SARAH POULTON KALLEYUm Retrato de MulherNeste ano em que a Igreja Evangélica Presbiteriana de Portugal comemora 160 anos da formação da sua primeira igreja, na Ilha da Madeira e por isso se fala sobre o missionário escocês Robert Reid Kalley, que a organizou, achei por bem escrever algo sobre a sua Segunda esposa que tão importante foi na vida deste homem, tendo-me socorrido de um artigo biográfico publicado pela Biblioteca da Igreja Fluminense.O Dr. Kalley foi casado com uma senhora que se chamava Margareth que faleceu com tuberculose. Sarah foi a Segunda esposa e a história desse amor começou no Médio Oriente.Sarah Poulton Wilson nasceu em Nottingham a 25 de Maio de 1825. A sua mãe morre quatro dias depois do seu nascimento. O seu pai chamava-se William Wilson e a sua mãe Sarah Morley. Ela era irmã de Samuel Morley membro do parlamento na Inglaterra.Com um pai jovem a pequenina Sarah necessitava de uma mãe por isso o seu pai voltou a casar com Eliza Read e outros filhos nasceram. A esposa era doente e por isso tiveram que se mudar para outro lugar, Torquay. Apesar do pai Ter casado e Ter constituído outra família, Sarah viveu algum tempo em casa da sua avó paterna, não muito longe do resto da família para estudar e entrar no internato, em Camberwell, ao sul de Londres.Passou seis anos nesse colégio e era vista como uma menina alegre. Foi uma aluna brilhante e tornou-se uma boa pianista, pintora, poetisa e poliglota (domínio de diversos idiomas). O tempo que passou no colégio preparou-a para a vida como mais tarde vem a demonstrar. Tinha muita habilidade para ensinar e seu pai que era superintendente de Escola Dominical dá-lhe uma classe de rapazes, na capela que ele tinha construído em Torquay (naquele tempo não havia classes de rapazes e raparigas, estavam separados). Isso não lhe chega e por isso inicia um curso nocturno para os rapazes que trabalhavam de dia, dando a esses jovens conhecimentos gerais, nunca os perdendo de vista. Saliento três nomes desses alunos e o que eles foram na vida: William Cooksley foi Pastor da Igreja Congregacional, Jame Hamlym foi capitão numa companhia de navios nas Índias Ocidentais, Will Deatron Pitt foi o primeiro a ir para o brasil para ajudar o casal Kalley e mais tarde tornou-se Pastor Presbiteriano.A família de Sarah era descendente dos huguenotes – cristãos reformados que viviam em França nos séculos XVI e XVII. Estes cristãos eram perseguidos ferozmente e são ainda hoje lembrados pela terrível carnificina conhecida como “a noite de S. Bartolomeu”. Aproximadamente 200.000 huguenotes fugiram para os países mais perto da França: Suiça, Holanda e Alemanha e a família de Sarah fugiu para Inglaterra. Estabeleceram-se na cidade onde ela nasceu, assim com Torquay e Mansfield. Dedicaram-se à indústria têxtil.No ano de 1851, o seu irmão Cecil Wilson que estava tuberculoso foi enviado para o Egipto para se recuperar.Tal não aconteceu e o pai juntamente com o outro filho Henry e Sarah foram encontrar-se com ele em Beirute. Outra finalidade da viagem era a de encontrarem o Dr. Robert Reid Kalley que em 1851 perdera a sua esposa com a mesma doença. A esperança do pai de Sarah estava depositada neste médico, que depois de examinar o doente, dado o seu estado avançado de tuberculose, declarou a sua impotência para reverter a situação. Deste encontro resultou mais do que o diagnóstico do Dr. Kalley. O irmão de Sarah faleceu, mas o médico, que não lhe era totalmente desconhecido – pois ouvira falar dele e sobre o seu trabalho que tinha feito na ilha da Madeira, inclusive as perseguições por causa do Evangelho – impressionou muito esta jovem. Deste encontro nasceu o amor que os uniu até ao fim das suas vidas. O casamento de Sarah com Robert foi muito pensado por ela. Diz o seu irmão John que durante o noivado os dois passaram muito tempo juntos estudando. Casaram-se no dia 14 de Dezembro de 1852.O seu trabalho, ao lado de Kalley, foi fundamentalmente realizado no Brasil. Aí, são também perseguidos: Rio de Janeiro, Petrópolis, Niterói e Pernambuco. Mas Sarah não se deixa intimidar por isso. Para aquela época era-lhe impensável um determinado número de coisas, dada a sua condição de mulher, mas ela não desistiu dos seus ideais. Fundou a primeira Sociedade de Senhoras a 11 de Julho de 1871, com onze senhoras. No que diz respeito à música ela escreveu letras e melodias para muitos hinos quando foi editado pela Igreja Evangélica Fluminense, o primeiro Salmos e Hinos. Quantos hinos nós cantamos sem saber que foram escritos por Sarah Kalley? No Celebrai com Alegria temos muitos conhecidos e que são cantados com regularidade. Falam de vários temas, desde as crianças aos de consagração e outros. Se forem ao índice dos autores e virem as iniciais S.P.K. saberão que foram compostos por Sarah Poulton Kalley. O casal não teve filhos, mas adoptaram duas crianças, um rapaz, João Gomes da Rocha e uma menina, Silvana Azara.Sarah Poulton Kalley faleceu a 8 de Agosto de 1907 na sua casa em Edimburgo (Escócia) e foi sepultada no Dean Cemitery, junto de seu marido.
A música tem funções que só ela pode ocupar. Ela diz se estamos tristes ou alegres. Está presente antes de nascermos e na nossa despedida dá o tom. Algumas músicas do cancioneiro evangélico nos desperta e incentiva pelo momento ou inspiração do autor. Semanalmente estarei contando alguma história de hinos e a minha relação com eles. ENVIE SEU COMENTÀRIO e sua história para divulgarmos também! “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores.”Sl 57:7
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
COMO COMEÇAR BEM UM ANO NOVO!
Era o primeiro dia útil do ano e ao chegar a meu local de trabalho tudo estava igual ao ano que findara.
Lembro-me de ouvir chefes e colegas se abraçando e desejando feliz ano novo no nosso ultimo encontro, lembro-me de seus desejos e expectativas, lembro-me do que disseram sobre as novidades para este novo ano.
Mas, tudo estava como antes!
O chefe cobrando prazos e metas, cada um achando que seu setor é mais importante que o outro, todos preocupados com a produtividade do ano e, hoje, ainda é só o primeiro dia.
A menina do cafezinho é a única que parece calma. Executa seu trabalho com calma e presteza e antecipa-se aos pedidos.
Curioso, convido-a a minha mesa e pergunto-lhe como consegue, apesar do chefe, dos colegas, da vida corrida, da família e dos amigos, mante-se calma?
Ele me responde ponderadamente:
“Todos os dias, ao chegar ao trabalho, antes de ligar as máquinas e acender o fogo, eu ponho duas xícaras, uma de cada lado da mesa, sento-me de um lado e convido Jesus a sentar-se comigo à mesa e partilhar meu café, converso com Ele sobre a minha noite, minhas expectativas para o dia, convido-O a estar comigo, a me ajudar no controle da ansiedade, a não permitir que eu espere mais do que as pessoas podem me dar e, assim, mantenho-me serena todo o dia.
Acredite, é o café mais gostoso que preparo!”
Assim, com este testemunho, quero iniciar o meu ano.
Jesus, quando eu não tiver forças suficientes para Te convidar para um café comigo, permita-me estar de joelhos para caminhar um pouco mais!
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