quarta-feira, 30 de junho de 2010

SEU MARAVILHOSO OLHAR

E Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível. Mt 19:26


John Willard Peterson (ver nr. 142) proporcionou centenas de hinos e dezenas de cantatas para as igrejas evangélicas ao redor do mundo por mais de três décadas. No Brasil, de Norte a Sul, ouve-se á sua música. De todas as cantatas de Peterson, Maior Amor, escrita em 1958, talvez seja a mais cantada no Brasil, deste gênio da música sacra que compôs sua música sempre lembrando as possibilidades e limitações dos musicistas das igrejas locais. A eternidade revelará o quanto sua vida tem tocado as vidas de pessoas no mundo inteiro.

No prefácio desta cantata, John Peterson escreveu o seguinte:

O maior e mais sublime elemento do universo é o amor. O acontecimento principal da história humana é o Calvário, onde o Maior Amor de Deus pela humanidade foi profundamente expresso na morte vicária do Seu Filho Unigênito, (...). Lançamos esta obra pedindo a Deus que ela seja instrumento de luz e vida para corações endurecidos pelo pecado. Para que cristãos que a cantem ou a ouçam sejam, novamente, cheios de gratidão a Deus pelo Calvário, levados a oferecer suas ofertas de gratidão e louvor a ele que “nos amou e se deu a si mesmo por nós”.

Na cantata, logo depois da cena da morte de Cristo na Cruz, e o canto do coro “Não há maior amor que o Salvador na cruz”, um contralto ou coro feminino e coro misto cantam este hino comovente e muito cantável.

A tradução desta cantata foi feita no ano de 1968 por Joan Larie Sutton, Irmagard Rehn e Helena de Morais Teixeira, como parte da disciplina Arranjos e Composição ensinada por Joan no seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Este hino faz parte desta cantata “Maior Amor”.

Nascimento: 01 de novembro de 1921, Lindsborg, Kansas.

Falecimento: 20 de setembro, 2006.

Sueco, Peterson perdeu o pai aos quatro anos, e veio a Cristo aos 12 anos. Ele mostrou um dom musical muito cedo, escrevendo sua primeira canção, ainda no último ano do ensino médio. Na Segunda Guerra Mundial, ele serviu no Army Air Corps, voando a rota de abastecimento do Himalaia na China. Após a guerra, ele participou Moody Bible Institute e da American Conservatory of Music, em Chicago, Illinois (graduado em 1953). Em 1954, ele foi trabalhar para a música Singspiration Companhia em Montrose, Pennsylvania. Quando Zondervan Publishing House Singspiration a comprou em 1963, Peterson se mudou para Grand Rapids, Michigan, onde atuou como presidente e editor-chefe por mais de uma década. Mais tarde, atuou no conselho de Vida Familiar Radio Network, em Tucson, Arizona. Ele foi internado no Gospel Music Hall of Fame em 1986.

http://www.cyberhymnal.org/bio/p/e/t/peterson_jw.htm

Bibliografia: Peterson, John Willard, Maior Amor, Rio de janeiro, JUERP, 1958, Prefácio.


1. Vivi tão longe do Senhor,
Assim eu quis andar,
Até que eu encontrei o amor
Em Seu bondoso olhar.

CORO: Seu maravilhoso olhar!
Seu maravilhoso olhar!
Transformou meu ser todo o meu viver
Seu maravilhoso olhar!

2. Seu corpo vi na rude cruz,
Sofrendo ali por mim,
E ouvi a voz do meu Jesus:
"Por ti morri assim."

3. Em contrição então voltei
À fonte deste amor.
Perdão e paz em Cristo achei;
Pertenço ao Salvador!



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quarta-feira, 23 de junho de 2010

ALVO MAIS QUE A NEVE!

Diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve. Is 1:18b


Comentário

"Quase 3.000 anos depois da queda de Davi [no pecado] não precisamos olhar longe para achar os seus sucessores!" Olhemos bem com Don Wyrtzen o Salmo em que este hino é baseado: Nesta petição muito pessoal ao Senhor, Davi reconhece que ele mesmo não pode, de maneira nenhuma, corrigir sua natureza pecadora. Somente o Deus que o criou pode purificá-lo, renová-lo e restaurá-lo. (...) Eu também preciso de uma obra profunda de Deus na minha vida. Como Davi, anseio por cirurgia radical espiritual-purificação, restauração, um coração lavado, o poder transformador do Espírito Santo e a (...) recuperação da alegria da minha salvação!

O Cordeiro de Deus pagou um preço muito alto para que nossos pecados pudessem ser perdoados e lavados. O preço foi o seu sangue, a sua morte, o tomar sobre si os nossos pecados. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus" (II Coríntios 5:21). Este mesmo sangue que nos lava e nos salva na hora em que aceitamos a Cristo como Salvador, nos perdoa e purifica dos nossos pecados confessados, dia após dia (I João 1:9). "Seja Bendito o Cordeiro" deve ser o nosso cântico todos os dias da nossa vida. Um dia, pelo sangue salvador de Jesus, também estaremos com as multidões que proclamam: "Ao que está sentado sobre o trono, e ao cordeiro, seja o louvor e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos"(Apocalipse 5:13).

O autor deste hino muito cantado pelos cristãos brasileiros foi Éden Reeder Latta. A única informação que temos sobre este autor é que nasceu em 1839. Provavelmente, o hino apareceu pela primeira vez na coletânea Sacred Songs and Solos (Cânticos e Solos Sacros) nº. 396, de Sankey em 1881. Seu título inicial foi The Blood of tue Lamb (O Sangue do Cordeiro). Esta coletânea indica que a melodia é um arranjo de H. S. Perkins. Assim, presumidos que seja da mesma data.

A excelente adaptação deste hino, feita em 1914, é uma das quase 200 produções do dinâmico evangelista e hinista Henry Maxwell Wright. Como muitas outras, foi incluída em quase todos os hinários evangélicos brasileiros.

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Bibliografia: Wyrtzen, Don - Fugue on Forgiveness: Musician Looks at the Psalms, Grand Rapids, MI, Zondervan Publishing House, 1988, p. 231.

AUTOR

Eden Reeder Latta (1839-1915)

Nasceu no dia 24 de Março de 1839 em Haw Patch, Indiana e faleceu nodia 21 de Dezembro de 1915 em Guttenberg, Iowa, onde se encontra enterrado no cemitério da cidade.

Amigo de infância de William A. Ogden, Latta foi professor, por algum tempo, nas escolas públicas de Colesburg, Iowa. Escreveu mais de 1600 hinos durante sua vida.

COMPOSITOR

Henry Southwick Perkins (1833-1914)

Nascido no dia 20 de Março de 1833 em Stockbridge, Vermont, Henry faleceu no dia 20 de Janeiro de 1914, na cidade de Chicago, Illinois.

Herdou seu talento musical dos seus pais. Seu pai foi um notável professor de canto e sua mãe uma excelente vocalista. Recebeu seus primeiros ensinos do seu pai e, quando jovem, frequentou uma das melhores escolas literárias. Sua educação musical formal começou em 1857, quando ingressou na Escola de Música de Boston, onde se formou em 1861.

Durante mais de 20 anos, dedicou um tempo considerável na organização de festivais e convenções por todo os Estados Unidos, desde o estado de Maine até a Califórnia e também atuou como professor de música da Universidade de Iowa (1867-1869). Foi titular da Academia de Música de Iowa por cinco anos e titular da Escola de Música Normal de Kansas por cinco períodos de verão. Ao mesmo tempo, compôs músicas para corais, Escolas Dominicais, Escolas Públicas, Associações de Corais, Convenções e Festivais. Auxiliou na organização da Associação Nacional de Professores de Música em 1886, tendo sido seu presidente por 10 anos. Estabeleceu-se em Chicago, Illinois, em 1972 e foi um importante crítico musical para os jornais da cidade. Em 1891, fundou o Colégio Nacional de Música de Chicago.

TRADUTOR

Henry Maxwell Wright

Nascido em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1849, optou pela cidadania britânica, pois era de descendência inglesa. Associou-se ao grupo chamado Baptistas Livres.

Filho de pais ingleses por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia.

Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914. Na primeira vez a convite de J. L. F. Braga, crente brasileiro que morava na cidade do Porto. Por mais mais de 5 anos H. M. Wright foi um dos mais operosos servos de Deus entre os povos que falam a língua portuguesa. Não lhe escapou a Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores. Wright achava que Deus o queria como missionário na China - exatamente como aconteceu a Gunnar Vingren - porém, iniciou o seu trabalho em Portugal ao verificar a falta de obreiros para pregar o Evangelho entre os que falam a Língua de Camões.

Esteve várias vezes nos Estados Unidos anunciando o Evangelho de Jesus entre as colônias portuguesas. No Brasil, experimentou a infelicidade de ser preso sob a acusação de inimigo da "religião oficial", pois era poderoso pregador e após as suas mensagens aconteciam muitas conversões.

Em 1905, Wright e sua esposa Ellen fixaram residência e sede de trabalho na cidade do Porto e construíram, na capital nortenha, o salão evangélico da A.C.M. - Associação Cristã da Mocidade.

H. M. Wright era possuidor de uma bela voz, pelo que não hesitava em cantar solo nas suas reuniões evangelísticas. Dizem até, que foi dele a iniciativa de cantar "corinhos" no Brasil, forma de música ainda entre nós no culto ao Senhor. Wright contribuiu grandemente para a hinologia nacional, pois foi o autor ou tradutor de cerca de 200 hinos entre os quais alguns "corinhos". O seu nome de autor aparece em livros de cânticos tais como "Salmos e Hinos", "In Memoriam", "Cantor Cristão", "Cânticos de Alegria", "Harpa Cristã" e diversos outros hinários.

Este pregador do Evangelho, cantor e hinólogo era uma figura respeitável, de estatura elevada, voz cheia e harmoniosa, maneiras afáveis, unção de Deus, pregador que lia os hinos antes de cantar de maneira muito expressiva, ressaltando o conteúdo do texto e tomando-o como tópico para o sermão. Distinguia-se no cântico dos hinos pela expressão que sabia dar à letra.

Wright está sepultado no Cemitério Britânico do Porto, em Portugal, pois faleceu nessa cidade, no dia 23 de Janeiro de 1931.

Letra: Eden R. Latta, 1881

Música: Henry S. Perkins

Tradução: Henry Maxwell Wright

ALVO MAIS QUE A NEVE

1
Bendito seja o Cordeiro,
Que na cruz por nós morreu!
Bendito seja o Seu sangue,
Que por nós, ali verteu!
Eis nesse sangue levados,
Tendo puro o coração,
Os pecadores remidos,
Que perante seu Deus estão!
.
Coro
Alvo mais que a neve!
Alvo mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Ó meu Jesus, ficarei.

2
Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós levou!
Oh! Quão profundas as chagas,
Que nos provam quanto amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador!
A quem mais alvo que a neve,
O Teu sangue faz, Senhor!

3
Se nós a Ti confessarmos,
E seguirmos na Tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas, ó Jesus;
Lavas de todo o pecado!
Que maravilha de amor!
A nós mais alvo que a neve.
O Teu sangue faz, Senhor!

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

AMPARO DIVINO



"... tu me sustentaste pela minha mão direita."Sl 73:23



HISTÓRIA

A descrição da maneira como surgiu a inspiração deste hino, em 1879, não pode ser melhor do que nas próprias palavras da sua autora, a incomparável poeta e hinista que perdeu a visão com apenas seis semanas de vida, Fanny Crosby:

"Por um bom período de tempo, antes de eu escrever este hino, tudo parecia triste prá mim. Na realidade, foi um experiência fora do comum, porque eu sempre fui uma pessoa feliz e contente. E assim, na minha fraqueza humana, eu clamei em oração: "Querido Senhor, segura a minha mão". Quase que instantaneamente, a mais doce paz, proveniente de uma perfeita convicção, voltou ao meu coração e minha gratidão por esta prova de que minha oração foi respondida, brotou naturalmente como um cântico nas linhas deste hino."

AUTORA

Fanny Crosby

Frances Jane Crosby (1820-1915)

"E guiarei os cegos pelo caminho que nunca conheceram, fá-los-ei caminhar pelas veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz perante eles, e as coisas tortas farei direitas. Estas coisas lhes farei, e nunca os desampararei." (Isaías 42:16)

Frances Jane Crosby, filha de John e Mercy Crosby, nasceu em Southeast, Putnam County, Nova Iorque, no dia 24 de Março de 1820. Seis semanas depois, perdeu a visão em decorrência de erro médico.

Provavelmente, Fanny Crosby foi a mais talentosa, brilhante e produtiva hinista de todos os tempos. Não obstante sua cegueira, causada por um médico incompetente, ela escreveu mais de 8.000 hinos!

Sobre sua deficiência visual ela comentou:

"Parece ter sido providência divina o fato de eu ter ficado cega toda minha vida, e eu agradeço a Deus por isso. Se me fosse oferecida visão terrena amanhã, eu não aceitaria. Talvez eu não cantasse hinos para louvar a Deus se eu ficasse distraída com as coisas belas e interessantes sobre mim."

Uma das forças que influenciam o mundo é, sem dúvidas, o escritor de cânticos e hinos. Tais pessoas possuem o dom de se aproximarem mais do coração das pessoas do que qualquer outra. Onde quer que se instale o cristianismo, as inúmeras melodias de Fanny Crosby irão trazer consolo e paz aos corações dos crentes enquanto viverem.

Aos quinze anos de idade Fanny ingressou numa Instituição para Cegos em Nova Iorque, onde recebeu uma boa educação. Tornou-se professora da Instituição em 1847 e continuou seu trabalho até o dia primeiro de Março de 1858. Lecionava gramática inglesa, retórica, história Romana e Americana. Foi o período de maior desenvolvimento da sua vida.

O ano de 1850 foi marcante na sua vida, pois foi o ano em que se converteu e se consagrou ao serviço do Senhor. Acontecia naquela época, cultos de reavivamento na Igreja Metodista local. Ela descreve que: “Alguns, iam todas as noites. Entretanto, mesmo buscando a paz, eu não podia encontrá-la”. Até que numa determinada noite, dia 20 de Novembro de 1850, eu me levantei e fui sozinha. Depois da oração, a igreja começou a cantar o consagrado hino do Dr. Isaac Watts:


Oh! Quão cego andei
e perdido vaguei,
Longe, longe do meu Salvador!
Mas do céu eis desceu,
O Seu sangue verteu,
E salvou este pobre pecador.
E quando chegaram à quarta estrofe, no verso que diz:
Que feliz foi então,
este meu coração,
Conhecendo a grandeza amor;


Eu me entreguei ao Salvador e senti minha alma inundada pela luz celestial. Saltei nos meus pés clamando:
"Aleluia".

.Durante sua vida, Fanny Crosby foi uma das pessoas mais conhecidas dos Estados Unidos. Até hoje, a maioria dos hinários americanos contêm suas obras.

.Em 1858, Fanny casou-se com um professor da Instituição de Cegos de Nova Iorque, o músico cego e compositor, Alexander Van Alstyne. A única filha que tiveram, chamada Frances, morreu quando ainda era criança. Seu casamento durou 44 anos, até o falecimento de Van, em 1902.

.A biografia de Fanny Crosby é muito extensa. Ao longo dos seus 95 anos de vida, existem obviamente, inúmeros acontecimentos e experiências que, sem dúvida preencheriam páginas e mais páginas de estórias fascinantes, suficientes para escrever um livro, dependendo de quem produz o texto.

Fanny Crosby faleceu no dia 11 de Fevereiro de 1915, em Bridgeport, Connecticut, onde se encontra enterrada. No seu túmulo está escrito:

“Aunt Fanny” e “Blessed assurance, Jesus is mine. Oh, what a foretaste of glory divine”.

(Tia Fanny) e (Bendita certeza, Jesus é meu. Oh, que antecipação de glória divina).

.

Pseudônimos:

Adrienne, Cora Alstyne, Fannie Jane Andrews, A. E. Apple, James Armstrong, Alice Atherton, Rose Bell, Carrie Bethune, Catherine Black, James Black, James L. Black, James M. Blair, Henrietta E. Booth, Florence Bruce, Charles Bruce, Robert Burns, Charles Carlston, Mary Carlton, Leah Church, Fannie Craddock, Eleanor Culyer, Lyman G. Dale, Ella Dayton, Flora D. D. D. D. R. Eliot, James Edmonds, Lizzie Edwards, Lizzie F. A. N. F. J. C. F. J. V. A. Fannie Fanny Forrest, Mrs. Edna Frances, Carrie Frances, Grace J. Frances, Lillian G. Frances, S. Trevor Frances, Victoria Garnet, Jenny Glen, Jenie Gould, Frank Grinley, Mrs. Kate G. W. W. Harmon, Ruth Hawthorn, Carrie Hope, Frances Hops, Frances James, Annie James, Mary James, Sarah J. F. O. J. W. W. Judson, Myra Lankton, Martha J. Lincoln, H. N. Lindsay, W. Robert L. L. A. Lowry, Minnie B. Marion, Maude Martin, S Martin, Sallie Martin, Sam Miller, Laura Montieth, A Montieth, Alice Park, Edna L. Prentice, Mrs. L.C. Smiling, Mrs. Kate Smith, Sallie A. Smith, Sallie E. Smith, Sally Smith, Sam Sterling, J. L. Sterling, Julia Sterling, Rian J. Sterling, Ryan Sterling, Victoria Stewart, Victoria Taylor, Ida Scott The Children’s Friend Tilden, Louise W. Tilden, Mary V., Jenny Van A., Mrs. Van Alstyne, Fannie Van Alstyne, Fannie Jane Van Alstyne, Mrs. Van Alstyne, Mrs. Alexander Viola Wallace, Zemira Wilson, Carrie Wilson, Mrs. C. M. ## [isso mesmo, muitas vezes ela usava estes símbolos no lugar nome!] ### ‘*’ ***

COMPOSITOR

Hubert Platt Main (1839-1925)

Nasceu no dia 17 de Agôsto de 1839 em Ridgefield, Connecticut. Faleceu no dia 7 de Outubro de 1925 em Newark, New Jersey.

Filho de Sylvester Main, Hubert frequentou escola de canto até 1854, quando foi para Nova Iorque onde trabalhou num tablóide, como mensageiro. Em Abril de 1855, trabalhou para uma empresa de pianos, chamada Brisow & Morse, também como mensageiro. No mesmo ano, auxiliou seu pai na publicação do hinário da Sunday School Lute, por Isaac Woodbury. Em 1867, Main foi chamado para assumir um cargo na editora de William Bradbury. Em razão da morte de Bradbury em 1868, foi criada a editora Biglow & Main, para substituir a empresa anterior. Além de editar, Main escreveu mais de 1000 peças musicais. Em 1891 ele vendeu sua coleção de mais de 3500 volumes para a Biblioteca Newberry de Chicago, Illinois, onde eram conhecidas como a Biblioteca de Main.

TRADUTOR

Henry Maxwell Wright (1849-1931)

Nascido em Lisboa, no dia 7 de Dezembro de 1849, optou pela cidadania britânica, pois era de descendência inglesa. Associou-se ao grupo chamado Baptistas Livres.

Filho de pais ingleses por alguns anos dedicou-se ao comércio. Depois de auxiliar o célebre pregador Moody em uma grande campanha de evangelização realizada em Londres, em 1874 e 1875, abandonou a próspera carreira comercial para dedicar-se à evangelização da Inglaterra e Escócia.

Esteve no Brasil quatro vezes: 1881, 1890-1891, 1893 e 1914. Na primeira vez a convite de J. L. F. Braga, crente brasileiro que morava na cidade do Porto. Por mais mais de 5 anos H. M. Wright foi um dos mais operosos servos de Deus entre os povos que falam a língua portuguesa. Não lhe escapou a Ilha da Madeira e o Arquipélago dos Açores. Wright achava que Deus o queria como missionário na China - exatamente como aconteceu a Gunnar Vingren - porém, iniciou o seu trabalho em Portugal ao verificar a falta de obreiros para pregar o Evangelho entre os que falam a Língua de Camões.

Esteve várias vezes nos Estados Unidos anunciando o Evangelho de Jesus entre as colônias portuguesas. No Brasil, experimentou a infelicidade de ser preso sob a acusação de inimigo da "religião oficial", pois era poderoso pregador e após as suas mensagens aconteciam muitas conversões.

Em 1905, Wright e sua esposa Ellen fixaram residência e sede de trabalho na cidade do Porto e construíram, na capital nortenha, o salão evangélico da A.C.M. - Associação Cristã da Mocidade.

H. M. Wright era possuidor de uma bela voz, pelo que não hesitava em cantar solo nas suas reuniões evangelísticas. Dizem até, que foi dele a iniciativa de cantar "corinhos" no Brasil, forma de música ainda entre nós no culto ao Senhor. Wright contribuiu grandemente para a hinologia nacional, pois foi o autor ou tradutor de cerca de 200 hinos entre os quais alguns "corinhos". O seu nome de autor aparece em livros de cânticos tais como "Salmos e Hinos", "In Memoriam", "Cantor Cristão", "Cânticos de Alegria", "Harpa Cristã" e diversos outros hinários.

Este pregador do Evangelho, cantor e hinólogo era uma figura respeitável, de estatura elevada, voz cheia e harmoniosa, maneiras afáveis, unção de Deus, pregador que lia os hinos antes de cantar de maneira muito expressiva, ressaltando o conteúdo do texto e tomando-o como tópico para o sermão. Distinguia-se no cântico dos hinos pela expressão que sabia dar à letra.

Wright está sepultado no Cemitério Britânico do Porto, em Portugal, pois faleceu nessa cidade, no dia 23 de Janeiro de 1931.

Letra : Fanny Crosby, 1879

Música: Hubert P. Main, 1880

Tradução: H.M.W.

AMPARO DIVINO
1
Com Tua mão, segura bem a minha,
Pois eu tão frágil sou, ó Salvador!
Que não me atrevo a dar jamais um só passo
Sem Teu amparo, Cristo, meu Senhor!

2
Com Tua mão, segura bem a minha,
E, pelo mundo, alegre seguirei:
Mesmo onde as sombras caem mais escuras
Teu rosto vendo, nada temerei.

3
E, no momento de transpor o rio,
Que Tu por mim quiseste atravessar,
Com Tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte eu hei de triunfar.

4
Quando voltares esses céus descendo,
Segura bem a minha mão, Senhor,
Cristo Jesus, conduze me contigo,
Para onde eu goze Teu eterno amor.

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sábado, 12 de junho de 2010

DIA DOS NAMORADOS


“Bem-aventurado aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR. O SENHOR te abençoará desde Sião, e tu verás o bem de Jerusalém em todos os dias da tua vida. E verás os filhos de teus filhos, e a paz sobre Israel.” Sl 128


O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais sendo é comum a troca de cartões e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até há poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada em 14 de fevereiro.
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O Bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Claudio II que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma Antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta da amada.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no Século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.
O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antonio, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo. O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita catara condenava pois para esta o mundo era intrinsecamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mau.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes e depois foi assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentin, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.
SEGUNDA VERSÃO
O dia dos namorados é conhecido na maior parte do mundo como Dia de São Valentim. Sua origem ocorreu no século III em Roma estando baseada na fé cristã e na Igreja Católica. São Valentim era um bispo cristão. Na Roma antiga estava cada vez mais difícil conseguir homens dispostos a servir o exercito romano. Muitos homens jovens relutavam em abandonar suas mulheres e filhos para lutar em guerras romanas.
Com isso o imperador da época chamado Cláudio II determinou a proibição do casamento de jovens. São Valentim não gostou da ideia e começou a realizar casamentos escondidos indo contra as determinações do imperador. Quando foi descoberto Valentim acabou preso. Muitos jovens ficaram revoltados e começaram a fazer manifestações em nome do amor e da união. A história diz que a filha cega do carcereiro que cuidava de Valentim teve a permissão do pai para visitar o santo. Os dois acabaram se apaixonando e a filha do carcereiro milagrosamente começou a recuperar a visão. No dia 14 de fevereiro do ano de 270 Valentim foi decapitado. Posteriormente acabou se tornando um santo da igreja católica.
Ele foi enterrado na Via Flaminiana, no lugar onde foi martirizado e neste local o Papa Júlio I mandou levantar uma basílica.
No Brasil o dia dos namorados não está diretamente relacionado com o dia 14 de fevereiro que é a data usada na maioria dos países. No Brasil a data usada é o dia 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio considerado um santo casamenteiro.

Capela de S.Valentim


Representação de S.Valentim

Depois desta históri eu me recordo de um Hino do Hinário Evangélico que me lembra o Dia dos Namorados, mas também o Dia do Amigo, o DIa do Vizinho, o Dia da Convivência Pacifica entre os Povos etc.


A EXCELÊNCIA DO AMOR
Qual o adorno dessa vida?
É o amor.
Alegria é concedida
Pelo amor.
É benigno, é paciente,
Não se torna maldizente,
Este meigo amor.

Com suspeitas não se alcança
Vero amor.
Onde houver desconfiança
Ai do amor!
Pois amemos a verdade:
Onde reina a falsidade
Não perdura o amor.

Não te irriteis, mas tolera
Com amor;
Tudo sofre, tudo espera
Pelo amor.
Pois mostremos a tolerância,
Muitas vezes a arrogância
Murcha e mata o amor.

Ó cristão ao teu vizinho
mostra o amor;
O valor não é mesquinho
Deste amor.
O supremo Deus nos ama
Cristo para o céu nos chama,
Onde reina o amor! - SPK






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