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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O AMOR NASCEU






Quando criança nós sonhamos com Natal presentes para dar e receber mas, nós esquecemos que o Bebê nasceu pra nos salvar, nos dando seu viver por Amor.


Confesso que sou um tanto avesso a eventos e reuniões onde há muitas pessoas, sou um tanto “tímido” mas, não pude resistir, depois de tanto tempo, assistir uma cantata produzida e dirigida pela minha amiga Lilian Brandão.
Lilian é uma amiga de quase a vida toda, um talento daqueles e um dom para o congraçamento de pessoas, ideias e ideais como poucos.
Saber que ela estaria na direção da cantata já foi um ponto para eu querer levar uma grande plateia para assistir.
Com este animo, fui no sábado (22/12/12) assistir a primeira apresentação da Cantata O AMOR NASCEU, montada na Igreja Metodista do Brito, onde está pastoreando outro amigo, o Pastor Rogério Amaral.
Ao chegar descobri que o coral que iria se apresentar é formado por um grupo onde a maior parte dos integrantes jamais havia participado de uma montagem como aquela, outros ainda, sequer já se havia pensado em um coral, o que tornaria a experiência ainda mais emocionante.
Foi uma apresentação muito, muito agradável.
Nem o som dos carros passando num engarrafamento diante da Igreja, nem os problemas do som (maior aflição do Pr Rogério) puderam aplacar o brilho do trabalho de adoração que pudemos ver ali.
O Amor Nasceu, e foi muito bom ver este parto.
Parabéns a cada participante deste maravilhoso coral, Parabéns a cada Igreja representada nele (haviam metodistas, batistas, assembleianos e outros).




1. O AMOR DESCEU A NÓS

Deus  mandou seu filho a nós
Demonstrando seu amor
Enviou-nos Rei Jesus
Fez brilhar a sua luz!
Graça, paz,amor e luz,
Envolviam o bebê
Vê quanto amor Deus tem por nós,
Jesus veio  nos salvar!
O amor desceu a nós!

Cantai!Cantai!Cantai!Cantai!
O Amor desceu a nós
Um bebezinho,Rei nasceu
Sim vamos o adorar!
Cantai!Cantai!Cantai!Cantai!
Seu filho enviou
É Jesus Cristo por nós!

Deus em carne se tornou!
Grande plano revelou!
Glórias ao nascido Rei!(Nasceu o Rei!)2x

Já nasceu Jesus menino 
Pra trazer-nos redenção! 
Vem reinar em nós pra sempre,
Vem nos dar o seu amor!

Cantai!Cantai!Emanuel!
Ó vem liberar a Israel!

Ó vinde todos celebrar
(Cantai!Cantai!Cantai!Cantai!)
ao Rei Jesus cantai!
(Cantai!Cantai!Cantai!Cantai!)

Cantai!Cantai!




2.O AMOR NASCEU

Solte a voz e vem cantar
O amor de Deus está no ar
Que todos possam celebrar
Jesus nasceu foi no natal
O amor de Deus foi no natal

O ano já se passou posso ver
As ruas enfeitadas
Multidões acorrer com canções
Que emanam paz!

Uh uh uh uh uh uh uh uh uh uh

Ao olhar para nós
Penso se nós podemos fazer bem mais
Escolher refletir sua luz em nós!

Sim,solte a voz e vem cantar
O amor de Deus está no ar!
Que todos possam celebrar
Jesus nasceu fez se o natal
O amor de Deus foi no natal!

Ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah

Já  nasceu! Foi no natal!(2x)

Felis natal pra todos nós
E paz aos homens bons!
O tempo de cantar chegou
Pra todo mundo ouvir.

(Quarteto)Todos nós cremos que haverá
Sempre um amanhecer
Só Jesus traz a paz ele veio a nós

(Coro)Cremos no amanhecer,novo dia vem
Brilhe a luz só Jesus traz a paz!

O amor nasceu! Foi no natal!



3.SEU AMOR

(Solo) Seu amor sua graça é seus braços
Sua força seu poder promete é
Cristo ama a todos nós
Suas bênçãos sua paz é tão doce é fiel
E cuida seu perdão
Cristo ama a todos nós.

(Crianças) Tão bom,real, de amor, sem par
sem fim, Fiel!Cristo ama a todos nós!
Nos dá ,sem par,o amor é bom, de nós
Sem fim!Cristo ama a todos nós.

(Solo infantil)Cristo me ama, sim eu sei,
pois a bíblia me ensinou.
Pequeninos dele são, fraco mais forte é!

(Todos)Sim,Cristo me ama(3x)
a bíblia me contou!

(Solo infantil)A bíblia me contou!


4.O FILHO DE DEUS

(Maria)Parece um sonho
mas eu sei que é real
um anjo surgiu minha voz se calou!
Oh, porque será que Deus me escolheu?
Seu plano vou cumprir
De paz me enchi, pois pude sentir
A vida em mim o filho de Deus
Estou a gerar aquele que vem
Trazer-nos a paz, num mundo de dor

Dá forças,Senhor no meu caminhar,
Tua misericórdia, eu quero alcançar!
Teu respirar é vida em mim,
Pois teu querer pelo meu prazer!

(José)Fiquei sem saber como vou explicar
um anjo falou e tudo mudou,
um homem simples sou
Mas Deus me escolheu
Pra ser pai do filho seu
Eu vou abrir mão de tudo que sou
Quero obedecer cumprir seu querer,
Honrando estou ,pois Deus me escolheu
Darei meu melhor,o meu coração.

Este é meu respirar, este é meu respirar
Teu Santo Espírito vive em mim
E este é meu pão, e este é meu pão
Tua vontade feita em mim

E eu,eu nada sou sem ti!
E eu,perdido estou sem ti!

Tu és meu respirar, tu és meu respirar!



5.VEM CELEBRAR

As cortinas se abrem, o cenário pronto,
A platéia de anjos aguarda pra ver
Um censo, dos jovens e manjedoura
Enfim tudo pronto está!
Lá no trono de Deus, anjos a adorar,
Vendo o Pai abraçando Jesus
Que deixou coroa no trono de glória;
“Pai compra o teu querer”!

E o tempo chegou, pro Filho Deus,
Vir nascer como luz, para as trevas quebrar!
E então desceu do céu até o coração
De Belém, onde a estrela guiou!
Então Gabriel foi,chamado por Deus
Pra anunciar o seu plano de amor;
“Toquem as harpas, trombetas, os anjos cantai,
Pra chegada do Filho de Deus”!
Encha os céus, venham, pois celebrar

(Coro)Louvai, nosso Reis,
Encha os céus com os nossos louvores

Vem, vem celebrar louvai ao Rei!
Deixe soar! Vem,vem celebrar
E adorar!Jesus nasceu trouxe paz!
Vem, vem celebrar!
Louvai ao Rei!Deixe soar.


6. POVOS CANTAI

Povos,cantai!Jesus nasceu!
Saudai o grande Rei!
Que cada ser lhe dê lugar,
Ó terra e céus cantai(2x)
Ó terra e céus ao Rei cantai!
Seu reino é de retidão,provai-o ó nações!
Montanha e mares, e a criação
Repitam o refrão, repitam o refrão
Repitam o feliz refrão.

Bem alegres,sim cantemos
A Jesus o nosso Rei!
Toda terra sim celebra
Ao grande autor da nossa fé!
Nosso Deus mandou seu Filho
Pra mostrar seu grande amor!
Lá na manjedoura todos
Vão curvar-se ao salvador

Ouçam anjos toda a terra
Louvando ao menino Deus
Vamos todos adorar unidos numa só canção!
Aleluia!Adoremos!
Jesus Cristo o real louvor!
Vem, Senhor aceitar a nossa
Mais sincera adoração!



7.Ó VINDE,CANTEMOS

Ó vinde, cantemos,sempre triunfantes,
Sigamos felizes até Belém!
Lá contemplemos,sim,ao Rei dos anjos
Ó vinde adoremos ao Senhor.

Nós te saudamos,no teu nascimento
A ti Jesus vamos glória dar!
Tu és o verbo,hoje encamado,
Ó vinde adoremos ao Senhor.



EU TEMEREI A TI,SENHOR

(Maria)Ao olhar a tua formosura,
não posso descrever
Tu és um Deus maravilhoso
Não é possível compreender!
Infinita sabedoria,insondável,profundo amor
Uh.............uh...............uh................uh............
Ao olhar a tua formosura,temerei a ti Senhor

Eu temerei a ti Senhor,eu temerei a ti Senhor
Santo Deus, és digno de louvor,
Eu temerei Senhor!

TÃO LINDO

(José)Tu és tão lindo, ó meu Cristo
Tu és tão lindo para mim
Tu és tão lindo,ó meu mestre,
Me curvarei a ti meu Rei!

Tu és glorioso,ó meu Cristo
Tu és glorioso pra mim
Tu és glorioso,ó meu mestre,
Me curvarei a ti meu rei

(José)Te amo ó meu Cristo,te amo meu Jesus
Te amo meu mestre
Só a ti eu adorarei
Uh..................uh.................uh................uh.........


8.DIGNO É O SENHOR

Pela crua dou graças, pelo preço paga ali
Meu pecado suportou, por seu amor
A graça recebi!

Pelo amor dou graças,
Pelos os pregos em suas mãos
Com seu sangue me lavou e me mostrou
Seu amor e seu perdão!

Digno é o Senhor que no trono está
Coroai o Rei dos reis pra sempre reinará
Exaltado está Cristo salvador
Cordeiro de Deus por mim morreu
Digno é o Senhor.


9.ELE É A RAZÃO DE VIVER

Como criança nós sonhamos com natal
Presentes para dar e receber
Mas nós esquecemos que o bebê nasceu pra
Nos salvar nos dando seu viver por amor

Foi para nós que deu o seu viver,
Foi para nós o seu sofrer e morrer
Para o mundo perdido poder perceber
Que ele é a razão de viver

Tempos passam aprendemos a amar
A sempre cuidar do nosso irmão
Pois um dia Cristo veio se entregar por todos nós
Foi por amor, só por amor

Agora achei razão pra viver sim,
O meu ser complemente entregue ao meu  Deu!
Em tudo que faço, em tudo que diga,
Darei a Jesus o meu ser, meu ser.


10.CREMOS,SEIM!

Cremos, sim que o natal é Cristo,
Cremos, sim no seu grande amor
Cremos, sim nesse Bebezinho
Rei dos reis a Jesus Senhor!

Cremos, sim na jornada da luz
Cremos sim nos pastores dos reis
Cremos que foi na manjedoura
O amor nasceu! E nos encheu!

Santo, Santo, Santo, é o Senhor!
Digno, digno, digno de louvor!

Cremos, sim no seu sacrifício
Cremos que vida eterna deu
Cremos que seu amor liberta
Somos livres pra adorar!

PRESENTE DE AMOR

Cantamos sua história! Cantamos o natal
Pois é nossa alegria, Jesus Cristo nosso Rei!
O amor de Deus mudou-nos presente de amor
Pra sempre cantaremos do seu amor por nós
Jesus desceu a nós!





Ao fim da apresentação, fiz uma pequena entrevista (via Facebook) com a regente Lilian Brandão e com o Pastor Rogério, estão ai abaixo:

Hinologia: Como foi promover a cantata de hoje?
Pastor Rogério: Foi minha segunda desde que sou pastor.
Hinologia: Qual o principal motivo para promovê-lo?
Pastor Rogério No começo foi querer unir o povo, fazer o povo viver em comunhão, ser um só corpo, depois veio também o desejo de ter uma atividade na igreja nesta época de significado mundial.

Hinologia: Qual a emoção e qual a mensagem que esta cantata deixou para a tua vida?
Pastor Rogério: Fiquei confiante em Deus, na capacidade da regente Lilian e na dedicação do povo, todavia, como a maioria é de primeira viagem e como o nosso som não é um dos melhores, ficou a friozinho na barriga que depois foi sumindo.
Hinologia: Como foi ver hoje o resultado?
Pastor Rogério: Pela cantata em si foi maravilhoso. O fato de que há amor ao fazer a obra de Deus, de que se se deixa levar pelo amor de Deus, as coisas acontecem, para melhor, de maneira que excedem aos nossos planos, às nossas expectativas. Se dissermos que amamos a Deus que não vemos e não amamos o nosso próximo que vemos somos mentirosos. E posso dizer que vi este amor nascer a cada encontro em meio ao povo que participou da cantata.


Hinologia: Em primeiro lugar parabéns pela o trabalho apresentado nesta cantata!
Lilian Brandão: Obrigada! Esta cantata foi uma experiência inesquecível, principalmente pela forma como Deus nos surpreendeu!

Hinologia: Há quanto tempo vocês estão ensaiando esta cantata?
Lilian Brandão: Iniciamos em setembro, mas recebemos novos participantes até novembro, pela fé!

Hinologia: E como foi ver tanta gente participando de um coral interdenominacional, ou melhor dizendo, tantos de igrejas diferentes?
Lilian Brandão: Olha, na verdade, no decorrer do processo, essa diversidade não existiu na prática. Éramos pessoas com vontade de fazer algo especial, juntas. Trabalhamos em dois núcleos: O coral da Igreja Metodista do Brito, que se formou especialmente para a cantata, e o Coral Raízes, com o qual eu já trabalho há 3 anos na Missão Batista em Arnaldo Eugênio.

Hinologia: Fora hoje, qual o momento mais emocionante desta cantata para voce?
Lilian Brandão: Foi o primeiro ensaio geral, com os dois grupos misturados. Aí eu vi que Deus completaria o que não fôssemos capazes de realizar, e foi o que Ele fez!

Hinologia: Tem alguma das musicas que mexe mais com suas lembranças ou com sua emoção?
Lilian Brandão: Sem dúvida! "Ele é a Razão de Viver"! Essa música marcou a minha adolescência, e eu nunca havia participado de um coral com ela. O fato de ser um trio masculino, que é um estilo vocal que eu amo, também me emocionou muito.

Hinologia: E como foi a escolha das músicas? Foi você quem montou a cantata?
Lilian Brandão: Essa cantata foi gravada pelo Coral 'Louvor Sem Fim', herdeiro do antigo Coral Renascença, no ano de 2006. Mas, "Ele é a Razão", foi um dos motivos para a escolha da cantata.

Hinologia: Com sua atuação diante do coral, cansada?
Lilian Brandão: Sim, muito! Fico ate meio desidratada...rs... Não só nas apresentações, como nos ensaios gerais. A regência precisa ter comunicação intensa, na minha forma de entender. Se o regente não se entrega, o coral não se entrega.

Hinologia: A páscoa (momento maior do cristianismo para mim) já está ai na porta, podemos esperar outra?
Lilian Brandão: Também amo os programas de Páscoa... mas é uma logística complicada, e um tempo curto pra preparação... vamos ver...

Hinologia: Espero que engrene! Gostei muito de te rever diante de um projeto tão bacana, só senti falta da coreografia. Mas fica de sugestão para a da páscoa!
Lilian Brandão: A coreografia é como uma cantata dentro da outra. Exige recursos (humanos e de tempo) que ainda não temos... mas quem sabe no futuro?

Hinologia: Fica a nossa esperança! Deus te abençoe!
Lilian Brandão: Ok! combinado!





sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MEU POVO SOFRE POR FALTA DE CONHECIMENTO!





E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. João 8 : 32





História 

Surgiu na Inglaterra, com o propósito de evangelizar crianças que ficavam sem atividade durante os serviços de domingo. Atualmente, esta atividade envolve os membros da congregação, em todas as faixas etárias e acontece em horário diverso ao serviço religioso. No Brasil, a maioria das comunidades adota a EBD matinal e os serviços religiosos vespertinos, mas algumas realizam a EBD horas antes do início dos cultos. Em países como EUA e na Inglaterra, todas as atividades dominicais acontecem durante a manhã. A Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas Orientais comumente mantém escolas paroquiais, e parte da educação ali oferecida é, naturalmente, de cunho religioso. Muitos grupos protestantes, em contraste com isso, tradicionalmente têm dependido do sistema de escolas públicas no que concerne à educação secular. Assim, foi apenas natural que, como meio de ensinar a Bíblia às crianças, a Escola Dominical tenha sido uma criação protestante. Ademais, tem sido sempre típico da ênfase protestante salientar os estudos bíblicos, o cerne mesmo da Escola Dominical. Porém, como uma espécie de escola dominical sem, contudo, receber este nome um Arcebispo Católico Romano de Milão, Itália, criou um movimento semelhante ao Movimento de Escola Dominical. Carlos Borromeo, segundo filho de uma família muito rica, filho do Conde Gilberto Borromeo e Margarita de Médicis, nascido no Castelo de Arona, Itália, em 2 de Outubro de 1538, considerando a morte de seu irmão, que caiu do cavalo em que cavalgava, como um aviso enviado pelo céu, para estar preparado, pois, no dia em que ele menos pensasse, Deus, por meio da morte, viria acertar-lhe as contas, renunciou às suas riquezas e foi ordenado sacerdote. Aos doze anos recebeu a tonsura sacerdotal e seu tio, Júlio César Borromeo, o Cardeal de Médicis, lhe cedeu a abadia beneditina de São Graciano e São Felino, em Arona. Depois de estudar latim em Milão, o jovem Carlos ingressou na Universidade de Pavia, estudando sob a direção de Francisco Alciati, que mais tarde foi promovido ao Cardinalato. Carlos tinha muita dificuldade com a retórica e sua inteligência não era deslumbrante, sendo considerado lento, embora fizesse progressos em seus estudos. Aos 22 anos, quando seus pais já eram falecidos, alcançou o título de Doutor e, em seguida, retornou a Milão, onde recebeu a notícia de que seu tio, o Cardeal de Médicis fora eleito Papa em um conclave, em 1559, por ocasião da morte do Papa Paulo IV. No início de 1560, o novo Papa ordenou seu sobrinho a diácono, e, em 8 de fevereiro, o nomeou administrador da sede vacante de Milão. O princípio do nepotismo beneficiou Carlos, que foi nomeado, sucessivamente, Legado de Bolonha e da Marca de Ancona, Protetor de Portugal, dos Países Baixos, dos Cantões Católicos Suíços, das Ordens Monásticas dos Franciscanos, Carmelitas, dos Cavaleiros de Malta e muitas outras, antes de completar 23 anos. A influência de Carlos aumentou tanto que se tornou decisivo no reinício das sessões do Concílio de Trento, intenção de seu tio, o Papa Pio IV, suspenso em 1552. Seus esforços foram um sucesso, e o Concílio voltou a reunir-se em janeiro de 1562, tornando-se o diretor intelectual e o espírito reitor da terceira e última sessão do Concílio de Trento. Foi ordenado presbítero (padre) em 1563 e, dois meses tarde, recebeu a consagração episcopal. Foi confiado a ele a supervisão da publicação do Catecismo de Trento e a reforma dos livros litúrgicos e da música sagrada. Em abril de 1566, Carlos chegou a Milão para trabalhar na reforma de sua Arquidiocese, organizando sua própria casa. Estabelecido em Milão, Carlos vendeu objetos preciosos da Arquidiocese, avaliados em 30.000 coroas, soma que foi usada para socorrer famílias necessitadas. Sua diocese sustentava pobres com 200 coroas mensais. A generosidade de Carlos foi tamanha para com o Colégio Inglês de Douai, na época, pertencente à Inglaterra, que o Cardeal Allen, considerou o Arcebispo de Milão como seu fundador. Na Arquidiocese de Milão pouco se conhecia acerca da religião, e as práticas religiosas configuravam superstição, além de haver abusos morais. Carlos, então, ordenou aos clérigos sob sua liderança que atendessem a instrução cristã das crianças, ensinando publicamente o catecismo todos os domingos e feriados, estabelecendo a Companhia da Doutrina Cristã, que chegou a contar com 740 escolas, 3000 catequistas e 40000 alunos, dois séculos antes de Robert Raikes criar a Escola Dominical. Robert Raikes e a Primeira Escola Dominical no Mundo A Escola Dominical, como criação de cristãos evangélicos, tem sido reclamada a sua criação para diversas pessoas, muitas delas metodistas, devido a própria visão social que o Grande Despertamento fazia revelar-se nos líderes avivalistas. John Wesley iniciou estudos bíblicos dominicais em Savannah, Geórgia, em 1737. Entre 1763 e 1769, Hannah Ball Moore, uma senhora metodista começou estudos bíblicos dominicais em sua própria casa e, a partir de 1769, nas dependências da Igreja (Anglicana) High Wycombe. Na década de 1770, o Ministro Unitariano Theophilus Lindsey proveu lições bíblicas dominicais em sua igreja, a Capela da Rua Essex, em Londres. O Rev. J. M. Moffatt,, Ministro Independente de Nailsworth, passou a lecionar estudos bíblicos dominicais já em 1774. Em Ephata, Pennsylvania, em Washington, no Estado de Connecticut, no início de 1780 já se usavam o Catecismo de Westminster e a Bíblia em estudos bíblicos dominicais das igrejas presbiterianas. Howard J. Harris declarou que, em 1780, estudos bíblicos dominicais eram feitos em cidades de Gloucester e em vilas da Inglaterra, como Painswick e Dursley. E um ministro metodista de Charleston, Carolina do Sul, em 1787, chamado George Daughaday, administrou estudos bíblicos dominicais a crianças negras americanas. Mas o Movimento de Escola Dominical, propriamente dito, teve como criador Robert Raikes. Robert Raikes (14 de Setembro de 1735-5 de Abril de 1811), filho de Robert e Mary Raikes, foi quem originou o Movimento de Escola Dominical. Anglicano, Raikes foi batizado na infância na Igreja (Anglicana) de Santa Maria da Cripta e educado na Escola da Cripta, ambos na Rua Southgate, em Gloucester, e, mais tarde, na Escola dos Reis. Tornou-se aprendiz de Jornalismo com seu pai, dono do Diário de Gloucester. Quando seu pai faleceu, em 1757, Raikes assumiu a editoria do jornal, aumentando o tamanho do jornal e melhorando o layout. Raikes se interessava pela reforma prisional inglesa, por causas das condições terríveis a que os presos eram submetidos. Certo dia, procurando um jardineiro na Rua Saint Catherine, no bairro de Sooty Alley, ele encontrou um grupo de crianças maltrapilhas brincando na rua. A esposa do jardineiro disse, então, que aos domingos a situação era pior, pois as crianças que trabalhavam nas fábricas, de segunda a sábado, durante horas muito longas, ficavam desocupadas nesse dia, quase abandonadas, passando o tempo brincando, brigando e aprendendo toda espécie de vícios. Elas extravasavam toda sorte de violência nesse dia. Essas crianças, constatou Raikes, estavam a um passo do mundo do crime e ele chegou a ver o destino de muitas delas, ao visitar as prisões de Gloucester. Raikes resolveu estabelecer uma escola gratuita para esses meninos de rua. Então, Raikes contratou uma equipe de quatro mulheres no bairro para lecionar, recebendo um xelim e seis pence, cada uma. Com a ajuda do Rev. Thomas Stock, Ministro Anglicano, Raikes pôde logo associar cem crianças, de seis aos doze ou quatorze anos, nestas escolas dominicais. A primeira foi instalada na Rua Saint Catherine. Seu objetivo principal não era ensinar a Bíblia, mas alfabetizar os alunos e ministrar aulas de religião com o propósito de reformar a sociedade. O objetivo último era modificar-lhes o caráter usando os ensinamentos bíblicos. Assim, a Escola Dominical nasceu como um instituto bíblico infantil, operando de forma independente das igrejas, alfabetizando e ensinando Bíblia às crianças carentes. Algumas crianças, a princípio, relutaram em vir para as escolas porque as suas roupas estavam tão rotas, mas Raikes providenciou tudo de que eles precisavam, inclusive banho e cabelos penteados. As aulas começavam às 10 horas da manhã e iam até as duas da tarde, com lições de matemática, história e inglês, com um intervalo de uma hora para o almoço. Eles eram levados então à igreja para serem instruídos no catecismo até as 17:30 h. Recebiam pequenas recompensas, como livros, canetas, jogos, aqueles que tivessem dominado a lição ou aqueles cujo comportamento tivessem mostrado uma melhoria notável. Entrementes, recebiam castigo corporal aqueles de mau comportamento, como era do costume pedagógico da época. Depois de um período experimental, Raikes divulgou suas idéia e os resultados em seu jornal, no dia 3 de Novembro de 1783, data em que se comemora, na Grã-Bretanha, o dia da Fundação da Escola Dominical. Esta experiência foi transcrita em outros jornais. Líderes religiosos tomaram conhecimento do movimento que se espalhava. Em 1784, eram 250 mil alunos matriculados. A taxa de criminalidade de Gloucester caiu, com o advento das escolas dominicais de Raikes, de forma que em 1792 não houve um só caso julgado pela comarca de Gloucester. O trabalho de Raikes foi saudado com entusiasmo, e em breve, escolas dominicais já estavam sendo criadas em todo o Reino Unido e exportadas para os Estados Unidos. Seu trabalho foi muito assessorado pelo comerciante William Fox (1736-1826), diácono da Igreja Batista da Rua Prescott, em Londres. Impressionado pelas escolas dominicais fundadas por Raikes que eram responsáveis pela redução do índice de criminalidade de Gloucester, Fox chamou Raikes para formar uma associação para promoção e criação de escolas dominicais. Foi criado, então em 1785, a Sunday School Society of Great Britain (Sociedade da Escola Dominical da Grã-Bretanha), com o apoio dos bispos anglicanos de Chester e Salisbury. Essa sociedade foi ajudada por muitos filantropos, podendo abrir cerca de trezentas escolas dominicais, suprindo-as com livros, material didático e professores. Esta sociedade publicou, na gráfica de Raikes, o Sunday School Companion, livro com versículos bíblicos para leitura. Em 1787, segundo depoimento de Samuel Glasse, 200 mil crianças eram alunas da Escola Dominical em toda a Inglaterra. Houve, no entanto, uma forte oposição ao movimento de Raikes, que era considerado por alguns líderes religiosos como um movimento diabólico, porque era à parte das Igrejas e era dirigido por leigos, isto é, pessoas que não tinham formação religosa. O Arcebispo de Canterbury reuniu os bispos para considerar o que deveria ser feito para exterminar o movimento. Chegou-se a pedir que o Parlamento, em 1800, aprovasse um decreto para proibir o funcionamento de escolas dominicais. Achavam que este movimento levaria à desunião da Igreja e que profanava “o dia do Senhor”. Tal decreto nunca foi aprovado. Em 1802, Raikes se aposentou, e, em 1811, após um ataque de coração, veio a falecer. Seus alunos vieram ao funeral, na Igreja (Anglicana) de Santa Maria do Filão e receberam da Sra. Raikes um xelim e uma fatia de um grande bolo de ameixa cada um. Quando Raikes faleceu, quatrocentos mil alunos estavam matriculados nas diversas escolas dominicais britânicas. Nesse ano ocorreu a divisão em classes, possibilitando alfabetização de adultos. John Wesley e o Movimento da Escola Dominical John Wesley (1703-1791) também foi uma grande força por detrás da propagação do Movimento de Escola Dominical. Ele chegou a dizer que “encontro estas escolas aonde quer que eu vá”. Essa declaração foi publicada no Diário de Gloucester em julho de 1784. A Igreja Metodista da Inglaterra, fundada após sua morte, deve muito de seu fenomenal crescimento às Escolas Dominicais das Sociedades Metodistas da Igreja da Inglaterra, estabelecidas por Wesley, entre outros, na Inglaterra e nos Estados Unidos. A Primeira Escola Dominical na América Nos Estados Unidos, a primeira Escola Dominical reconhecida foi a escola bíblica fundada por William Elliot em 1802. Ela funcionava em sua fazenda aos domingos à tarde. Mais tarde, foi transferida para a Igreja (Anglicana) de Oak Grave, no condado de Accomac, Virgínia. No começo do século XIX, foram fundadas muitas escolas dominicais nos mais diversos lugares dos Estados Unidos e o crescimento delas foi nada menos que fenomenal. Várias uniões formais de Escolas Dominicais foram organizadas, para ensino tanto de crianças quanto de adultos. Não demorou para que as Igrejas Evangélicas entendessem que era necessário ensinar a Bíblia a seus membros, em regime semanal, o que poderia ser feito, através da Escola Dominical. Em 1824, a União Americana de Escolas Dominicais contava com escolas em dezessete dos trinta e quatro estados americanos então existentes. Mesmo assim, a Escola Dominical continuava nas mãos de leigos em sua maioria, embora já contassem com profissionais do magistério então. A Escola Dominical no Brasil A Igreja Metodista trouxe a Escola Dominical para o Brasil. Em 1836, o Rev. Justin Spaulding organizou no Rio de Janeiro, entre estrangeiros, uma congregação com cerca de 40 pessoas e em junho abriu uma Escola Dominical com 30 alunos, dos quais alguns eram brasileiros, ensinados na sua própria língua. Mas o espírito de Raikes, em criar um “instituto bíblico infantil”, somente surgiu dezenove anos mais tarde, através do casal de missionários escoceses independentes, Robert e Sarah Kalley. Eles são considerados os fundadores da Escola Dominical no Brasil. Em 19 de agosto de 1855, na cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro, eles dirigiram aquela que é considerada a primeira Escola Dominical em terras brasileiras. Sua audiência não foi grande: apenas cinco crianças assistiram àquela aula. Mas foi suficiente para que seu trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Evangélica Fluminense, marco da Igrejas Evangélicas Congregacionais no Brasil. Hoje, no local onde funcionou a primeira Escola Dominical do Brasil, acha-se instalado um colégio (Colégio Opção, R. Casemiro de Abreu - segundo informações da Igreja Congregacional de Petrópolis). Mas ainda é possível ver o memorial que registra este tão singular momento do ensino da Palavra de Deus em nossa terra. O programa de disciplinas das EBD é geralmente determinado pelo departamento de educação e pode envolver estudo sistemático de livros bíblicos, bem como fundamentos doutrinários ou temas relacionados com grupos específicos, como classes para casais, para adolescentes, para novos adeptos ou para catecúmenos; sempre baseados em fundamentos bíblicos. Currículo Evolução no Currículo e nos Métodos No começo do movimento, ensinava-se às crianças a ler e a escrever, e então a Bíblia lhes era ensinada com proveito. Essa função foi sendo abandonada, à medida que as escolas públicas se foram ocupando da alfabetização. Assim, a Bíblia tornou-se, virtualmente, o único material exposto na Escola Dominical, contando o dinheiro recolhido e quantos alunos frequentam, divididos por classes, a Escola Dominical. Entrementes, a educação religiosa tem assumido um escopo mais amplo, e escolas regulares têm-se tornado uma das funções de muitas igrejas. Isso tem feito a Escola Dominical tornar-se mais especializada. Várias denominações têm uma literatura especial (revistas), bem como alguma forma de apresentação sistemática de estudos bíblicos. Em algumas escolas também são debatidos temas seculares sob a ótica doutrinária de cada denominação. Antigas revistas de escola dominical utilizadas pela Assembléia de Deus Os métodos didáticos utilizados são os comuns a outras práticas educativas: de acordo com a faixa etária da classe são utilizados elementos como vídeo, esquetes, marionetes, música, além das tradicionais brochuras com 13 lições que giram em torno de um tema central e que são utilizadas em praticamente todas as escolas dominicais, sendo geralmente produzidas por uma editora vinculada à própria denominação. Objetivos da Escola Dominical Evangelização - Fornecer aos novos convertidos e a membros da igreja estudo bíblico. Santificação - Ensinar os fiéis a viverem de acordo com os princípios bíblicos defendidos pela denominação. Serviço - Preparar e incentivar os membros a servir ao Senhor de diferentes formas: evangelizando, apoiando os enfermos e necessitados enfim trabalhar na obra tendo amor por ela e assim alcançar almas para o reino. Organização A distribuição de departamentos e classes geralmente se faz em função da idade e do gênero dos alunos. Na maioria das igrejas protestantes há pelo menos 3 turmas infantís (por exemplo: uma turma de 1 a 3 anos, outra de 4 a 7 anos e mais uma de 8 a 11 anos) somadas a uma turma de adolescentes (para alunos entre 12 e 18 anos), uma turma de jovens (que geralmente aceita fiéis até 30 ou 35 anos e em geral não recebe casados). Os casados e adultos maiores de 30 anos geralente são divididos em duas turmas, de acordo com o gênero, mas também há igrejas que reúnem homem e mulheres casados em uma só turma. Os professores das escolas dominicais são geralmente membros leigos e com larga experiência religiosa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Dominical































          HOMENAGEM ESPECIAL ÀS CRIANÇAS DE JARDIM GUARATIBA



                   AMANHÃ SERÃO ELES CONTANDO ESTA HISTÓRIA!