segunda-feira, 29 de março de 2010

DEUS CUIDARÁ DE TI

Era um domingo pela manhã em 1904. O Rev. Walter Stillman Martin, pregador apreciado, freqüentemente convidado para séries de conferências e pregações pelas igrejas, teve um convite na cidade de Lestershire, Estado de Nova Iorque. A sua esposa Civilla, enferma e semi-inválida, e seu filho, ainda menino, estavam com ele na cidade. De repente, piorou consideravelmente o estado de saúde de sua esposa. Que fazer? Seria prudente deixá-la sozinha somente com o menino? O Pr. Martin pensou em comunicar à igreja que seria imperativo cancelar o compromisso. Quando estava pronto para fazer a ligação, ouviu a voz do filho:” Pai, se é a vontade de Deus que você vá pregar hoje na igreja, ele não poderá tomar conta da mamãe enquanto você estiver ausente?”
O Pr. Martin não fez a ligação. Aquela voz do seu filho afastou, de repente, todo o seu temor. Sim, Deus seria capaz de cuidar dela! A voz da sua esposa ajuntou-se à do menino: ”Deus cuidará de mim.” O Pr. Martin deixou a mulher e o filho aos cuidados de Deus e foi pregar. Houve muitas conversões! Sentia a mão de Deus abençoando-o poderosamente naquele dia.
Chegando ao lar, qual a sua felicidade! O seu filho trazia na mão um envelope com uma poesia escrita no dorso com o título "Deus Cuidará de Ti”. "A pergunta que nosso filho fez e a simplicidade de sua fé me inspirou essas estrofes”, explicou Civilla. O seu marido também compartilhou as bênçãos que havia recebido. O Pr. Martin, apanhando o poema sentou-se ao órgão. Dentro em pouco estava composta a melodia. Este hino maravilhoso sobreviveu ao casal, e até hoje nos conforta em cada angústia e cada tribulação.
Walter Stillman Martin( 1862- 1935) formado na Universidade de Harvad, foi ordenado ao ministério batista, mais tarde unindo-se à Igreja Discípulos de Cristo. Tornou-se professor de Bíblia na Faculdade Cristã Atlântica, em Carolina do Norte. Casou-se com Civilla Dufee Holden, e em 1919 fixaram residência em Atlanta, Estado de Geórgia, enquanto publicou outros hinos do estilo “gospel hymns”.
Civilla Durfee Martin (1866- 1948), nascida na província de Nova Scotia, no Canadá, por muitos anos foi professora da rede pública. Recebeu educação musical. Civilla, embora nunca tivesse boa saúde, colaborou com seu marido nas suas campanhas até a morte dele.
O nome da melodia, GOD CARES (Deus Cuida), reflete a mensagem do hino composto pelo casal Martin. Foi publicado no hinário Songs of Redemption and Praise( Cânticos de Redenção e Louvor), em 1905, compilado por Martin e John A. Davis, fundador e presidente da Escola de Treinamento Prático na Bíblia em Lerstershire, Estado de Nova Iorque.
Salomão Luiz Ginsburg traduziu este hino em 1905, dedicando a tradução a Francis M. Edwards, missionário batista no Brasil de 1907 a 1924. Certamente com esta tradução Ginsburg procurava escorajar e fortificar a fé de Edwards, que passava por dias difíceis. Por alguma razão, ele publicou sua versão somente em 24 de outubro de 1912, em O Jornal Batista, na página 6.
Bibliografia: Porto Filho, Manoel: História e Mensagem dos Hinos que Cantamos, Teresópolis, RJ, Casa Editora Evangélica, 1962, p 15-18


"Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pedro 5:7).

DEUS CUIDARÁ DE TI

Não desanimes!
Deus proverá;
Deus velará por ti.
Sob suas asas
Te acolherá,
Deus velará por ti

Deus cuidará de ti,
Na tua dor,
Com todo amor,
Jamais te deixará;
Deus velará por ti

Se no teu peito
Vibrar a dor,
Deus velará por ti.
Tu já provaste
Seu Grande amor,
Deus velará por ti.

Nos desalentos,
Nas provações,
Deus velará por ti.
Nas desventuras,
Nas tentações
Deus velará por ti.

Como estiveres,
Não temas, vem!
Deus velará por ti.
Teu Pai bondoso
Te espera além,
Deus velará por ti.



sexta-feira, 26 de março de 2010

CHUVAS DE BÊNÇÃOS

"... e farei descer a chuva a seu tempo; chuvas de bênção serão. E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o SENHOR,"

(Ezequiel 34:26 e 27)

TRADUTOR

Era 10 de junho de 1890, Salomão Ginsburg olhava pela portinhola do navio atracado no porto do Rio de janeiro. A sua frente via as luzes da cidade e do novo país para onde Deus o mandara. Pela manhã estaria em terra firme. Quanta emoção experimentava com esta expectativa! Quantas recordações! Lembrava do seu primeiro lar na Polônia, do seu pai rabino que observou quando ele se tornou crente, da sua mãe que cuidou que ele tivesse uma educação privilegiada na Alemanha, e que fosse para a Inglaterra ficar com seu tio e aprender a arte de tipografia. Lembrou-se do seu primeiro encontro com judeus convertidos, sua própria conversão e as duras penas que sofreu alegremente para compartilhar sua nova fé.

Agradeceu a Deus pelos anos de treinamento para o ministério, e por sua noiva, que o despertou para missões, e que esperava segui-lo mais tarde. Pensou nos seis meses que passou estudando português em Portugal, do panfleto polêmico que conseguiu publicar com a ajuda de Joseph Jones, e a sua distribuição que criou a necessidade de sair de Portugal para não ser preso. Agradeceu a Deus por tudo isso. Sentiu que a sua vida e o seu ministério apenas começavam, que Deus faria grandes coisas nesta nova terra.

Folheando um hinário que trouxera da Inglaterra, viu o hino Showers of Blessings (Chuvas de Bênçãos), que o levou a pensar: “Até agora as bênçãos que recebi foram somente gotas em face às Chuvas de Bênçãos que hão de vir”. Tomou sua pena e se pôs a traduzir esta mensagem na sua nova língua, que estudara tão diligentemente nos últimos seis meses. Deu graças a Deus por sua aptidão e experiência em línguas neste longo caminho que trilhara. Finalmente, estava satisfeito. Seu primeiro hino traduzido para o português estava completo! Mostraria para seu companheiro de viagem, o evangelista português, Henry Maxwell Wright, para revisão e correção.

Salomão Luiz Ginsburg não podia saber que este hino seria o primeiro entre 105 letras e traduções que faria nos anos à sua frente; que ele seria o “Pai do Cantor Cristão”; que deixaria nos 37 anos que Deus lhe daria neste grande país, não somente a herança de um grande número de brasileiros salvos, de igrejas fundadas, de publicações, de escolas para treinamento de obreiros, de convenções, mas a herança inestimável de hinodia brasileira. Certamente as “gotas” que já recebera se transformariam em verdadeiras Chuvas de Bênçãos, na verdade, numa grande inundação de bênçãos que Deus proporcionaria através da sua vida totalmente dedicada a Ele.

Este hino, cujo título em inglês é THERE SHALL BE SHOWERS OF BLESSINGS, foi escrito pelo major Daniel Webster Whittle, em 1883, militar e comerciante que se transformou em evangelista e hinista. A melodia foi composta por James McGranahan, que compartilhava o ministério de Whittle como músico, depois da trágica morte de Philip Paul Bliss. Ira David Sankey publicou o hino pela primeira vez, na sua coletânea Gospel Hymns N° 4 em 1883 e o incluiu em todas as edições que se seguiram. O nome da melodia apareceu desde sua primeira publicação. Seguiu-se também a publicação do hino nas diversas edições do Sacred Songs and Solos, que Sankey publicou na Inglaterra. Existe também a tradução de Salomão Luiz Ginsburg, produzida em 1890 a qual teve a revisão de Henry Maxwell Wright. Esta tradução é a que faz parte de diversos hinários em lingua portuguesa.

AUTOR

Daniel Webster Whittle

(1840-1901)

Pseudônimos: El Nathan, Elias Nathan, W. W. D. Nasceu no dia 22 de Novembro de 1840 em Chicopee Falls, Massachusetts. Faleceu no dia 4 de Março de 1901, Northfield, Massachusetts, onde se contra enterrado.

Na sua vida civil Daniel Webster Whittle era conhecido como Daniel Webster. Entretanto, em razão da sua atuação na Guerra Civil Americana, onde ocupou o posto de Major no Exército, passou a ser chamado de: Major Whittle. Quando começou a Guerra Civil Americana, D. W. Whittle saiu de New England, onde residia e foi para o estado americano da Virginia, onde assumiu o posto de Tenente numa Companhia do Regimento de Massachussets. Sua mãe era uma crente fervorosa e ao preparar sua mochila, colocou também um Novo Testamento. Ao se despedirem ela chorou muito e fez uma oração. Durante as batalhas Whittle viu muitas cenas tristes, participou de vários combates e num deles foi atingido. Na noite daquele mesmo dia teve seu braço direito amputado acima do cotovelo. A medida que se recuperava, sentiu vontade de ler alguma coisa. Procurando na sua mochila, encontrou o Novo Testamento que sua mãe havia colocado. Leu todos os livros, na seqüência: Mateus, Marcos, Lucas, até o Apocalipse. Cada assunto era muito interessante para ele. E para sua surpresa, percebeu que conseguia entender de uma maneira como nunca havia acontecido antes. Ao terminar de ler o livro de Apocalipse, começava a ler tudo de novo. E assim foi durante vários dias, lendo, relendo e aumentado o seu interesse, mesmo não sentindo vontade de se tornar cristão, mesmo estando convicto de que única maneira de se tornar salvo seria através de Jesus Cristo.

Apesar da sua convicção, não havia dentro de si, qualquer plano ou propósito de aceitar a Jesus como seu Salvador. Certa noite foi acordado pelo enfermeiro, que disse:

“Tem um rapaz lá no fundo da enfermaria, um dos seus soldados, que está a beira da morte. Ele insistiu comigo nas últimas horas, para que eu ore por ele ou traga alguém para orar. Eu não agüento mais. Sou um pecador e não posso fazer isso. Então decidi procurar o senhor”.

Então o Major Whittle respondeu que ele também não poderia orar, porque nunca tinha orado na sua vida. Disse também que ele era tão pecador quanto o enfermeiro.

“Não posso orar”, respondeu.

O enfermeiro insistiu:

“Como não! Eu tinha certeza que o senhor era uma pessoa de oração. Eu sempre vi o senhor lendo o Novo Testamento! Além do mais, o senhor é única pessoa nesta enfermaria que eu nunca vi amaldiçoar. E agora, o que eu devo fazer? Não existe mais ninguém a quem recorrer! Eu não posso voltar pra lá sozinho. De qualquer forma, o senhor não pode se levantar e vir comigo?”

Movido pelo apelo que lhe foi feito, o Major Whittle concordou, levantou-se da sua maca e foi com ele até o fundo da enfermaria. Lá estava um garoto de 17 anos de idade, morrendo! No seu rosto, havia uma expressão de extrema angústia, desespero, aflição. Fitou os olhos do Major e disse:

“Por favor, ore por mim! Estou morrendo. Eu fui um bom garoto. Meus pais são membros da igreja. Eu ia sempre à Escola Dominical e tentei ser um bom rapaz".

"Mas depois que me tornei um soldado, aprendi a fazer coisas erradas e me tornei um pecador. Bebi, jurei, joguei e andei em más companhias. Agora, estou morrendo e não estou preparado pra morrer. Por favor, peça para que Deus me perdoe! Ore por mim. Peça para Jesus me salvar”.

Ouvindo as súplicas daquele garoto, que tanto quanto ele havia sido ferido em batalha, o Major Whittle ouviu nitidamente dentro de sua alma Deus falando através do Seu Espírito Santo:

“Você sabe o caminho da Salvação. Ajoelhe-se agora mesmo e aceite a Jesus, e ore por este rapaz”.

O Major Whittle caiu de joelhos e segurou a mão do rapaz. Tropeçando nas palavras, confessou seus pecados e pediu a Deus para perdoá-lo. Ali mesmo acreditou que foi perdoado e que já era filho de Deus! Em seguida, orou fervorosamente a Deus pedindo pelo rapaz. O rapaz ficou em silêncio com sua mão agarrada à mão do Major Whittle, enquanto ele ainda rogava ao Pai. Quando o Major Whittle levantou-se o rapaz já estava morto! O seu rosto mostrava um semblante tranqüilo. Naquele exato momento o Major pensou:

”o mesmo Deus que usou aquele jovem para me conduzir à salvação, usou-me para atrair a atenção daquele rapaz para que através do sangue precioso de Cristo ele fosse salvo. Espero encontrá-lo no céu”.

Bem mais tarde ele afirmaria:

“Muitos anos já se passaram desde que isso ocorreu no Hospital Richmond. E eu ainda continuo confiando e confessando o nome do Senhor Jesus Cristo e pretendo, pela graça de Deus, continuar assim, até o dia que ele me conduza ao lar celestial”.

Extraído dos registros feitos por Pickering: Twice-born men (Homens que nasceram duas vezes).

Depois da Guerra, o Major Whittle pertenceu ao Elgin Watch Company, de Chicago, Illinois. Em menos de 10 anos iniciou seu ministério evangelístico. Durante este período trabalhou com os músicos Phillip P. Bliss e James McGranahan. Sua filha, May Moody também compôs algumas músicas para as letras de sua autoria. Certa ocasião, falando sobre a sua decisão em dedicar sua vida inteiramente ao evangelho, ele disse:

“. . . eu costumava ir aos lugares mais calmos e silenciosos e na tranqüilidade desses lugares entregava minha vida ao meu Pai Celestial para que fosse usado da maneira que Ele quisesse.”

COMPOSITOR

James McGranahan

(1840-1907)

Pseudônimo: G.M.J.

Nasceu no dia 4 de Julho de 1840 em West Fellowfield, próximo de Adamsville, Pennsylvania, sendo de descendência irlando-escocesa. Seu pai, George McGranahan, era fazendeiro, por isso, Kirkpatrick passou sua infância na fazenda. Quando já tinha idade suficiente, iniciou aulas de canto e logo se revelou como um dos mais talentosos e respeitados alunos, tendo mesmo organizado sua própria escola de canto, já aos 19 anos de idade. Tornou-se logo, um dos professores mais conhecidos da região. James McGranahan foi um músico americano de muito talento e culto que viveu de 1840 a 1907. Ele era dotado de uma preciosa voz tenor e estudou entre 1861 e 1862 com eminentes mestres, tais como T. E. Perkins, Carlo Bassini, os quais deram conselho para que se dedicasse à ópera. Certamente, este conselho deve ter despertado sua imaginação, produzindo uma deslumbrante expectativa de fama e fortuna. E ele tinha certeza o tempo todo, que só dependia dele. Em 1862 associou-se a J. G. Towner, e por dois anos fizeram concertos e turnês pelos estados de Pennsylvania e Nova Iorque, trazendo muita satisfação no trabalho que era desenvolvido. Continuou seus estudos, agora sob os cuidados de Bassini, Webb, O'Neil, e outros, esmerando-se na arte de ensinar, com o príncipe dos mestres, Dr. Geo. F. Root, a arte da regência com Carl Zerrahn, harmonia com J. C. D. Parker, F. W. Root, e mais tarde, Geo. A. Macfarren, de Londres. Em 1875 aceitou o cargo de gerente do Instituto Musical Normal de Root, atuando na qualidade de Diretor e Professor por três anos, tendo o Dr. Root como Chefe. Durante este tempo angariou destacada reputação no seu trabalho e pelo seu brilho, na música clássica e de coral e cânticos sabatinos publicados de vez em quando. A esta altura, seu preparo para uma carreira de sucesso já estava consolidado. Havia se tornado um músico culto e dotado de uma reputação que crescia a cada dia, com sua performance solo atraindo muita atenção.

Sua belíssima e rara voz de tenor deixava seus ouvintes perplexos e maravilhados, tendo sido objeto de propostas até de seus mestres, para que se tornasse cantor de ópera, na qual sem dúvida, iria obter projeção e dinheiro.

Colheita para o Mestre

Mesmo as festividades do Natal, de Dezembro de 1876 não conseguiam afastar da sua mente o bilhete que seu amigo Philip havia escrito para a ele apenas alguns dias antes do feriado. Leu repetidas vezes e quase decidiu se render à urgência daquela mensagem, porém, não o fez de imediato. Seus sonhos e ambição pessoal ainda eram demasiadamente preciosos. Como podia desistir?

McGranahan era cristão e tinha um amigo crente, que se chamava Philip Paul Bliss, o qual estava muito preocupado com ele. Este amigo também era um músico talentoso o qual teve muitas experiências parecidas quando foi cantor na sua juventude. Contudo, sentiu-se tocado pela chamada do Senhor na sua vida e rendeu-se à Ele, dedicando-se em tempo integral à sua obra. Apesar de ser apenas dois anos mais velho do que McGranahan, Philip Bliss, com 38 anos, já tinha doze anos de dedicação ao trabalho cristão. Na época, servia como cantor solista do evangelista Major D. W. Whittle. Ah, E como ele se sentia tocado quando as multidões que se juntavam para as campanhas, eram impactadas pelo mover do Espírito Santo através da música! E como almejava que seu amigo James também tivesse essa mesma experiência! Philip Bliss e sua esposa estavam se preparando para uma viajem para a Pensylvania para passar o Natal em casa. Havia muito a ser feito, mas em meio a tanta agitação e preocupações, Bliss sentiu-se estranhamente compelido a fazer uma breve interrupção e escrever uma carta para o seu amigo, McGranahan. Pensava muito nele, que tinha 36 anos de idade, que ainda estava estudando música e se preparando. Preparando-se para o que? Para ser cantor de ópera ou para servir ao Senhor? Na medida em que escrevia, Bliss orou para que o Senhor entregasse à ele as palavras corretas. Ele sabia que Deus tinha um plano na vida de James e tinha um desejo muito grande no seu coração, que ele tomasse a decisão correta. Finalmente, a carta ficou pronta. Necessitando de coragem e aprovação para o que estava escrito, leu a carta para o Major Whittle. No texto, ele comparava a longa formação musical de McGranahan, à um homem afiando sua foice para a colheita. O ponto culminante do assunto, foi quando escreveu:

"Pare de afiar a foice e venha colher para o Mestre!"

A carta foi enviada e logo alcançou seu destino. As palavras tocaram James McGranahan como nunca tinha acontecido antes. Não conseguia pensar em nada mais.

"Colher para o Mestre... colher para o Mestre... colher para o Mestre!"

Dia e noite as palavras estavam diante dele. Uma semana mais tarde, dia 19 de Dezembro de 1876, o homem que havia escrito estas palavras estava morto. O trem em que viajava Philip Paul Bliss e sua esposa, com destino a Chicago, onde tinha um compromisso para cantar no Tabernáculo Moody, sofreu um acidente na ponte Ashtabula, Ohio. A composição caiu de uma altura de 20 metros e pegou fogo. Entre as 100 pessoas que pereceram no desastre, estava o cantor evangélico, de 38 anos de idade, Philip P. Bliss e sua esposa. Assim que ficou sabendo da tragédia, James McGranahan foi imediatamente para o local do acidente. Foi alí que encontrou, pela primeira vez, o Major Whittle.

Mais tarde o evangelista iria se recordar daquele momento:

"Aqui, na minha frente, está o homem que Bliss escolheu para ser seu sucessor."

Os dois homens fizeram a viajem de volta para Chicago, juntos. Na viajem, conversaram muito. Antes de chegar a Chicago, James McGranahan decidiu entregar sua vida, seus talentos e tudo o que tinha para servir ao Senhor. Ele decidiu "colher para o Mestre!"

O mundo evangélico perdeu uma estrela naquele dia do acidente, mas o cristianismo ganhou uma de suas mais doces vozes evangélicas. James Granahan foi grandemente abençoado e usado nas campanhas evangelísticas nos Estados Unidos, Inglaterra e Irlanda.

Faleceu no dia 9 de Julho de 1907 em Kinsman, Ohio, onde se encontra enterrado.

Fonte:

JUERP (Casa Publicadora Batista)

http://harpadigital.jimdo.com/algumas-histórias/



CHUVAS DE BÊNÇÃOS

Tradução: Salomão Luiz Ginsburg


Chuvas de bênçãos teremos:
É a promessa de Deus;
Tempos benditos veremos,
Chuvas de bênçãos dos céus.


Coro
Chuvas de bênçãos!
Chuvas de bênçãos dos céus !
Gotas benditas já temos;
Chuvas rogamos a Deus.

Chuvas de bênçãos teremos:
De Vida, paz e perdão;
Os pecadores indignos
Graça dos céus obterão.

Chuvas de bênçãos teremos,
Manda nos, ó Senhor !
Dá-nos o gozo dos frutos
Doa Teus ensinos de amor. S.L.G.




terça-feira, 23 de março de 2010

MEU NOME NA ORAÇÃO

Mesmo eu tendo nascido em “BERÇO CRISTÃO”, esse hino sempre me tocou muito.
Hoje se fala Blue Ray, Dvd, Cd, mas no inicio da década de 70, o que fazia sucesso mesmo era a VITROLA e eu era um menino de muita sorte, ganhei uma vitrola e o que é melhor um Disco Compacto de 33RPM, que era dos que a minha vitrolinha tocava.
Sinceramente, não achei uma só linha de história nem da música, nem do autor dela, mas a mensagem é muito maior que aquilo que nela está escrito.
Muito pedem conversão dos filhos que estão nas drogas, outros querem a conversão dos que se prostituíram ou que levam uma vida desregrada, viver ouvindo esta musica me fez entender que ter uma cobertura de oração é fortaleza para todos os filhos, cristão ou não, filhos, irmãos, pais, amigos, desconhecidos.
Ter uma cobertura de oração é como ter uma proteção maior, uma capa impenetrável as dores que afligem a nossa sociedade mas, alem de sermos cobertos pela oração e alem de cobrirmos os nossos entes por nossas orações, precisamos que eles saibam que não estão sozinhos.
“DEUS CAMINHA TODO O TEMPO AO NOSSO LADO!”
MEU NOME NA ORAÇÃO
1. Quando inda eu tinha a vida em flor,
Na mocidade vã,
Nos dias sem cuidado ou dor,
De vida folgazã,
Eu vi, ao suave anoitecer,
De joelhos, minha mãe,
E num suspiro ouvi-lhe, então,
Meu nome na oração.

CORO: Meu nome na oração,
Meu nome na oração!
Ouvi dos lábios de mamãe,
Ouvi meu nome na oração!

2. Não dei então, nenhum valor
À prece de mamãe,
Mas comoveu-me o coração
Sentir seu grande amor;
E quando a vida se tornou
Repleta de amargor,
Em vão eu quis ouvir então
Meu nome na oração.

3. Eu prossegui, sem atender
À terna voz de Deus,
Que me queria converter,
Levar-me ao seio Seu;
Mas quando o meu pecado eu vi,
Perdido me senti;
Então lembrei com emoção,
Meu nome na oração.

4. Aquele aflito coração,
Na terra há muito jaz,
Mas traz-me ainda sempre paz
Lembrar a oração;
E lá no Céu, mamãe e eu
Louvores vamos dar
A Deus, que em Sua compaixão,
Ouviu a oração.


sábado, 13 de março de 2010

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança



O maior lema deste Blog é “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Lm 3:21” e de fato, aquilo que me puder dar esperança de ver nossa música, a melhor música, melhorar ainda mais de qualidade, inda que a quantidade deixe a desejar, eu tenho tentado fazer e prometo que não esmorecerei, o Senhor me ajudando.

Daí foi que me lembrei de alguns dos corinhos que embalavam os cultos na Igreja Metodista em Jardim Damasco, quando o Pastor Jorge Ferreira de Souza, também conhecido como Jorjão, era pastor de lá.

Volta e meia, em pleno culto, o abençoado pastor “puxava” um versinho de um corinho muito antigo, como este que é uma afirmação de fé pouco comum hoje em dia, de tão cantada que foi durante algum tempo, hoje faz parte da Harpa Cristã:


Vitória Deus dará a mim, eu sei,
Vitória Deus dará a mim, eu sei.
Se eu andar em plena luz,
Confiar só em Jesus,
Vitória Deus dará a mim, eu sei.

Este ele sempre cantava com a Igreja ao findar a Escola Dominical (que a beleza de Cristo)


Que a beleza de Cristo se veja em mim
Toda sua admirável pureza e amor
Ó Tu, Chama Divina
Todo meu ser refina
Té que a beleza de Cristo se veja em mim






Confesso que não conheço histórias de origem destes corinhos, mas conheço o “poder” que há neles.

Lembrei dos corinhos passando em uma loja que vendia espelhos e depois em casa ouvindo um “jingle” de propaganda do natal passado. (Minha pequena luz)

Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Minha pequena luz, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!

Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Na minha vida vou, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!

Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Aonde quer que eu vá, eu vou deixar brilhar
Deixar brilhar, deixar brilhar, deixar brilhar!

Brilhar, brilhar, brilhar, brilhar, brilhar!

Que tem outras versões.





Então o terceiro surgiu naturalmente quando comecei a juntar os demais. (A começar de mim)

A começar em mim

Quebra corações

Pra que sejamos todos um

Como tu és em nós

Onde há frieza

Que haja amor

Onde há ódio o perdão

Para que seu corpo

Cresça assim

Rumo a perfeição


quarta-feira, 3 de março de 2010

VENCENDO VEM JESUS

Foi no outono de 1861 que a escritora Julia Wad Howe e seu marido, médicos a serviço do governo dos Estados Unidos, mudaram-se para Washington D.C., capital. Julia, abolicionista, mas pacifista, angustiou-se ao ver a atmosfera de ódio e as preparações frenéticas para uma guerra entre os Estados. Dia após dia as tropas passaram por sua porta, cantando John Brown’s Body (O Corpo de John Brown), canção de melodia contagiante que contava a história da morte de John Brown, com alguns dos seus filhos, num violento esforço individual para acabar com a escravidão. Um dia, enquanto ouviam as tropas cantando, um visitante do casal, o pastor da sua igreja anterior, conhecendo a sua habilidade de poetisa, virou-se para Julia e a desafiou: "Porque a senhora não escreve palavras decentes para aquela melodia?" "Farei isto!" respondeu Julia. As palavras vieram a ela antes do novo amanhecer. A senhora Howe relata:
"Acordei na penumbra da madrugada, e enquanto esperava a aurora, as linhas do poema começaram a se entrelaçar na minha mente. Disse a mim mesma, 'Preciso me levantar e escrever estes versos, para não tornar a dormir e perde los! ' Então me levantei e no escuro achei uma pena desgastada, que me lembrei de ter usado o dia anterior. Rabisquei os versos quase sem olhar o papel."
Assim nasceram palavras "decentes" e empolgantes para aquela melodia muito conhecida, que surgira nos Camp Meetings do Sul anos antes da guerra civil. Em pouco tempo, todo o Norte estava cantando a letra de Julia Ward Howe. O hino foi publicado no periódico mensal Atlantic Monthly (Revista Mensal Atlântico) em Boston, Estado de Massachusetts, em fevereiro de 1862. Conta-se que a primeira vez que o presidente Lincoln ouviu o hino, chorou e pediu: "Cante-o mais uma vez."
Ao longo dos anos, o hino perdeu qualquer resquício de partidarismo e tornou-se um dos hinos mais amados dos Estados Unidos. Arranjos maravilhosos deste hino foram feitos por compositores de renome e cantados nos momentos mais solenes do país. Foi cantado na posse do Presidente Lyndon Johnson, e, tornando-se internacional, no culto funerário de Winston Churchill, como planejado por ele mesmo.
Julia Ward Howe, (1819-1910) nascida em Nova Iorque numa família de distinção, se uniu com seu marido, o Dr. Samuel Gridley Howe, em obras humanitárias. Foi pioneira no movimento para o voto feminino, abolicionista ardente, pacifista e muito ativa nas obras sociais. Tornou-se oradora destacada de muita influência. Em 1870, organizou uma cruzada com este alvo: que as mulheres do mundo se organizassem para acabar com a guerra de uma vez por todas. Pregava freqüentemente na sua denominação e em outras, Julia publicou, entre outros escritos, três volumes de poesia. Em 1910, doze dias antes da sua morte, foi lhe conferido um Doutorado em Direito (honoris causa) em homenagem às suas muitas realizações humanitárias.
Nas mãos do inesquecível Ricardo Pitrowsky este hino tornou-se um hino triunfante da volta de Jesus, assunto que empolgava este servo de Deus. Sua excelente adaptação da letra de Julia Wrd Howe fez o hino amado em toda a nação brasileira. Ao fazê-la Pitrowsky escreveu:
"Este hino é a expressão da gloriosa esperança da segunda vinda de Jesus a este mundo, para ser, no fim, vitorioso sobre todas as forças do maligno. Isto nos dá coragem para proceder na sua obra."
O nome desta melodia americana, BATTLE HYMN (Hino da Batalha), vem das primeiras palavras do título do hino no original
Bibliografia: Pitrwsky, Ricardo. In: Paula, Isidoro Lessa de, Early Hymnody in Brazilian Baptist Churchs, Fort Word, School of Church Music, Southwestern


uma coisa que gosto de observar nos hinos evangélicos é que, muitas vezes, seus tradutores e adaptadores, não sei ainda por que exatamente, nos proporcionam, para um só original, duas ou mais letras fantásticas.
E é por isso mesmo que, nesse caso apresento as letras do Hinário Evangélico e uma outra que julgo muito agradável.

H.A. 152
Já refulge a glória eterna
De Jesus o Rei dos Reis
Breve os reinos deste mundo
Ouvirão as Suas leis
Os sinais da Sua vinda
Mais se mostram cada vez
Vencendo vem Jesus

Coro.
Glória, glória, aleluia
Glória, glória, aleluia
Glória, glória, aleluia
Vencendo vem Jesus

O clarim que chama os crentes
À batalha já soou
Cristo à frente do Seu povo
Multidões já conquistou
O inimigo em retirada
Seu furor patenteou
Vencendo vem Jesus

E por fim entronizado
As nações há de julgar
Todos grandes e pequenos
O Juiz hão de encarar
E os remidos triunfantes
Em fulgor hão de cantar
Vencido tem Jesus



H.E.312
Quando à alma sequiosa
Chega a voz do Salvador
Eis que logo reconhece
Ser Jesus o seu Senhor;
Mas se o "eu" quer levantar se
E mostrar algum valor
Vencendo vem Jesus

Glória, glória, aleluia
Vencendo vem Jesus

Neste mundo havemos crente,
De ter sempre algum pesar,
Mesmo lutas, dissabores
Nossa paz vem perturbar,
Mas se o mal nos ameaça
De alegria nos roubar,
Vencendo vem Jesus

Da vaidade fiéis servos,
Lutam por fazer nos seus;
Muitas vezes nos assaltam
Os modernos farizeus.
Mas se alguém procura ver nos
Sem a graça do bom Deus,
Vencendo vem Jesus!



"E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos." Apocalipse 11:15