “Rocha Eterna”, que morreu por nós, cujo sangue nos lava, e que oferece “perdão, pureza e salvação”, é um dos hinos mais difundidos e amados no mundo inteiro. Era o costume de Augustus Toplady escrever hinos para sua congregação cantar após o seu sermão. Este hino foi registrado depois do seu sermão sobre Gênesis 12:5. O tema principal da vida deste pastor anglicano era a suficiência da morte de Cristo para a nossa salvação. Toplay queria que todos entendessem bem que “nem trabalho, nem penar” contribuem para a nossa salvação, e que “nada eu tenho a te ofertar”; quem simplesmente crer nEle subirá para o céu e verá Seu rosto em glória!

Há diversas histórias sobre a inspiração da frase “Rocha Eterna”, mas uma pesquisa cuidadosa revela a mais provável. No prefácio do hinário "Hymns on the Lord's Supper" (Hinos sobre a Ceia do Senhor), publicado por Charles Wesley em 1745, foram citadas algumas linhas de um sermão intitulado O Sacramento e Sacrifício do Cristão pelo Dr. Daniel Brevint:

"Não deixe que meu coração arda com menos zelo, para segui-lO e servi-lO agora enquanto o pão está quebrado na mesa, do que ardiam os corações dos Teus discípulos quando quebraste o pão em Emaús, Ó Rocha de Israel, Rocha de Salvação, Rocha ferida e partida por mim.(...) Não deixe que minha alma tenha menos sede do que se eu estivesse com [Teu povo] no Monte Horebe, onde jorrou o santo sangue das feridas do meu Salvador."
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Toplady e John Wesley não concordavam em assuntos de teologia. Eram oponentes acerbos nos assuntos da Graça e do Livre Arbítrio. Seus hinos, porém, permanecem lado a lado no hinário; nenhum outro hino expressa melhor a doutrina da Expiação, a impossibilidade do homem salvar a si próprio e o pleno poder do sangue de Cristo para a Salvação. Toplady comparou o “Débito do Pecado” do homem ao Débito Nacional da Inglaterra, e mostrou a futilidade do homem em querer pagar sua própria divida e então diz:
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“Necessitamos a Deus, o Pai, por eleger-nos; a Deus, o Filho, por assumir nossas dividas; e a Deus, o Espírito Santo, por seu dom da fé em Cristo.”

A grande semelhança de fraseologia de Toplady no original dá crédito a esta posição, Toplady publicou uma estrofe deste hino em 1775, em The Gospel Magazine (A Revista do Evangelho), da qual era editor, juntamente com um artigo intitulado A Vida é uma Viagem. Depois de apresentar uma série de perguntas e respostas que demonstravam que a Inglaterra jamais poderia pagar sua dívida nacional, comparou isso com o homem e seus pecados. Calculou quantos pecados um homem poderia cometer até certas idades – até 20 anos, 30, 40, etc. Chegando aos 80, o total seria de 2.522.890.000.Então apresentou a única solução, a que Cristo oferece, citando Gálatas 3.13:

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”.(...) Isto, não somente contrabalançará, mas infinitamente sobrebalançará todos os pecados de todo o mundo que crê.

A poesia completa de quatro estrofes apareceu na mesma revista, em março de 1776. Este hino tem sido o consolo de pessoas em todos os continentes. Albert, o príncipe-Consorte da rainha Vitória, recebeu grande consolação dele e pediu que fosse cantado no seu culto fúnebre. Foi cantado nos funerais do primeiro ministro da Grã-Bretanha, William Gladstone.
Ao ouvir o hino nesta ocasião, o hinólogo A.C.Benson declarou:
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"Ter escrito palavras que atendam à necessidade das pessoas em momentos de emoção profunda e de aflição, consagrando, consolando, enaltecendo - dificilmente pode haver algo que tenha mais valor do que isto!"
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AUTOR
Augustus Montagne Toplady
(1740-1778)
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Nasceu em Farnham, no condado de Surrey. Seu pai, Major no exército da Grã-Bretanha, foi morto no cerco de Cartagena (Espanha), pouco depois do seu nascimento. Estudou na renomada Escola Westminster, em Londres, e mudando-se a família para a Irlanda, fez seu mestrado em artes na Faculdade Trinity, em Dublin, capital.

Foi neste país que este culto jovem inglês teve a experiência que mudou sua vida. Decidiu ir a um culto dos metodistas Wesleyanos, um braço calvinista da denominação. Foi a um celeiro, onde ouviu um evangelista leigo, James Morris, pregar sobre o texto de Efésios 6.13. Ali Toplady nasceu de novo! Nas suas próprias palavras:
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"Estranho, que eu, que tanto tempo estava exposto aos meios da graça, pudesse ser levado direto a Deus numa parte obscura da Irlanda, com um punhado de gente reunindo-se num celeiro, e pelo ministério de um que mal podia soletrar seu próprio nome. Certamente foi o Senhor que fez isto, e é maravilhoso. A excelência do poder tem que ser de Deus e não do homem".
.Julian nos afirma que o pregador Morris realmente não era tão mal instruído. Embora humilde, possuía um cérebro privilegiado e era um orador nato. Não foi a primeira nem será a última vez que um homem das grandes cidades julga mal a capacidade e a cultura do homem simples do interior.
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Voltando a Inglaterra, Toplady foi consagrado ao ministério anglicano em 1762. Serviu em três Igrejas e, de 1775, em diante, pregou numa igreja Calvinista francesa em Londres. Ardente calvinista, escreveu o livro Prova Histórica da Doutrina do Calvinismo da Igreja Anglicana. Levou, em boa tradição inglesa, um debate longo e acirrado com João Wesley sobre diferenças doutrinárias. Escreveu muitos hinos. Publicou um livro de poesia sacra, Psalms and Hymns for Public Worship (Salmos e Hinos para o Culto Público). Suas obras completas foram publicadas postumamente em seis volumes, em 1825.
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Toplady, altamente respeitado como líder evangélico espiritual, faleceu muito jovem, aos 38 anos, de sobrecarga de trabalho e tuberculose. Pouco antes de morrer, disse:
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“Meu coração bate cada dia mais e mais forte para a Glória. Enfermidade não é aflição, dor nenhuma causa, morte nenhuma dissolução (...). As minhas orações agora estão convertidas em louvor”.
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Julian disse dele que, mesmo que fosse às vezes um homem de palavras impetuosas, “uma chama de devoção genuína queimava na frágil candeia do seu corpo sobrecarregado e gasto. (...) Sua é a grandeza da bondade”.
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COMPOSITOR
Richard Redhead
(1820-1901)

Nasceu no dia 1 de março de 1820, em Harrow, Middlesex, Inglaterra. Faleceu no dia 27 de abril de 1901, em Hellingly, Inglaterra.

Redhead começou sua carreira musical como corista na faculdade Magdalen, Oxford. Iniciou sua carreira como organista na igreja Margaret Chapel, em Londres (que mais tarde mudou o nome para All Saints Church, Margaret Street). Em 1864, mudou-se para Santa Maria Madalena, Paddington, onde atuou como organista durante 30 anos.

Seus trabalhos incluem:

- Laudes Diurnae, 1843
- Ancient Melodies Hymn and Other Church Tunes, 1853


TRADUTOR
João Gomes da Rocha
(1861-1947)
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Nasceu no Rio de Janeiro em 14 de Março de 1861, filho de Antônio Gomes da Rocha e de D. Maria do Carmo, portugueses. Foi adotado pelo Dr. Robert Reid Kalley e Sarah Poulton Kalley, missionários ingleses, pioneiros no Brasil. Estudou medicina em Londres. Foi médico missionário na Inglaterra, Madagascar e África. O Dr. Rocha aproveitou-se de uma viajem que fez à América do Sul para visitar a família no Brasil e tornou-se membro da Igreja Evangélica Fluminense, fundada pelo casal Kalley.
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O Dr. Rocha, que estudou música na Escócia, cooperou ativamente com D. Sarah após o falecimento do seu esposo, no preparo de algumas edições de Salmos e Hinos, o primeiro hinário evangélico brasileiro. Depois da morte de D. Sarah, continuou a obra. Preparou várias edições de hinário até 1919, quando dotou de valiosos índices a quarta edição com música. Ele também produziu numerosos hinos, entre traduções, adaptações e trabalhos originais, 62 dos quais se encontram em Salmos e Hinos de 1975, 15 no Cantor Cristão de 1971 e 05 na Harpa Cristã:

047-Rocha e Eterna
187-Mais perto, meu Deus, de Ti
573-A graça de nosso Senhor
591-Pura, sim, mais pura
636-Por nossa pátria oramos
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Faleceu em 1947, na Escócia, onde morava, mas seu coração nunca saiu do Brasil, sua terra natal, e do ministério da hinódia aqui.

Fonte: HCC-Notas históricas, pág. 19






Letra : Augustus Montagne Toplady
Música: Richard Redhead
Tradução: João Gomes da Rocha (J.G.R.)

1
Rocha eterna, meu Jesus,
Que, por mim, na amarga cruz,
Foste morto eu meu lugar,
Morto para me salvar;
Em Ti quero me esconder,
Só Tu podes me valer.

2
Minhas obras, eu bem sei,
Nada valem ante a lei;
Se eu chorasse sem cessar.
Trabalhasse sem cansar,
Tudo inútil, tudo em vão!
Só em Ti há salvação.

3
Nada trago a Ti, Senhor!
'Spero só em Teu amor!
Todo indigno e imundo sou,
Eis, sem Ti, perdido estou!
No Teu sangue, ó Salvador,
Lava um pobre pecador.

4
Quando a morte me chamar,
E ante Ti me apresentar,
Rocha eterna, meu Jesus,
Que por mim, na amarga cruz,
Foste morto em meu lugar,
Quero em Ti só me abrigar.